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Formigamento no Braço – O Que Pode Ser e O Que Fazer

Neste artigo, você irá conhecer as possíveis causas de formigamento no braço e o que fazer quando isso ocorre, pois é necessário estar atento quando essa sensação persiste.

O formigamento no braço pode ser indicativo de fenômenos simples e que não requerem grandes preocupações, ou ser um sintoma de outras complicações mais sérias. Dessa maneira, é imprescindível atentar-se à forma como ele se manifesta e em qual parte do corpo.

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Abaixo, você irá descobrir o que ocorre no interior do seu corpo quando ele começa a formigar e o que fazer para se livrar dessa sensação. Saiba mais:

Causas de Formigamento no Braço

O formigamento no braço, além de ser desconfortável, pode ser indicativo de diversas condições adjacentes, das mais simples e corriqueiras, às mais complexas e perigosas.

Para averiguar o que pode ser, e quais os tratamentos possíveis, é necessário prestar atenção nos demais sintomas que podem se manifestar concomitantemente ao formigamento.

Conheça algumas das principais causas de formigamento no braço:

Má Circulação

Quando os vasos sanguíneos são comprimidos, a circulação sanguínea se torna mais difícil, pois o fluxo é obstruído.

Em decorrência disso, o indivíduo pode passar pela sensação de formigamento. No entanto, essa condição não acomete apenas os braços, mas também pode ter outros focos, como as mãos, as pernas e os pés.

Outros sintomas de má circulação incluem pele pálida ou azulada, inchaço, fadiga, dor muscular e dor nas articulações.

A má circulação pode ser desencadeada por alguns fatores, que incluem a falta de movimentos durante o dia, como durante uma viagem longa ou em situações em que o indivíduo fica imóvel por um longo período de tempo.

Além disso, a má circulação também pode ser um indicativo de complicações mais sérias como a aterosclerose que, por sua vez, ocorre em decorrência do acúmulo de placas de colesterol nos vasos sanguíneos, estreitando a passagem do sangue e, consequentemente, ocasionando sensação de formigamento.

A má circulação também pode se manifestar em pacientes diabéticos, pois os altos níveis de açúcar no sangue podem formar placas nas veias e artérias, comprimindo o fluxo sanguíneo.

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Nesses casos, cabe ao médico responsável pelo acompanhamento indicar o melhor tratamento, que pode ser feito por meio de medicamentos e, em casos mais graves, recorrendo a cirurgias.

Nervo Comprimido

Ter um nervo comprimido é algo que, certamente, todas as pessoas já passaram. Esse é um caso que não representa gravidade e, em poucos instantes, a sensação de formigamento nos braços – ou em outros membros – vai embora.

Isso ocorre quando os tendões, cartilagens, músculos ou demais tecidos sobrepõem muita pressão em um nervo. É isso que acontece quando uma pessoa passa muito tempo pressionando o braço, como quando dorme em cima do membro, por exemplo.

No entanto, a compressão do nervo também pode ocorrer devido a outros problemas como artrite e até mesmo estreitamento entre os ossos da coluna.

Quando um nervo é comprimido, além da sensação de formigamento, o indivíduo pode passar por dores agudas na região. No entanto, as sensações de dormência e fraqueza muscular são as mais comuns de se manifestarem com o formigamento.

Nesses casos, analgésicos e relaxantes musculares podem ajudar a aliviar e até mesmo a eliminar a sensação. No entanto, quando essa sensação persiste e é recorrente, então deve-se consultar um médico para averiguar sua origem e iniciar o tratamento adequado.

Hérnia de Disco

A hérnia de disco é uma condição considerada comum que ocorre quando o sistema responsável por absorver o impacto da movimentação do corpo é desgastado, envelhecido ou deslocado.

Quando um paciente é acometido pela hérnia de disco, ocorre uma inflamação aguda na coluna lombar, causando dor no nervo ciático.

Dessa forma, quando ocorre o deslocamento do disco, ele pode pressionar um nervo e causar dormência e/ou formigamento nos braços.

Os tratamentos recomendados para hérnia de disco podem incluir a administração de analgésicos, sessões de fisioterapia ou até mesmo cirurgia, a depender da gravidade da condição, que deverá ser diagnosticada por um médico.

O principal fator de risco é o histórico familiar, no entanto, fatores ambientais também podem ajudar no desenvolvimento da doença, tais como tabagismo, sedentarismo, carregamento de peso recorrente e sobrepeso corporal. Essa doença é mais comum entre pessoas dos trinta aos sessenta anos de idade.

Infarto

Um infarto ocorre quando o coração não recebe oxigenação adequada por meio do sangue. Quando isso ocorre, pode haver um coágulo sanguíneo ou acúmulo de placas nos vasos sanguíneos. Uma das consequências disso é a constrição dos vasos ligados ao coração.

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Embora seja mais raro, infartos também podem ocorrer quando há espasmos da artéria coronária, que aperta o vaso e restringe o fluxo sanguíneo ao coração. Nesses casos, o coração pode sofrer danos sérios ou até mesmo parar de funcionar, quando não recebe o oxigênio adequado.

Os sintomas mais comuns de um ataque cardíaco, de acordo com o National Heart, Lung, and Blood Institute, um dos maiores e mais importantes institutos norte-americanos, incluem formigamento e/ou dormência, desconforto em um ou ambos os braços, sensação de pressão intensa sobre o peito, dor na parte superior do estômago, que pode parecer indigestão ou azia, e falta de ar.

Além disso, outros sintomas mais raros, mas que podem se manifestar durante um infarto são náusea, vômito, suor, dormência nos ombros, pescoço, mandíbula ou costas.

Infarto é uma emergência e deve ser trata em caráter de urgência médica. Quando esses sinais se manifestam em uma pessoa, deve-se ligar imediatamente para conseguir o socorro médico.

Nesses casos, o procedimento médico inclui tentar abrir a artéria bloqueada e restaurar o fluxo sanguíneo no coração.

Enxaqueca Hemiplégica

A enxaqueca hemiplégica é um quadro caracterizado pela fraqueza ou paralisia temporária de um lado do corpo. A dormência e sensação de formigamento em um dos braços pode ser um indicativo dessa doença, e pode se manifestar antes ou junto com uma crise de enxaqueca.

Nesses casos, também pode haver a sensação de dormência ou formigamento em um lado da face.

De acordo com a National Organization of Rare Disorders, NORD, os médicos não estabeleceram nenhum protocolo padrão de tratamento para enxaqueca hemiplégica, justamente devido à raridade da doença.

É importante ressaltar ainda que, a enxaqueca também causa dores de cabeça intensas e latejantes, sendo um fator desencadeante para desconforto em um ou ambos os lados da cabeça.

Quando uma crise se instaura, os sintomas podem variar, sendo ora moderados, ora intensos e graves. Outros sintomas que podem se manifestar em quadros de enxaqueca hemiplégica incluem alteração de humor, confusão, diminuição de reflexos, confusão e, nos casos mais sérios, até mesmo convulsões.

AVC

O Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame, também pode ser um fator desencadeante para formigamento e dormência nos braços.

Quando esse quadro se manifesta, o fluxo sanguíneo que supre o cérebro é bloqueado parcial ou integralmente. Um dos primeiros sintomas é o formigamento em um dos braços, pernas ou em um lado da face.

Outros sintomas que ocorrem e que permitem identificar um quadro de derrame são alterações na visão, dores de cabeça súbitas e intensas, dificuldade em falar e articular a boca, confusão, tontura e falta de coordenação motora.

O AVC pode ter duas classificações: isquêmicos e hemorrágicos. Enquanto o primeiro ocorre quando coágulos sanguíneos ou depósitos de gordura se alojam nos vasos sanguíneos, restringindo o fluxo sanguíneo ao cérebro, o caso hemorrágico se manifesta quando uma veia cerebral se rompe.

Os dois casos são emergências médicas. Enquanto o AVC isquêmico é comumente tratado com administração de medicamento trombolítico, ou seja, que dissolvem os coágulos que impedem a passagem do sangue, os casos hemorrágicos envolvem, normalmente, cirurgia para conter o sangramento no tecido cerebral.

Síndrome do Desfiladeiro Torácico

A síndrome da saída torácica (SDT) é uma condição consideravelmente rara que se manifesta comprimindo os nervos e vasos sanguíneos presentes da clavícula até a primeira costela de uma pessoa. Dessa maneira, as pessoas com essa complicação tendem a sentir frequentemente dormência e formigamento em certas partes do corpo como braço e mão, além da sensação de fraqueza no pescoço.

Um dos tratamentos mais indicados nesses casos é a fisioterapia. Quando uma pessoa é diagnosticada com a Síndrome do Desfiladeiro Torácico, deve-se recorrer a exercícios adequados que ajudem a melhorar a postura e, com isso, diminuir a pressão que é feito sobre os nervos.

Além disso, é comum que os pacientes recebam prescrições de remédios para a prevenção de coágulos e eliminação da dor. Nos casos mais graves, cirurgias podem ser necessárias.

Outros sintomas dessa condição incluem inchaço em um dos braços, dores na nuca, mãos e dedos roxos, dor ou desconforto nos ombros e dor na lateral da cabeça.

Neuropatia Periférica

A neuropatia periférica, de acordo com a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, se manifesta normalmente como uma condição secundária, ou seja, como sintoma associado a outra doença, tal como câncer e diabetes.

A principal característica dessa doença é a ocorrência de impacto dos nervos que vão da medula espinhal em direção aos membros periféricos. O sistema nervoso central é responsável pela transmissão de informação do cérebro e da medula espinhal ao resto do corpo. No entanto, quando uma pessoa possui neuropatia periférica, esse sistema é danificado.

Além disso, o uso recorrente de álcool, certos tipos de medicamentos, além de agentes tóxicos como mercúrio, também pode estar relacionado ao surgimento da doença.

Dependendo dos nervos afetados, os sintomas podem ser variados, tais como formigamento no braço, sensibilidade ao toque, contrações musculares, perda de massa muscular, suor excessivo e fraqueza muscular.

Dentre as doenças que podem contribuir com o surgimento da neuropatia periférica, estão as doenças autoimunes, lesões, desequilíbrios hormonais, doenças renais, deficiência de vitamina B-12, certos tipos de câncer e aterosclerose.

Síndrome do Túnel de Carpo

O túnel do carpo é o nome que se dá a uma passagem estreita formada por tecido conjuntivo e pequenos ossos na palma da mão, próximo ao pulso. Nessa região, passam tendões e o nervo mediano.

Dessa forma, quando uma pessoa possui a síndrome do túnel de carpo, ocorre a inflamação do túnel que, consequentemente, irá pressionar um nervo interno. Esse quadro ocorre, dentre outros fatores, devido a movimentações repetidas feitas com as mãos, braços e dedos.

Normalmente, esse quadro se inicia com a sensação de formigamento ou dormência no polegar e nos dois dedos próximos a ele, aumentando a área abrangida gradualmente.

Além do formigamento, o paciente pode sentir dor na região, além de fraqueza nas mãos.

O Que Acontece Com o Corpo Quando Formiga?

Os nervos presentes no corpo humano partem da medula espinhal e se subdividem em direção às outras partes do corpo humano. Além disso, cabe aos nervos a transmissão da sensação de dor, tato, sensibilidade e calor ao cérebro.

Quando o braço começa a formigar, significa que uma parte dessa estrutura está sendo pressionada. No entanto, além do bloqueio nervoso, pode haver a constrição dos vasos sanguíneos. Isso é muito comum quando ficamos por muito tempo na mesma posição – o que ocasiona o bloqueio da passagem sanguínea e ocasiona a sensação de formigamento.

Quando isso ocorre, é necessário estar atento ao que ocorre ao redor, ou seja, se você se manteve por muito tempo na mesma posição, ou se outros sintomas estão acompanhando. Identificando esses pontos, é possível averiguar a gravidade da condição e saber se isso se trata de uma emergência médica ou não.

O formigamento ou dormência constante e recorrente requerem análise médica para que um diagnóstico possa ser averiguado e, dessa maneira, possa se iniciar o tratamento adequado.

Referências adicionais:

Você já teve formigamento no braço? Conhece alguém que tenha? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Lucio Pacheco

Dr. Lucio Pacheco se formou em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1994. Em 1996 fez um curso de aperfeiçoamento no Hospital Paul Brousse, da Universidade de Paris-Sud, um dos mais especializados na área de transplantes na Europa. Concluiu o mestrado em Medicina (Cirurgia Geral) em 2000 e o Doutorado em Medicina (Clinica Médica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2010. Dr Lucio Pacheco é um profundo estudioso na área de doença hepática e escreveu dezenas de livros e artigos sobre transplante de fígado. Atualmente é médico - cirurgião, chefe da equipe de transplante hepático do Hospital Copa Star, Hospital Quinta D´Or e do Hospital Copa D´Or. É diretor médico do Instituto de Transplantes. Tem vasta experiência na área de Medicina, com ênfase em Transplante hepático, atuando principalmente nos seguintes temas: cirurgia geral, oncologia cirúrgica, hepatologia,e transplante de fígado. Dr. Lucio é uma referência profissional em sua área e autor de artigos científicos e diversos. Para mais informações, entre em contato com ele.

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