6 Principais Sintomas de Infarto – Sinais Importantes

Aqui você irá conhecer os principais sintomas de infarto para que seja capaz de agir rapidamente se eventualmente vier a senti-los ou presenciar uma emergência médica como essa.

Os infartos são muito comuns e podem danificar o coração permanente ou até mesmo causar a morte.

Em um infarto, o suprimento de sangue para o coração é interrompido, o que faz com que faltem nutrientes e oxigênio para o músculo cardíaco, que começa a falhar e que pode morrer na ausência de atendimento médico.

Algumas pessoas não observam sintomas quando estão tendo um ataque cardíaco, mas muitas delas observam alguns sinais que podem ser essenciais para evitar danos cardíacos graves e tentar reverter a situação.

Infarto

Um infarto – também chamado de infarto do miocárdio ou ataque cardíaco – se dá quando o fluxo de sangue até o coração é bloqueado. Esse bloqueio pode ser causado por diversos fatores, mas o principal deles é devido ao acúmulo de gordura, de colesterol ou de outras substâncias que forma uma placa nas artérias e dificulta a circulação sanguínea.

Quando essa placa se rompe, um coágulo sanguíneo é formado e o fluxo sanguíneo pode ser interrompido, o que danifica ou destrói o músculo cardíaco, que é o coração.

Se o socorro não for imediato, o infarto pode ser fatal. Assim, é muito importante reconhecer os principais sintomas de infarto para buscar auxílio médico o mais rápido possível.

Causas

As principais causas de um infarto são as seguintes:

– Aterosclerose

Como mencionado, o ataque cardíaco acontece quando uma ou mais artérias coronárias são bloqueadas por causa da formação de placas – condição conhecida como doença arterial coronariana. A principal causa de infartos se deve à formação de placas de gordura nas artérias (aterosclerose), que impede que o sangue chegue até o músculo cardíaco.

– Coágulos sanguíneos

Em outros casos, uma dessas placas pode ser rompida, derramando colesterol e outras substâncias na corrente sanguínea, o que faz com que um coágulo de sangue se forme no local. Outras condições também podem gerar um coágulo e, dependendo do tamanho dele, o fluxo sanguíneo pode ser bloqueado e prejudicar a chegada de oxigênio e nutrientes para o coração – condição conhecida como isquemia.

– Espasmo dos vasos sanguíneos

Outra possível causa de infarto menos comum é um espasmo de uma artéria coronária que interrompe a circulação do sangue para uma parte do músculo cardíaco. Geralmente, esse espasmo é desencadeado pelo uso de tabaco ou de drogas ilícitas como a cocaína, por exemplo.

Principais sintomas de infarto

Nem sempre todos os sinais de infarto são observados ao mesmo tempo, mas os principais deles são os seguintes:

1. Dor ou desconforto no peito

Um dos primeiros sintomas de infarto é uma sensação de pressão, dor ou aperto no centro do peito.

2. Náusea

A náusea é um indício bem comum de infarto que pode fazer o indivíduo vomitar e se sentir muito cansado. A pessoa também pode sofrer de indigestão e de dores abdominais.

3. Tontura

A tontura e a fraqueza incomum e inexplicável podem ocorrer como sintomas de infarto.

4. Dor ou desconforto na mandíbula, no pescoço ou nas costas

A mesma dor sentida no peito pode se espalhar para outros locais do corpo como a mandíbula, o pescoço e as costas.

5. Dor ou desconforto no braço ou no ombro

Muitas vezes, a sensação de desconforto também pode ser sentida no braço ou no ombro. Um dos sintomas de infarto mais comuns é a dor repentina no braço esquerdo que também pode gerar outros desconfortos como o formigamento e a dormência no membro.

Embora o braço esquerdo seja o mais afetado, é possível sentir o desconforto em ambos os braços.

6. Falta de ar

Por causa da pressão no peito e do bloqueio do fluxo sanguíneo até o coração, uma pessoa sofrendo um ataque cardíaco tende a ter dificuldades sérias para respirar. A falta de ar pode, em alguns casos, vir acompanhada da dor no peito.

Outros sinais importantes

– Sintomas precoces

Apesar de alguns infartos ocorrerem de uma hora para outra, a maioria deles só ocorre de fato depois de vários sintomas serem observados. Muitas pessoas apresentam sintomas horas, dias ou semanas antes do infarto acontecer. Dessa forma, ir ao médico pode evitar que o infarto de fato aconteça.

– Sinais diferentes em homens e mulheres

Os homens geralmente apresentam poucos sintomas de infarto, que incluem as dores no peito e em outras partes do corpo e a falta de ar.

Já as mulheres são as mais propensas a apresentar sintomas adicionais como náusea, vômito, dor abdominal, suor frio, tontura e cansaço inexplicável antes de um ataque cardíaco.

– Sintomas adicionais

Algumas pessoas também podem apresentar tosse ou chiado no peito e aumento da ansiedade como se estivessem passando por uma crise de ansiedade.

– Ausência de dor no peito ou dor fraca

Mulheres, idosos e diabéticos podem não sentir dor no peito durante um infarto. Apesar de a dor ser muito forte para a maioria das pessoas, algumas sentem apenas uma dor leve como se fosse uma indigestão. Assim, mesmo que a dor no peito não seja observada ou seja fraca, é importante procurar auxílio médico se outros sintomas forem observados.

– Angina

Também há casos em que o indivíduo sente uma dor ou pressão torácica recorrente – chamada de angina – que surge depois de um esforço físico e é aliviada quando a pessoa fica em repouso. Embora esse não seja um dos sintomas de infarto, pessoas com angina podem sofrer um infarto em algum momento da vida. A angina pode ser controlada com medicação e não deve ser ignorada.

Sinais de emergência

Em alguns casos, o coração pode parar de bater durante um infarto. Essa condição é chamada de parada cardíaca súbita e pode ser identificada através dos seguintes sinais:

  • O indivíduo parece não estar respirando;
  • A pessoa não se movimenta;
  • O indivíduo não responde a estímulos como o toque e não conversa com as pessoas ao redor.

Enquanto aguarda uma ambulância, é recomendado que se alguém no local for treinado em primeiros socorros, essa pessoa realize compressões torácicas para tentar reanimar a pessoa.

Complicações

Alguns casos de infarto requerem um procedimento de ressuscitação cardiopulmonar ou de choque elétrico (desfibrilação). Tais procedimentos só podem ser executados por médicos treinados. Assim, quanto mais cedo o socorro chegar, maiores são as chances de o indivíduo se recuperar.

Após um infarto não fatal, podem ocorrer muitas complicações relacionadas aos danos causados ao coração durante o ataque. Algumas dessas complicações incluem:

– Insuficiência cardíaca

Um ataque cardíaco pode danificar o tecido cardíaco, fazendo com que ele não consiga mais bombear o sangue em quantidades suficientes para fora do coração, prejudicando o funcionamento de outros órgãos. Essa condição é chamada de insuficiência cardíaca e pode ser um problema crônico dependendo da gravidade dos danos ao coração.

– Arritmia cardíaca

Ritmos cardíacos anormais causados por espécies de curtos circuitos elétricos podem resultar em um infarto.

– Parada cardíaca súbita

O coração pode parar subitamente por causa de um distúrbio elétrico que causa uma arritmia. Ter sofrido um ataque cardíaco pode aumentar o risco de uma parada cardíaca súbita.

– Riscos pós-infarto

Um indivíduo que já sofreu um ataque cardíaco tem um risco de sofrer outro ataque ou de desenvolver outras condições como um acidente vascular cerebral, distúrbios renais e doença arterial periférica.

O que fazer

Se você já sofreu um ataque cardíaco, o coração pode ter sido danificado. Como mencionado acima, os danos ao órgão podem afetar o ritmo normal do coração e interferir no fluxo sanguíneo.

– Prevenção

Para diminuir o risco de sofrer um novo infarto ou ter outros problemas de saúde, é essencial ter um estilo de vida saudável e realizar exames de rotina. Se um médico julgar necessário, o uso de medicamentos também pode ajudar a evitar problemas.

– Identificação de sintomas

No caso de suspeita de sintomas de infarto – independentemente de ele ser o primeiro ou não – é indicado buscar ajuda rapidamente e não ficar esperando muito tempo para confirmar os sintomas.

Há casos em que uma crise de ansiedade é confundida com um ataque cardíaco, pois os sintomas de ambos podem ser muito parecidos. Mas é melhor ir até o hospital de qualquer jeito, já que ambos os casos merecem atenção. Na dúvida, não hesite em ir ou em chamar uma ambulância para te socorrer.

– Situações de emergência

Ao se sentir mal ou ao presenciar uma pessoa tendo sintomas de infarto, não deixe de buscar ajuda médica imediatamente.

Se for possível ter certeza de que se trata de um infarto, é importante descansar enquanto o auxílio médico não chega para evitar tensão desnecessária sobre o coração. Além disso, a aspirina pode ser usada enquanto o indivíduo aguarda a ambulância para tentar diluir o coágulo sanguíneo e restaurar a circulação do sangue.

O indicado é mastigar e engolir um comprimido de aspirina, mas apenas faça isso se houver um médico por perto ou se a equipe médica que está vindo te socorrer (ou socorrer alguém próximo que esteja consciente) indicar que isso deve ser feito.

Se você estiver sozinho, o indicado é ligar imediatamente para o serviço de emergência informando a sua localização e os sintomas observados e destravar a porta para que a equipe médica possa te socorrer com mais facilidade.

Cuidando da saúde

Diversos fatores podem contribuir para o acúmulo de gordura nas artérias e muitos deles podem ser evitados ou controlados.

Abaixo, mostramos quais são esses fatores de risco e quais deles podem ser evitados ou não. As dicas servem não só para quem já sofreu um ataque cardíaco quanto para aqueles que nunca sofreram um infarto.

Fatores de risco que não podem ser evitados

Embora a adoção de hábitos de vida saudáveis contribua para reduzir os riscos de problemas de saúde, existem alguns fatores que não podem ser controlados. Alguns deles incluem:

– Idade

Homens com 45 anos de idade ou mais e mulheres com 55 anos ou mais apresentam um risco maior de ter um infarto em relação as pessoas mais jovens.

– Histórico familiar

Indivíduos que têm familiares próximos como avós, pais ou irmãos que já sofreram um ataque cardíaco precoce podem ter um risco maior de sofrer da mesma condição. Um infarto considerado precoce é caracterizado pela sua ocorrência em homens com menos de 55 anos e mulheres com menos de 65 anos.

– Doença autoimune

Pessoas que sofrem de doenças autoimunes como a artrite reumatoide e o lúpus, por exemplo, podem ter um risco mais alto de sofrer um infarto.

– Histórico de pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é uma condição que causa pressão alta durante a gestação. Já ter sofrido de pré-eclâmpsia em algum momento da vida pode aumentar o risco de doenças cardíacas no futuro.

– Síndrome metabólica

A síndrome metabólica é um conjunto de doenças – como a diabetes, a obesidade e a hipertensão – que pode aumentar o risco de complicações cardiovasculares. Sofrer dessa síndrome pode duplicar o risco de desenvolver problemas cardíacos em relação as pessoas que não tem essa doença.

Fatores de risco que podem ser evitados

Felizmente, muitos fatores de risco podem ser evitados por algumas mudanças de hábitos e cuidados com a saúde.

– Obesidade

A obesidade tem relação com vários problemas de saúde incluindo a pressão alta, a diabetes e os altos níveis de triglicérides e de colesterol, que contribuem para um ataque cardíaco. Especialistas indicam que perder apenas 10% do peso corporal total pode reduzir esse risco.

– Diabetes

Os níveis desregulados de açúcar no sangue podem promover o acúmulo de gordura no organismo e, consequentemente, aumentar o risco de ataque cardíaco.

Embora a diabetes do tipo 1 seja uma condição autoimune e não possa ser evitada com a mudança de alguns hábitos de vida como na diabetes do tipo 2, ambas podem ser tratadas para que os níveis de glicose no sangue sejam controlados, reduzindo o risco de complicações.

– Níveis altos de colesterol ou triglicerídeos

Altos níveis de colesterol do tipo LDL (colesterol ruim) podem deixar as artérias mais estreitas devido ao acúmulo de gordura. Um alto nível de triglicerídeos também pode aumentar o risco de infarto.

Com uma dieta adequada para colesterol LDL alto e a prática de exercícios físicos, é possível controlar o colesterol e evitar a formação de placas.

– Estresse

O estresse crônico pode elevar o risco de sofrer um ataque cardíaco. Assim, é importante aprender a lidar melhor com situações estressantes.

– Pressão alta

A pressão arterial elevada pode danificar as artérias que levam sangue até o coração. Controlar outras condições de saúde como a obesidade, o colesterol ou a diabetes contribuem para a redução da pressão arterial, bem como o uso de medicamentos quando indicado por um médico.

– Tabaco

O hábito de fumar cigarro pode contribuir para a ocorrência de espasmo das artérias coronárias que pode resultar em um infarto. Até mesmo aqueles que se expõem por tempo prolongado ao fumo passivo podem ter um risco maior de sofrer de complicações cardiovasculares.

– Uso de drogas

O uso de drogas ilícitas como as anfetaminas ou a cocaína pode desencadear um espasmo das artérias coronárias, que é uma das principais causas de infarto.

– Sedentarismo

A inatividade física pode causar outros problemas de saúde, inclusive o colesterol alto e a obesidade. Praticar atividades físicas contribui não só para evitar esses problemas de saúde como também para melhorar o condicionamento físico e fortalecer todo o sistema cardiovascular.

Dicas finais de ação e prevenção

Adotar algumas mudanças de estilo de vida para minimizar os riscos de sofrer um ataque cardíaco ou tratar condições de saúde como as citadas acima que podem contribuir para um infarto são boas medidas preventivas.

O melhor que você pode fazer, mesmo que já tenha sofrido um ataque cardíaco antes, é manter um peso saudável, praticar exercícios físicos com frequência, ter uma dieta saudável e controlar o estresse, além de tomar medicamentos caso você sofra de algum problema de saúde como a diabetes, a hipertensão ou o colesterol alto, por exemplo.

Também é importante manter os exames de rotina em dia para monitorar qualquer alteração nos níveis de açúcar ou colesterol no sangue, mantendo a saúde sempre em dia.

Quanto antes os sintomas de infarto forem identificados, maiores são as chances de os médicos conseguirem reduzir os danos ao coração por meio de procedimentos cirúrgicos de emergência e através da prescrição de medicamentos.

Um infarto é uma situação de risco de vida. Saber como identificar os sintomas e saber o que fazer nesse momento pode não só salvar sua vida e de outras pessoas como evitar danos graves ao coração.

Vídeo:

Gostou das dicas?

Referências Adicionais:

Você já sentiu alguns destes sintomas de infarto alguma vez? Conhece alguém que já passou por isso? Comente abaixo!

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