Cobranças e prazos no trabalho e na faculdade. Contas a pagar. Atraso no recebimento de salário. Problemas de saúde. Tragédias familiares. Brigas em relacionamento. Pessoas mal-educadas. Serviços mal executados. Problemas emocionais. Essas são apenas algumas das situações do nosso dia a dia que podem provocar o estresse.
E quem, em pleno século XXI, pode dizer que nunca passou por uma situação de estresse mais elevado? Em certa medida, o estresse é até considerado normal, já que a sua ausência indica que o corpo está pouco estimulado. Entretanto, o estresse muito intenso ou prolongado faz com que o corpo libere hormônios relacionados ao estresse durante um longo período.
Isso faz com que o risco de desenvolvimento de problemas físicos como dores de cabeça, perturbações estomacais, ataque cardíaco e acidente vascular cerebral aumente. Isso sem contar que o estresse também gera problemas de ordem psicológica como sensações de descrédito, raiva e medo.
A condição também está associada ao desenvolvimento de distúrbios de ansiedade e depressão. Mas não é somente isso – o estresse em longo prazo pode causar danos ao sistema imunológico.
Além disso, uma pesquisa realizada por cientistas dos Estados Unidos e do Canadá sugeriu que a condição aumenta as chances de desenvolvimento de infecções virais. Já um estudo feito por um pesquisador de Londres indicou que o estresse eleva o risco de desenvolvimento da síndrome metabólica, um conjunto de fatores de risco que se manifestam em uma pessoa e aumentam as suas chances de sofrer com doenças cardíacas, derrames e diabetes.
Mas será que o estresse aumenta a pressão arterial?
Já deu para percebermos que muito estresse não é nada bom para a saúde, mas isso inclui dizer que o estresse aumenta a pressão arterial?
De acordo com informações, o estresse muito intenso ou prolongado pode aumentar sim os riscos de desenvolvimento da pressão arterial elevada.
O Centro Médico da Universidade de Rochester nos Estados Unidos informa que a presença de níveis elevados do hormônio cortisol em decorrência do estresse aumenta a pressão arterial em alguns casos, algo que é um dos fatores de risco comuns para o desenvolvimento da doença cardíaca.
Além disso, situações estressantes podem fazer com que a pressão arterial atinja picos temporariamente.
Tanto que, para quem foi diagnosticado com pressão alta, fazer atividades que possam auxiliar a controlar o estresse e melhorar a saúde pode fazer diferenças de longo prazo na tarefa de diminuir a pressão.
Qual a conexão existente entre o estresse e a pressão arterial?
O organismo produz uma série de hormônios quando se encontra em uma situação estressante. São esses hormônios que aumentam temporariamente a pressão arterial, fazendo com que o coração bata mais rápido e que os vasos sanguíneos se estreitem.
Mas quais seriam esses hormônios? Conforme a Associação Americana do Coração, a adrenalina e o cortisol são liberados quando uma pessoa atravessa uma situação de estresse.
A associação explicou que “esses hormônios preparam o corpo para a reação ‘lutar ou fugir’, fazendo o coração bater mais rápido e constringindo os vasos sanguíneos para levar mais sangue ao centro do corpo ao invés das extremidades”.
E o que isso tem a ver com a pressão arterial elevada? Bem, segundo a Associação Americana do Coração, a constrição dos vasos sanguíneos e o aumento no ritmo cardíaco aumentam a pressão arterial de uma pessoa, ainda que somente temporariamente.
Especialistas destacaram a existência da possibilidade de que os hormônios produzidos enquanto uma pessoa está emocionalmente estressada podem danificar as suas artérias, resultando na doença cardíaca.
O estresse e a pressão arterial elevada de longo prazo
Entretanto, não existem provas que o estresse aumenta a pressão arterial em longo prazo por si só. As elevações na pressão arterial provocadas pelo estresse podem ser drásticas, no entanto, uma vez que o fator de estresse desaparece, a pressão arterial retorna ao normal.
De qualquer forma, vale a pena reproduzirmos aqui o alerta em forma de adendo trazido pela instituição: “mesmo os picos temporários na pressão arterial – se ocorrem com uma frequência suficiente – podem danificar os vasos sanguíneos, o coração e os rins, em uma maneira semelhante à pressão arterial elevada de longo prazo”.
Supõe-se ainda que alguns comportamentos que costumam acompanhar o estresse – como a comilança em excesso, a ingestão de bebidas alcoólicas e a má qualidade do sono – resultem na pressão arterial elevada.
Se uma pessoa responde ao estresse recorrendo aos cigarros, ao consumo de muitas bebidas alcoólicas ou à ingestão de alimentos não saudáveis, ela aumenta os seus riscos de desenvolvimento não somente da hipertensão, como também do ataque cardíaco e do acidente vascular cerebral (AVC).
Mas não é somente isso: os picos de curto prazo na pressão arterial associados ao estresse que se somam ao longo do tempo podem colocar uma pessoa em risco de desenvolver a hipertensão a longo prazo.
Além disso, ainda que seja possível que condições de saúde associadas ao estresse, como ansiedade, depressão e isolamento de amigos e familiares, estejam ligadas à doença no coração, não existem evidências de que elas estejam conectadas à pressão arterial elevada.
Porém, o fato de uma pessoa estar com depressão pode provocar comportamentos autodestrutivos como negligenciar tomar os medicamentos necessários para controlar a hipertensão ou outras condições cardíacas.
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