Fimose: o que é, tipos, como identificar e tratar

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atualizado em 03/02/2022

Fimose é o nome que se dá a um problema causado pelo excesso da pele chamada prepúcio, que recobre o pênis até a sua extremidade, dificultando ou impedindo a exposição da glande, que é a cabeça do pênis. 

É bem comum os bebês nascerem com essa pele em excesso que, geralmente, se retrai sozinha e expõe a glande com o passar dos anos. 

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Quando essa retração não acontece naturalmente e permanece na adolescência, pode ser necessário remover o prepúcio cirurgicamente. Além da cirurgia, existem outras opções de tratamento que podem resolver alguns casos de fimose. 

Veja mais detalhes sobre a fimose, os tipos, as causas, como são feitos o diagnóstico e o tratamento, e as suas possíveis complicações. 

Tipos de fimose

Em medicina, a fimose é classificada em duas categorias: 

  • Fimose primária ou fisiológica: é a mais comum e está presente desde o nascimento. 
  • Fimose secundária ou patológica: pode acontecer em qualquer fase da vida, resultado de uma infecção ou de traumas na pele. 

Nem todas as crianças que nascem com fimose necessitam de cirurgia porque, na maioria dos casos, a resolução do problema se dá de forma natural. Até os 3 anos de idade, o prepúcio se retrai facilmente em cerca de 50% dos casos. Aos 17, quase todos os casos, 99%, estão naturalmente resolvidos.  

Causas da fimose

A fimose fisiológica ocorre ainda na vida fetal e resulta de uma aderência natural entre a camada interna do prepúcio com a glande, cujo grau varia de acordo com fatores genéticos. 

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A fimose patológica pode ser causada por episódios repetidos de infecção ou traumatismo local, em qualquer fase da vida, desde os primeiros meses até a fase adulta. 

A causa mais comum da fimose patológica é a má higienização do pênis, que causa o acúmulo de secreção, suor e sujeira, que fornecem um ambiente propício para a proliferação de microrganismos. Esses fatores combinados podem causar uma inflamação chamada de balanopostite

Algumas doenças de pele como eczema e psoríase podem provocar coceira e irritação no pênis, levando ao traumatismo local e fimose secundária. 

A maior dificuldade de higienização local decorrente da fimose pode levar a complicações mais graves, como o câncer de pênis. 

Como identificar a fimose?

Homem escondendo genitais
Na fase adulta, a própria pessoa pode identificar a fimose

O diagnóstico nas crianças é feito por um exame físico, no qual o médico constata que, ao tentar retrair o prepúcio manualmente, não consegue expor a glande do pênis. Esse exame é feito no bebê recém-nascido e nas consultas com o pediatra até os 5 anos. 

Na adolescência e na fase adulta, a própria pessoa pode constatar que há dificuldade em retrair a pele e expor a glande. Outros sintomas podem vir acompanhados com essa dificuldade, como vermelhidão, dor, inchaço, sangramento e ardor ao urinar, que são sinais e sintomas de inflamação e podem indicar uma infecção. 

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Ao notar o problema, deve-se consultar um urologista para definir qual é o melhor tratamento para a fimose secundária. Nesta consulta, além do exame físico, o médico pode solicitar exames de sangue, de urina e de cultura de bactéria, para investigar a ocorrência de uma infecção urinária, por exemplo. 

A fimose é classificada em 5 graus diferentes, de acordo com o nível de dificuldade de retração da pele e exposição da glande: 

  • Grau 1: consegue-se puxar totalmente o prepúcio, mas a base da glande ainda fica coberta pela pele, o que causa dificuldade para puxá-la novamente para a frente.
  • Grau 2: consegue-se puxar o prepúcio, mas ele não passa na parte mais larga da glande. 
  • Grau 3: consegue-se puxar o prepúcio somente até o orifício urinário. 
  • Grau 4: há um grande excesso de pele que torna a retração tão reduzida, ao ponto de não permitir a exposição da glande. 
  • Grau 5: o grau mais grave, em que não é possível puxar o prepúcio e expor a glande. 

Esses graus são úteis no acompanhamento do tratamento, para verificar o seu progresso, mas não são necessários para a definição da intervenção terapêutica, cuja escolha depende principalmente da idade do paciente. 

Tratamento da fimose

Pomada para homem
Pomadas geralmente são utilizadas no tratamento da fimose

Uma das primeiras escolhas de tratamento é o uso de pomadas à base de corticoides, que são anti-inflamatórias, analgésicas e antibióticas. Elas ajudam a pele a deslizar sobre a glande, dentro de um período de tratamento que dura em torno de 4 a 6 semanas.  

O antibiótico ou antifúngico presente na pomada que pode ser, por exemplo, a clindamicina ou nistatina, serve para combater o microrganismo causador da fimose secundária. Quando ela ocorre por infecções decorrentes de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), o tratamento é feito com antibióticos ou antivirais por via oral. 

Para as crianças acima de 5 anos, que ainda não conseguiram retrair o prepúcio, o pediatra pode indicar alguns exercícios que visam soltar a pele pouco a pouco, mas não devem ser feitos com muita força e nem causar dor, para não provocar lesões na pele. Esses exercícios devem ser feitos somente com a indicação e orientação médicas.

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A cirurgia é indicada para os casos que não puderam ser resolvidos com as outras opções de tratamentos e consiste na remoção completa do prepúcio ou em cortes feitos nessa pele, para que ela não mais impeça a exposição da glande.

A Sociedade Brasileira de Medicina (SBU) recomenda que o tratamento com pomadas ou cirurgia seja feito após os 2 anos de idade, quando o pediatra consegue fazer o diagnóstico da fimose com mais segurança. Assim, é comum que a cirurgia seja feita entre os 2 e 3 anos de idade, por envolver menores riscos de complicações pós-operatórias e traumas psicológicos.

O nome da técnica cirúrgica é postectomia ou circuncisão, que é uma intervenção simples e com poucas chances de complicações. Ela é realizada com anestesia local, nos adultos, e geral, nas crianças. Recomenda-se que essas cirurgias sejam feitas ainda na infância, para prevenir problemas relacionados com a qualidade da atividade sexual e fertilidade.

Em alguns casos, por motivos culturais ou religiosos, a família opta pela circuncisão assim que o bebê nasce. Nesses casos, a cirurgia é feita ainda no período neonatal. 

Possíveis complicações da fimose

As complicações da fimose estão ligadas à dificuldade de higienização adequada da região, sendo elas: 

  • Risco aumentado de infecção urinária 
  • Dor no momento da relação sexual 
  • Maior suscetibilidade a adquirir uma DST, HPV ou câncer de pênis
  • Maior risco de parafimose, que é quando o prepúcio retrai e fica preso, sem voltar à posição original sobre a glande. 

A impotência sexual não é uma complicação da fimose, ou seja, não prejudica a ereção. O que pode acontecer é um desconforto durante a relação sexual, devido ao maior atrito causado pelo prepúcio recobrindo a glande. 

Aderência e fimose feminina

Existe uma condição que pode ser confundida com a fimose, que é a aderência. Neste caso, a pele fica grudada à glande por uma “cola”, que cede naturalmente sem qualquer tratamento. No caso da fimose, o prepúcio não está colado à glande, mas a aperta, como se fosse um anel fibroso, não permitindo a sua exposição.

A fimose é um problema que atinge principalmente os homens, mas existem casos raros de fimose feminina. Nesse caso, a abertura vaginal fica tampada por uma aderência entre os pequenos lábios da vagina. Quando não resolvida naturalmente, a fimose feminina é tratada com o uso de pomadas com estrogênio.

Fontes e referências adicionais

Você sabia que a fimose é classificada em dois tipos? Sobre qual tipo você já tinha ouvido falar? Você achava que a cirurgia era necessária para todos os casos de fimose? Comente abaixo!

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