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- Cientistas do Projeto Satin (Satiety Innovation), que reúne sete universidades europeias e 11 empresas de alimentos, desenvolveram uma sopa com um amido resistente capaz de aumentar a sensação de saciedade.
- Esse amido demora mais para ser digerido, chegando ao intestino grosso, onde libera ácidos graxos que sinalizam ao cérebro que o corpo está satisfeito, ajudando a controlar o apetite.
- De acordo com a revista New Scientist, os primeiros testes indicaram que a sopa pode reduzir a quantidade de alimento ingerida, mas o resultado completo da pesquisa ainda não foi divulgado.
- O mesmo amido também é encontrado naturalmente em alimentos como ervilha, feijão, batata, arroz e macarrão quando esfriam após o preparo, e a expectativa é vender o produto também em formato de iogurte, pão, batida e molho.
- A criação não é unanimidade entre especialistas: um professor da Faculdade Imperial de Londres questiona apostar em alimentos processados, enquanto outro da Universidade de Liverpool defende o projeto como forma de ajudar quem não consome alimentos naturais.
Você provavelmente já deve estar careca que saber que parte do processo de perda de peso é diminuir a quantidade de comida e o número de calorias consumidos. Mas como fazer isso sem deixar o organismo faminto? Como controlar o apetite para que seja possível resistir àqueles lanchinhos que a gente costuma fazer quando a fome bate bem na metade do dia?
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Pois bem, ao que tudo indica, cientistas de um grupo de estudos chamado Projeto Satin, que é um diminutivo para Satiety Innovation (Inovação na Saciedade, em inglês) e envolve sete universidades europeias e 11 empresas da área de alimentos, conseguirem desenvolver uma sopa que promete ser capaz de trazer esse efeito.
Tudo isso graças a um ingrediente, um amido resistente que demora mais tempo para ser quebrado no intestino delgado e desse modo promove uma considerável sensação de saciedade no organismo, controlando o apetite e evitando o surgimento daquela vontade louca de comer.
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Ao não ser quebrado no intestino delgado, região onde acontece a maior parte do processo de digestão, esse amido resistente será digerido organismo somente quando alcançar o intestino grosso.
Depois de digerido, o ingrediente libera pequenas cadeias de ácido graxo e o intestino envia a mensagem ao cérebro de que o corpo está satisfeito.
De acordo com a revista New Scientist, os primeiros experimentos realizados com a tal sopa sustentadora indicaram que ela realmente pode ajudar a reduzir a quantidade de alimento que uma pessoa come.
Entretanto, ainda é cedo para bater o martelo e determinar qualquer tipo de conclusão, tendo em vista que o resultado completo da pesquisa ainda não foi divulgado.
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Esse amido usado na preparação da sopa também é encontrado em alimentos como ervilha, feijão, além de ser formado na batata, no arroz e no macarrão quando esses três últimos esfriam depois de terem sido preparados na cozinha.
A expectativa é que o produto seja colocado à venda e que o produto seja vendido não somente em forma de sopa, mas também como iogurte, pão, batida e molho.
No entanto, vale registrar aqui que a sopa pode trazer alguns efeitos colaterais como indigestão e flatulência.
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Criação não é unanimidade no mundo acadêmico
Por mais que aparente ser uma boa solução para quem precisar diminuir a quantidade de alimento que come, a criação da sopa saciadora não é vista com bons olhos por todos os integrantes do mundo acadêmico.
Exemplo disso é o professor Stephen Bloom, da Faculdade Imperial de Londres, na Inglaterra. Para ele, alimentar-se com comidas processadas não é a resposta para acabar com o problema da obesidade.
“Comer alimentos naturais é mais barato e mais eficiente”, afirmou o acadêmico.
Por outro lado, ao sair em defesa do projeto no qual está inserido, o professor Jason Halford, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, disse que o problema é que as pessoas não têm consumido os alimentos naturais, como sugeriu Bloom.
“Mas se nós pudermos desenvolver comidas processadas que são saudáveis e beneficiam o controle do apetite, nós podemos fazer um impacto positivo na vida das pessoas”, rebateu.