Conjuntivite alérgica: tipos, sintomas, causas e tratamento

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atualizado em 28/12/2021

Mudança de tempo, poeira e mofo são algumas causas comuns da conjuntivite alérgica. Tirar um cobertor que ficou guardado no armário durante a estação passada pode iniciar uma crise de conjuntivite, deixando seus olhos vermelhos, lacrimejantes e com muita coceira. 

A conjuntivite alérgica é uma inflamação da conjuntiva, membrana que reveste as pálpebras e o branco dos olhos, que fica irritada por algum agente alérgico. 

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Veja quais são os sintomas, as causas e como tratar a conjuntivite alérgica. 

Tipos de conjuntivite alérgica

Existem dois tipos de conjuntivite alérgica: aguda e crônica. 

Conjuntivite alérgica aguda

A conjuntivite alérgica aguda tem curta duração e acontece apenas em temporada de alergias. Por exemplo, com a chegada da primavera, há maior quantidade de pólen viajando pelo ar. Essa época do ano também é marcada pela baixa umidade do ar, que propicia a proliferação e a dispersão de ácaros. 

Juntamente com a irritação nos olhos, uma crise aguda de conjuntivite alérgica pode vir acompanhada de muita coriza. 

Conjuntivite alérgica crônica

Diferentemente da conjuntivite alérgica aguda, que acontece em uma certa temporada do ano, a crônica ocorre durante o ano inteiro.  

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Ela é uma resposta alérgica a alguma substância específica, que pode ser poeira, algum alimento ou pêlos de animais. Os sintomas aparecem quando a pessoa se expõe ao agente que causa a sua alergia. 

Quais os sintomas da conjuntivite alérgica?

Os sintomas da conjuntivite alérgica geralmente acometem os dois olhos ao mesmo tempo, diferentemente do que costuma acontecer na conjuntivite viral, bem como na conjuntivite bacteriana

Na conjuntivite alérgica não se forma secreção amarelada, pegajosa e espessa, como na conjuntivite bacteriana. Outra diferença importante das conjuntivites viral e bacteriana é que a alérgica não é contagiosa

Os sintomas mais comuns são: 

  • Olhos vermelhos
  • Coceira
  • Lacrimejamento excessivo 
  • Sensação de ardência 
  • Sensação de areia nos olhos
  • Hipersensibilidade à luz
  • Acordar com os olhos inchados

Causas da conjuntivite alérgica

Diferentes substâncias podem causar uma reação alérgica no seu corpo, que é quando o organismo entende que determinada substância é invasora e deve ser combatida. O agente alérgico faz com que as células do sistema imune liberem histamina, um mediador químico que provoca a inflamação da conjuntiva. 

Conjuntivite alérgica a pólen
O pólen é um agente alérgico que pode desencadear esse tipo de conjuntivite

São exemplos de agentes alérgicos comuns: 

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  • Poeira 
  • Pólen
  • Mofo
  • Pelos de animais 
  • Perfumes ou outras substâncias aromáticas
  • Colírios ou soluções para limpeza de lentes
  • Cloro na piscina
  • Maquiagem, lentes de contato ou óculos de outra pessoa
  • Maquiagem de má qualidade ou fora do prazo de validade

Como é feito o diagnóstico da conjuntivite alérgica?

No exame clínico, o médico oftalmologista analisa os sintomas da conjuntivite alérgica e faz perguntas para levantar o histórico de alergias do paciente e de familiares. Em alguns casos, o oftalmologista pede alguns exames, como: 

  • Teste cutâneo de alergia: a pele é exposta a alguns agentes alérgicos específicos e o médico observa a reação do organismo, que pode apresentar inchaço ou vermelhidão local, indicando alergia àquela substância. 
  • Exame de sangue: analisa se há a presença de anticorpos ou células do sistema imune liberados em resposta a algum agente alérgico. 
  • Raspagem da conjuntiva: a presença de células do sistema de defesa também podem ser procuradas no material raspado da conjuntiva.

Tratamento da conjuntivite alérgica

Os tratamentos caseiros da conjuntivite alérgica envolvem estratégias preventivas e de redução dos sintomas. 

Nos aplicativos de previsão do tempo, há a indicação do nível de pólen no ar. Se ele estiver alto, mantenha as janelas fechadas e evite caminhar em locais com muita vegetação. 

Limpe os móveis com frequência, retirando o pó das superfícies com um pano úmido. Evite varrer a casa ou usar espanador, pois levantam muita poeira. A melhor forma de retirar o pó é com pano umedecido ou com aspirador de pó. 

Usar um umidificador de ar também ajuda a diminuir a quantidade de poeira, ácaros e pêlos em suspensão no ar, além de facilitar a respiração. 

Se tiver alergia a produtos químicos de limpeza, evite aqueles com cheiro muito forte, o mesmo vale para os cosméticos. 

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A conjuntivite alérgica causa muita coceira, e a primeira reação é esfregar e coçar os olhos com muita força mas, fazendo isso, você piora a coceira. Uma forma eficiente de aliviar a coceira e diminuir o inchaço dos olhos é aplicar compressa fria por alguns minutos, até aliviar o desconforto. 

Colírio
O uso de colírios pode ser útil para aliviar os sintomas da conjuntivite alérgica

Se essas medidas preventivas não forem suficientes, consulte o médico para que ele possa prescrever medicações que ajudam a reduzir os sintomas da reação alérgica: 

  • Medicação oral, xarope e colírio com anti-histamínico.
  • Colírios com anti-inflamatório: o Decadron é bastante utilizado para tratar conjuntivite alérgica. 
  • Colírios: para reduzir a dilatação dos vasos da conjuntiva 
  • Lágrimas artificiais: diluem o agente alérgico, ajudando a eliminá-lo.

Após usar qualquer medicação nos olhos, aguarde 24 horas para utilizar lentes de contato.

Essas medicações eliminam os sintomas, mas é importante manter as medidas preventivas, para não ter uma crise de conjuntivite alérgica, e quando for possível minimizar a exposição aos agentes causadores de sua alergia. 

Fontes e referências adicionais

Você tem conjuntivite alérgica? Sabe qual é o agente causador da sua alergia? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Haroldo Vieira Junior

Dr. Haroldo Vieira de Moraes Junior é Oftalmologista - CRM 380377 RJ. Formou-se em Medicina pela UFRJ em 1981. Em seguida concluiu Mestrado em Oftalmologia pela UFRJ em 1986 e Doutorado em Oftalmologia pela UFRJ em 1994. Pós-Doutorado no National Eye Institute do National Institutes of Health (NIH/NEI) durante 1998/1999 e Livre Docente em Oftalmologia pela UNIFESP (2001), atualmente é Professor Titular de Oftalmologia da UFRJ. Para mais informações, entre em contato com ele.

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