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- Um estudo da Universidade de Concórdia, no Canadá, liderado pelo psicólogo Jean-Philippe Gouin, acompanhou por cinco meses estudantes estrangeiros recém-chegados ao país para avaliar o quanto se sentiam solitários.
- Os pesquisadores mediram a variabilidade da frequência cardíaca dos participantes e constataram que quem formava rapidamente um grupo de amigos apresentava maior variabilidade, o que indica melhor saúde, especialmente do coração.
- Um estudo americano divulgado em 2012, com 45 mil pessoas avaliadas, mostrou que levar uma vida solitária tirou, em média, quatro anos de vida das pessoas, exceto entre os idosos com mais de 80 anos.
- Outro estudo, da Divisão de Geriatria da Universidade da Califórnia, acompanhou 1 mil voluntários com média de 70,9 anos por seis anos e constatou que quem se sentia sozinho tinha 9% mais chance de morrer e 12% mais risco de problemas nas atividades motoras.
- Segundo o psicólogo responsável pelo estudo canadense, a conclusão é clara: vale a pena se aproximar de outras pessoas.
Ter amigos é bom demais, não é mesmo? Ter alguém para conversar nos dias mais difíceis, desabafar as frustrações e decepções, contar as novidades do dia a dia, se divertir e até quem seja um companheiro de academia, para deixar os dias de treinamento mais divertidos e incentivar quando você não estiver com muita vontade de malhar. Mas além de todas essas coisas boas, você sabia que ter amizades também ajuda a deixar o nosso corpo mais saudável?
Foi isso o que revelou um estudo feito pela Universidade de Concórdia, no Canadá. O psicólogo Jean-Philippe Gouin e sua equipe acompanharam durante cinco meses a vida social de estudantes estrangeiros que tinham se mudado recentemente para o país. O objetivo da pesquisa era saber o quão solitários essas pessoas se sentiram durante o período.
De acordo com a Revista Superinteressante, os pesquisadores avaliaram esses estudantes por meio de questionários e também monitoraram a variabilidade da frequência cardíaca desses jovens. Quanto menor fosse a variação registrada nos testes, maior seria a chance dos participantes no estudo desenvolverem problemas de saúde, especialmente aqueles que são ligados ao coração.
O resultado obtido nessas avaliações foi que aqueles estudantes que logo conseguiam formar um grupo de amigos no novo país apresentaram maior variabilidade da frequência cardíaca, o que indica que estavam mais saudáveis.
Sobre a conclusão do estudo, o psicólogo Jean-Philippe Gouin disse: “A mensagem é clara: aproximem-se de outras pessoas”, segundo a Revista Superinteressante.
Outras pesquisas apontaram que a solidão pode matar
Ter amigos não apenas pode nos deixar mais saudáveis, como não tê-los e ser uma pessoa solitária pode diminuir os anos de vida e aumentar o risco de morte, como revelaram duas pesquisas dos Estados Unidos.
A primeira, feita por médicos americanos e divulgada em 2012, avaliou a morte de 45 mil pessoas. Aproximadamente 20% delas levava uma vida solitária, o que tirou, em média, quatro anos da vida deles. O grupo que não se aplicou a essa regra foi o dos velhinhos com mais de 80 anos.
A explicação dos pesquisadores é que quem se isola socialmente, fica mais estressado, longe do acesso a um sistema de saúde e com maiores riscos de desenvolver algum problema no coração, de acordo com a Revista Superinteressante.
Outra questão é que viver sozinho não permite que se receba uma influência positiva de outros, como palavras que levantem o humor, conselhos em relação a algum problema ou até alguém que perceba algum sintoma relacionado a uma doença e dê a dica de que é hora de procurar um médico.
Já o segundo estudo – realizado pela Divisão de Geriatria, do Departamento de Medicina da Universidade da Califórnia em 2012 – acompanhou a vida de 1 mil voluntários, com idade de 70,9 anos em média, durante o período de seis anos e chegou a conclusão de que para os participantes da pesquisa que se sentiam sozinhos, a chance de morrer era 9% maior do que para quem vivia cercado de amigos e que para os solitários o risco de ter algum problema nas atividades motoras crescia em torno de 12%.
