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- Uma pesquisa publicada na revista Alzheimer's Research & Therapy, liderada pela Universidade de Exeter, aponta a vacina contra herpes-zóster (Zostavax) e o Viagra (Sildenafil) como possíveis aliados na prevenção do Alzheimer.
- O estudo analisou 80 medicamentos já aprovados para outras doenças, com 21 especialistas internacionais em demência avaliando as evidências pelo método de consenso Delphi até chegarem a uma decisão conjunta.
- Três remédios foram priorizados para novos estudos: a vacina contra herpes-zóster, o Sildenafil e o Riluzole, hoje usado na doença do neurônio motor.
- A vacina se destacou por ter perfil de segurança já conhecido, por poder atuar no sistema imunológico ligado à inflamação cerebral e por estudos observacionais que associam vacinados a menor risco de demência.
- Os pesquisadores reforçam que os resultados não comprovam que a vacina previne o Alzheimer; o próximo passo são ensaios clínicos controlados para testar o efeito protetor e entender o mecanismo envolvido.
De acordo com uma pesquisa publicada na revista científica Alzheimer’s Research & Therapy, a vacina contra a herpes-zóster e o Viagra podem ajudar na prevenção do Alzheimer.

O trabalho, liderado pela Universidade de Exeter, no Reino Unido, analisou 80 medicamentos já aprovados para outras doenças. A ideia foi verificar quais deles poderiam ser reaproveitados no tratamento ou na prevenção do Alzheimer.
Ao todo, 21 especialistas internacionais em demência participaram da análise usando um método chamado consenso Delphi, em que eles discutem evidências científicas até chegar a uma decisão conjunta. Depois das avaliações, três medicamentos foram considerados prioritários para novos estudos: vacina contra herpes-zóster (Zostavax), Sildenafil (Viagra) e Riluzole (usado na doença do neurônio motor).
A vacina contra herpes-zóster foi apontada como uma das opções mais promissoras para futuros testes clínicos. Atualmente, o imunizante é aplicado especialmente em adultos mais velhos para evitar a reativação do vírus da catapora, o que pode causar lesões dolorosas na pele.
O destaque se deu por três motivos, segundo os pesquisadores: o medicamento tem perfil de segurança conhecido, já que é usado há anos; pode influenciar o sistema imunológico, que tem papel importante na inflamação do cérebro; e base científica, já que outros estudos observacionais sugeriram que pessoas vacinadas podem ter menor risco de desenvolver demência ao longo do tempo.
Os resultados não significam que a vacina previne o Alzheimer. O estudo serve para organizar prioridades e indicar quais medicamentos devem ser testados primeiro em ensaios clínicos.
O próximo passo é realizar estudos controladas com pacientes para verificar se o efeito protetor realmente existe e qual seria o mecanismo envolvido.
A doença de Alzheimer afeta milhões de pessoas no mundo e ainda não tem cura. Desenvolver um novo medicamento pode levar mais de dez anos. Por isso, descobrir efeitos positivos de remédios já existentes, processo conhecido como reposicionamento de fármacos, pode acelerar o processo.
