Prostatite aguda ou crônica: sintomas, diagnóstico e tratamento

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atualizado em 28/07/2022

A prostatite é a inflamação da próstata, uma glândula do tamanho de uma noz que se localiza entre o pênis e a bexiga. Essa inflamação é, geralmente, muito dolorosa e incômoda. Ela pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em homens com 30 a 50 anos.

A prostatite pode ser bacteriana ou não. A prostatite bacteriana é originada quando bactérias do trato urinário entram na próstata, causando infecção e inflamação. Por isso, é provável que a prostatite bacteriana ocorra devido a uma infecção urinária ou infecção sexualmente transmissível (IST).

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Se tratando da prostatite causada por bactérias, ela é classificada em aguda ou crônica. Na prostatite aguda, os sintomas são graves e surgem repentinamente. Essa forma é muito rara, mas pode ser fatal se não for tratada imediatamente. Por outro lado, a crônica é a forma mais comum e, nela, os sintomas aparecem e desaparecem várias vezes ao longo dos meses.

Outros tipos de prostatite são as não bacterianas, como a síndrome de dor pélvica crônica e a prostatite inflamatória assintomática, e consistem em inflamações que ocorrem por causas ainda desconhecidas. Elas podem estar relacionadas a problemas nos nervos da região pélvica, uma reação imunológica exagerada a uma infecção urinária anterior, estresse ou irritação da próstata devido à presença de produtos químicos da urina.

Sinais e sintomas da prostatite

Vontade de fazer xixi
Além da dor, o paciente com prostatite pode ter vontade de urinar com frequência

Os sinais e sintomas da prostatite aguda podem incluir:

  • Dor lombar
  • Dor ao ejacular
  • Dor ou ardência ao urinar
  • Febre
  • Dor ao redor do pênis, testículos, reto e abdômen inferior
  • Necessidade de urinar com frequência, principalmente, à noite
  • Urina turva
  • Sangue na urina 
  • Não conseguir urinar e acumular urina na bexiga (retenção urinária aguda)

Na prostatite crônica, os mesmos sintomas citados anteriormente podem aparecer com mais algumas complicações. Se sentir esses sintomas há mais de 3 meses, possivelmente, trata-se de um quadro de prostatite crônica e aos sintomas se somam:

  • Próstata aumentada, muito sensível e dolorida ao toque
  • Disfunções sexuais, incluindo dor pélvica após prática sexual

Na maioria dos casos, os sintomas melhoram gradualmente com o tratamento. Por isso, se você estiver com algum desses sinais de prostatite, procure logo um médico.

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Diagnóstico

Para diagnosticar a prostatite, é necessário fazer um exame de toque retal para o médico avaliar se há algum inchaço ou inflamação na glândula. Se houver dor e sensibilidade com o toque, é possível que a próstata esteja inflamada.

O médico poderá solicitar exame de urina para tentar detectar sinais de infecções e outros testes, incluindo:

  • Exames de sangue, especialmente PSA, antígeno prostático específico, que geralmente está aumentado em prostatites agudas
  • Uretrocistoscopia, ou cistoscopia, para identificar problemas na uretra e bexiga
  • Ultrassom transretal
  • Biópsia da próstata
  • Espermograma, para analisar o sêmen.

Tratamento

Homem no médico
O tratamento varia conforme o quadro de cada paciente

O tratamento vai depender se a prostatite for aguda ou crônica e se for decorrente de uma infecção bacteriana ou outras causas.

A prostatite aguda é normalmente tratada com antibióticos e analgésicos por 2 a 4 semanas. A internação pode ser necessária se você estiver com uma alta taxa de infecção ou se não estiver conseguindo urinar.

Na prostatite crônica, são indicados tratamentos para aliviar os sintomas, como o uso de analgésicos, medicamentos alfa-bloqueadores que ajudam a relaxar a musculatura da bexiga, antibióticos e laxantes para ajudar na eliminação das fezes quando há muita dificuldade e dor na região retal associada ao quadro de prostatite. 

Ademais, outros tratamentos alternativos para prostatite crônica podem incluir:

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  • Acupuntura
  • Uso de medicamentos anti-inflamatórios
  • Fisioterapia e exercícios de Kegel, que visam o fortalecimento e relaxamento do assoalho pélvico
  • Massagem prostática
  • Terapias de calor com bolsas ou almofadas quentes
  • “Banhos de assento”
  • Cirurgia
  • Psicoterapia

Complicações

Se a infecção não for solucionada com antibióticos, e os sintomas não estiverem melhorando com os medicamentos, podem surgir abcessos na próstata, apesar de ser uma complicação rara.

Os abcessos podem ser identificados por tomografia computadorizada ou ultrassonografia de próstata. Se forem encontrados, será necessário realizar um procedimento de drenagem.

Ademais, se não tratada corretamente, a prostatite pode levar a outras complicações, como septicemia (contaminação da bactéria no sangue), inflamação crescente de toda região pélvica ao redor da próstata, e infertilidade.

O que fazer?

Para tratar os sintomas da prostatite e conseguir melhorar a resposta ao tratamento, deve-se sempre buscar ajuda profissional. Entretanto, algumas ações podem ajudar, tais como:

  1. Tomar banhos com água morna ou fazer “banhos de assento” para aliviar a dor na região pélvica e lombar.
  2. Beber mais líquidos para urinar com mais frequência e, assim, promover uma limpeza mais rápida da uretra, se livrando das bactérias.
  3. Utilizar medicamentos anti-inflamatórios não-esteroides, como o ibuprofeno, para diminuir a inflamação.
  4. Evitar bebidas que o desidratam, como álcool, visto que isso irá comprometer ainda mais o trato urinário e o sistema imune, fazendo com que a pessoa fique mais suscetível à prostatite bacteriana.

A melhor forma de prevenir a prostatite é ir ao médico sempre que observar um novo desconforto e, principalmente, fazer um tratamento adequado da infecção urinária para não afetar a próstata.

Por fim, nunca deve-se usar remédios antibióticos por conta própria, pois há altos riscos de aumentar a resistência bacteriana e agravar o seu quadro de infecção.

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Fontes e referências adicionais

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