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- Um novo estudo da Universidade Estadual de Ohio mostrou que fazer refeições em família com a TV desligada reduz significativamente o risco de obesidade.
- A pesquisa, publicada no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, analisou dados de 12.842 moradores de Ohio que participaram da Pesquisa de Avaliação do Medicaid do estado.
- Adultos que evitavam assistir TV durante as refeições tinham risco 37% menor de obesidade do que os que sempre assistiam, independentemente da frequência das refeições em família.
- Quem fazia refeições caseiras em família também apresentou 26% menos chances de obesidade em comparação a quem comia poucas ou nenhuma refeição caseira com a família.
- Segundo a pesquisadora Rachel Tumin, a frequência das refeições em família importa menos do que o que se faz durante elas, como manter a TV desligada.
Não são poucos os estudos que ligam a exposição exagerada à televisão a várias desvantagens. Da mesma forma, as pesquisas também mostram que comer fora de casa demais pode afetar negativamente a saúde de uma pessoa.
Agora, um novo estudo descobre que ter refeições caseiras em família e manter a TV desligada ao comer diminui “significativamente” as chances de obesidade.
O estudo, realizado na Universidade Estadual de Ohio, mostrou que a frequência de refeições caseiras em família não pareceu muito importante no estudo, mas se algum tipo de programa estava passando na TV durante a refeição, fazia a diferença.
“A frequência com a qual você está tendo refeições familiares pode não ser o mais importante. Pode ser que o que você está fazendo durante essas refeições seja mais importante”, diz a autora principal Rachel Tumin, gerente de análise de pesquisas de saúde na Ohio Resource Center, da Ohio College, em um comunicado de imprensa da universidade.
“Isso ressalta a importância de pensar criticamente sobre o que está acontecendo durante essas refeições e se há a oportunidade de desligar a TV ou cozinhar com maior frequência suas próprias refeições”.
Rachel Tumin e Sarah Anderson, professora associada de epidemiologia na Ohio State’s College of Public Health, examinaram dados de 12.842 residentes de Ohio que participaram da Pesquisa de Avaliação do Medicaid de Ohio. A pesquisa questionou aos moradores sobre seus hábitos alimentares familiares (os participantes utilizados na pesquisa tiveram que comer pelo menos uma refeição familiar na semana), juntamente com informações demográficas e medidas do seu índice de massa corporal.
Um terço dos participantes foram identificados como obesos, que era aproximadamente a mesma quantidade que admitia ver TV ou vídeos “na maioria das vezes” durante as refeições familiares. Enquanto isso, apenas 36% relataram manter a televisão desligada durante as refeições.
Em relação à frequência das refeições familiares, 62% relataram comer com seus parentes na maioria dos dias, enquanto 35% o fizeram em “alguns dias” e 13% em “poucos dias” por semana.
Os pesquisadores calcularam que os adultos que evitavam assistir à televisão durante todas as refeições tinham um risco 37% menor de obesidade do que aqueles que sempre a assistiam. Isso era válido independentemente da frequência das refeições familiares.
Dito isso, eles descobriram que os adultos que tiveram refeições caseiras em família também tinham 26% menores probabilidades de obesidade contra os adultos que comiam algumas ou nenhuma refeição familiar caseira.
“A taxa de obesidade era a mesma em adultos que comiam refeições familiares um ou dois dias por semana e naqueles que comiam refeições familiares todos os dias. Independentemente da frequência desse hábito, a obesidade era menos comum quando as refeições foram comidas com a televisão desligada e quando as refeições foram feitas em casa”, diz Tumin.
Os dados das informações demográficas relatadas na pesquisa foram utilizados para fatores de controle nas conclusões dos pesquisadores. O estudo foi publicado no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics.