Enquanto parte dos brasileiros não rejeita uma pimentinha, outros não dão conta de comer qualquer prato muito apimentado. Enquanto alguns falam dos benefícios da pimenta, outros dizem que a pimenta é remoso. Mas será que isso é verdade?
Resposta rápida: a pimenta não é um alimento remoso no sentido clássico, porque não é rica em proteína nem em gordura animal. Pelo contrário, traz vitamina C, vitamina E e ação anti-inflamatória. As ressalvas ficam para o consumo exagerado, que irrita o estômago e o intestino, e para o período de cicatrização, quando a capsaicina (substância que dá a ardência) costuma ser evitada.
| Pimenta é remoso? | Resumo |
|---|---|
| No dia a dia | Não é remosa; tem vitamina C e ação anti-inflamatória |
| Cicatrização / pós-cirurgia | Evitar: a capsaicina é agressiva para a pele |
| Em excesso | Pode irritar o estômago e o intestino e causar gastrite |
| Alergia | Rara, mas possível em pessoas sensíveis |
Quando queremos saber se a pimenta é remoso, é importante conhecer o que são os alimentos remosos.
De acordo com o dicionário, a expressão remoso significa “capaz de prejudicar a saúde, que faz mal à saúde, especialmente ao sangue […]”. O termo ainda pode sofrer uma pequena variação e ser chamado de reimoso.
O termo reimoso não se trata de uma classificação científica. É uma expressão antiga, associada à sabedoria popular, que também pode definir os alimentos que podem provocar inflamação na pele, fruto de uma reação alérgica.
Chama-se popularmente de reima algo que pode ser considerado um alergênico e que causa reações como coceira, diarreia e intoxicações mais sérias em algumas pessoas.
Além disso, também chama-se os remosos ou reimosos de “alimentos carregados” e essas comidas costumam apresentar quantidades altas de proteína e gordura animal.
É outro ponto relevante para entender se pimenta é remoso ou se pimenta faz mal. Acredita-se que alimentos remosos ou reimosos também podem interferir no processo de cicatrização.
No entanto, a verdade é que não existem evidências científicas que os alimentos remosos ou reimosos prejudicam a cicatrização.
A cicatrização não está propriamente relacionada ao alimento que o paciente come, mas a um conjunto de cuidados junto à alimentação, como o repouso recomendado, medicamentos prescritos e características do próprio organismo.
De maneira geral, as pimentas apresentam propriedades nutricionais que fazem bem ao organismo. Por exemplo, as pimentas do gênero Capsicum são ricas em vitamina C e vitamina E.
Além disso, já associou-se a pimenta a benefícios como o efeito anti-inflamatório e a ação antioxidante. Mas, embora apareça na culinária de algumas regiões do Brasil, o consumo do alimento no país é baixo para que seus valores nutritivos façam diferença.
Então, será que existe algo que indique que pimenta é remoso? Bem, a ingestão excessiva da pimenta pode causar irritações na boca, no estômago e no intestino.
Ao mesmo tempo, as pimentas muito ardidas podem causar inflamação e agressão ao aparelho digestivo. Da mesma forma, o consumo exagerado das pimentas muito fortes pode resultar em uma gastrite. Conheça outros alimentos ruins para gastrite.
Outro problema que o consumo de um alimento bastante apimentado pode provocar é a soltura de água da parede do intestino. Como resultado, as fezes ficam mais líquidas. No entanto, essa reação não é comum.
A pimenta é um dos alimentos que se recomenda evitar enquanto passa por um processo de cicatrização, como após uma cirurgia. Isso porque ela possui a capsaicina, que é bastante agressiva para a pele.
Tanto que a pimenta pode aparecer em listas de alimentos que atrapalham a cicatrização.
No entanto, os alimentos que devem ser evitados antes e depois de uma cirurgia variam de acordo com o tipo de operação. Cabe ao médico cirurgião responsável orientar o paciente quanto à alimentação que este deve seguir, para uma melhor recuperação.
É possível ter alergia a algum tipo de pimenta e a condição pode provocar sintomas como:
Caso experimente algum desses sinais ou qualquer tipo de efeito colateral após ingerir ou ter algum tipo de contato com alguma pimenta, procure rapidamente o auxílio médico, mesmo se imaginar que não se trata de uma reação tão grave assim.
Isso é fundamental para verificar a real seriedade do problema em questão, receber o tratamento necessário e saber quais cuidados precisará tomar em relação às pimentas a partir de então.
Sabia que a pimenta pode dar uma forcinha ao emagrecimento? Descubra como no vídeo a seguir com a nossa nutricionista:
A pimenta tem um lado curioso: a capsaicina, que provoca a ardência, é estudada justamente pela ação anti-inflamatória e antioxidante. Por outro lado, em excesso ela irrita o estômago e o intestino e, por ser agressiva à pele, costuma entrar nas listas de alimentos a evitar na cicatrização de feridas, tatuagens e cirurgias. Ou seja, com moderação a pimenta não é vilã, mas durante uma recuperação o ideal é evitá-la e seguir a orientação do médico. Quem tem histórico de cólica renal também deve conversar com o médico antes de abusar de alimentos muito condimentados.
Não no sentido tradicional, já que não é um alimento rico em proteína e gordura animal. A pimenta tem vitamina C, vitamina E e ação anti-inflamatória. A ressalva fica para o consumo exagerado e para o período de cicatrização.
Pode atrapalhar. A pimenta contém capsaicina, que é agressiva para a pele, por isso costuma aparecer nas listas de alimentos a evitar antes e depois de uma cirurgia. Quem orienta é o médico, conforme o tipo de operação.
Sim. O consumo exagerado de pimentas muito ardidas pode irritar a boca, o estômago e o intestino, causar gastrite e deixar as fezes mais líquidas, ainda que essa última reação não seja comum.
Sim, embora seja incomum. A alergia à pimenta pode provocar inchaço nos lábios e na boca, coceira, dificuldade para respirar e outros sintomas. Diante de qualquer reação, procure ajuda médica.