O feijão é um importante aliado da saúde, além de ser versátil e facilmente encontrado nas prateleiras dos mercados e vendas. Agora, uma revisão científica publicada no periódico BMJ Nutrition, Prevention & Health indicou que o consumo diário desses grãos e de outras leguminosas pode ajudar a reduzir o risco de hipertensão.

A pesquisa mostrou que pessoas que consumiam cerca de uma xícara de chá de feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico ou outras leguminosas por dia apresentavam menor probabilidade de desenvolver pressão alta.
O trabalho, coordenado por cientistas ingleses e noruegueses, analisou dados de diferentes pesquisas sobre alimentação e saúde cardiovascular.
Os cientistas notaram que pessoas que consumiam mais leguminosas na rotina apresentavam um risco cerca de 16% menor de desenvolver hipertensão. O consumo de soja e derivados, por sua vez, foi associado a uma redução ainda maior no risco da doença.
Os autores defendem que os benefícios podem estar relacionados à alta quantidade de fibras, vitaminas e minerais presentes nesses alimentos, principalmente potássio e magnésio, nutrientes importantes para o funcionamento do sistema cardiovascular.
Além das fibras, o feijão possui compostos antioxidantes e anti-inflamatórios que ajudam a proteger os vasos sanguíneos. Esses componentes auxiliam no combate ao estresse oxidativo e aos processos inflamatórios ligados às doenças cardiovasculares. Ademais, as leguminosas ajudam na saciedade e podem contribuir para uma alimentação mais equilibrada no dia a dia.
Na revisão científica, os benefícios apareceram entre pessoas que consumiam cerca de 170 gramas de leguminosas por dia, o equivalente a uma xícara de chá ou aproximadamente seis colheres de sopa de feijão.
Apesar de todos os resultados positivos, os pesquisadores destacaram que o alimento deve fazer parte de um padrão alimentar equilibrado e saudável. Também é importante o acompanhamento de um nutricionista, especialmente se você tiver alguma condição de saúde.
A hipertensão é uma doença que afeta milhões de brasileiros e aumenta o risco de problemas cardiovasculares, como infarto e AVC. Além dos fatores genéticos e sedentarismo, a alimentação também tem papel importante no controle da doença.
