Laqueadura – O Que é, Como é Feita, Recuperação e Efeitos Colaterais

Especialista da área:
atualizado em 13/05/2019

Os métodos contraceptivos mais utilizados pelas mulheres têm a desvantagem de apresentar efeitos colaterais indesejados, além de não serem 100% seguros. Desta forma, muitas mulheres optam por realizar um procedimento de laqueadura para não engravidar mais.

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Muitas são as dúvidas sobre a efetividade da cirurgia, como ela é feita e quais são os riscos associados a ela. Além de explicar o que é a laqueadura, vamos mostrar alguns aspectos importantes sobre a recuperação e os efeitos colaterais que podem surgir após o procedimento para que não reste nenhuma dúvida sobre o assunto.

Laqueadura – O que é?

A laqueadura é um procedimento chamado também de ligadura tubária ou ligadura de trompas. Trata-se de um modo de controle de natalidade que promete ser permanente. A laqueadura consiste em cortar e ligar as trompas de Falópio para evitar a gravidez.

Essa ligação impede que o óvulo saia dos ovários por meio das tubas uterinas e também bloqueia a entrada do espermatozoide até o óvulo. É como se as trompas de Falópio fossem o meio de transporte para que o óvulo e o espermatozoide possam se encontrar e, com a laqueadura, essa via se torna interditada para sempre.

Ao contrário do que algumas mulheres pensam, a laqueadura não afeta o ciclo menstrual.

O procedimento pode ser feito em qualquer momento, mas geralmente ele é feito logo após o parto natural ou uma cesariana e não pode ser revertido. Existem tentativas de reverter o processo, mas a cirurgia é muito complicada e nem sempre é eficaz. Assim, ao optar por um procedimento de laqueadura, é preciso estar completamente segura sobre a decisão.

Por que é feita?

A laqueadura é feita por mulheres que querem evitar a gravidez de forma permanente, podendo dispensar outros métodos contraceptivos.

A ligadura de trompas também é capaz de reduzir o risco de desenvolver câncer de ovário.

Como é feita uma laqueadura?

Antes de se submeter à laqueadura, é importante avaliar todos os benefícios e riscos da cirurgia. O médico deve detalhar o procedimento para que a paciente possa decidir se quer fazer a operação ou não. É importante ter certeza de que não está grávida ao se submeter à uma laqueadura.

O procedimento pode ser feito logo após o parto por meio de uma pequena incisão sob o umbigo, durante uma cesariana, ou como uma cirurgia isolada em que o médico usa um laparoscópio e uma anestesia geral.

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– Laqueadura sem parto

Na laqueadura feita em uma mulher que não está dando à luz, uma agulha é inserida através do umbigo ou uma incisão é feita para inflar o abdômen com um gás – que pode ser o dióxido de carbono ou o óxido nitroso. Esse gás ajuda o médico a ter uma melhor visibilidade e acesso ao local. Depois disso, um laparoscópio é inserido no abdômen. Pode ser necessária uma segunda incisão para inserção de instrumentos cirúrgicos específicos para selar as trompas de Falópio por meio de uma cauterização ou eletrocoagulação. Outra possibilidade é “amarrar” as trompas de Falópio.

Outra forma de conduzir a cirurgia sem um laparoscópio é chamado de oclusão tubária histeroscópica. Esse método não requer anestesia pois não se trata de uma cirurgia e pode ser feito através do colo do útero. Nesse caso, o médico insere bobinas dentro das trompas de Falópio ao invés de cortar selar suas pontas.

Isso pode ser feito através de 2 sistemas: o sistema Essure e o sistema Adiana. No sistema Essure, um implante metálico é inserido por meio da vagina e colocado nas trompas de Falópio. Já no sistema Adiana, é utilizado um implante de silicone no local.

No entanto, esses métodos têm maior risco de não dar certo e só é possível confirmar se o procedimento obteve sucesso após 3 meses por meio de um exame. Nesse meio tempo, é essencial que a mulher não deixe de usar um método contraceptivo como garantia extra.

– Laqueadura após o parto

Quando a cirurgia é feita durante o parto natural, o médico faz uma pequena incisão sob o umbigo para ter acesso ao útero e as trompas de Falópio. Em caso de cesariana, o acesso é feito pela mesma incisão feita para que o bebê possa nascer. Nessas situações, não é preciso inserir nenhum gás no abdômen da mulher.

Recuperação

Depois do procedimento sem parto ou cesariana, é necessário remover o gás usado para inflar o abdômen. Nos outros casos, basta fechar as incisões.

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Geralmente, a recuperação é rápida e a mulher que teve um parto natural ou cesárea pode sair do hospital assim que receber alta – em cerca de 48 horas. Já a mulher que optou por uma laqueadura como um procedimento isolado pode ir para casa algumas horas depois da cirurgia.

Alguns cuidados devem ser tomados no pós-operatório, mas, em geral, a recuperação é bem tranquila. Geralmente, é utilizada uma cola cirúrgica nas incisões que não precisa ser removida e que promove uma cicatrização mais rápida.

A mulher pode tomar banho normalmente, mas não deve esticar, colocar pressão ou esfregar a região das incisões. Além disso, é indispensável manter o local limpo e seco para uma boa cicatrização.

O médico pode recomendar o uso de um analgésico nos primeiros dias após o procedimento apenas se a mulher sentir dor.

Pode ser recomendado que a mulher evite levantar peso ou fazer sexo de 1 a 3 semanas para assegurar uma recuperação adequada. As outras atividades de rotina podem ser retomadas aos poucos e se o trabalho da paciente não envolver esforço físico, é possível voltar ao trabalho em pouquíssimos dias.

Efeitos colaterais e riscos

Como qualquer procedimento invasivo, a ligadura de trompas pode trazer riscos para a saúde. Os efeitos colaterais que podem ocorrer após a cirurgia incluem:

  • Dor pélvica;
  • Dor abdominal;
  • Cólica;
  • Fadiga;
  • Dor no ombro;
  • Inchaço;
  • Tontura.

Os riscos inerentes ao procedimento podem ser:

  • Cicatrizes;
  • Infecções;
  • Sangramento;
  • Reação à anestesia;
  • Danos ao intestino, à bexiga e aos vasos sanguíneos;
  • Gravidez ectópica, que é a fecundação de um óvulo fora do útero;
  • Gravidez indesejada por causa de um procedimento mal feito.

Pessoas com histórico de cirurgia pélvica ou abdominal, obesidade e diabetes são mais propensas a sofrer complicações cirúrgicas e devem discutir os riscos envolvidos com o cirurgião responsável pela operação.

Ao notar qualquer um dos sintomas abaixo, é importante procurar um médico, pois estes podem ser sinais de infecção ou complicações cirúrgicas:

  • Mau cheiro na região das incisões;
  • Dor abdominal intensa que piora com o tempo;
  • Sangramento;
  • Sensação de desmaio;
  • Febre alta.

Embora existam riscos e efeitos colaterais que possam acontecer, a ligadura tubária é um procedimento seguro e eficaz no controle permanente da natalidade.

É preciso estar ciente que a cirurgia para reverter o procedimento é muito cara e pode ser ineficaz. Além disso, mesmo quando a laqueadura pode ser revertida, a fertilidade pode ser afetada e a mulher pode precisar investir em tratamentos de fertilização in vitro para que a fecundação dê certo. Dessa forma, pense bem antes de optar por uma laqueadura para não se arrepender depois.

Fontes e Referências Adicionais:                                              

Você conhece alguém que já tenha feito laqueadura? Tem vontade de fazer para evitar futuras gravidezes? Comente abaixo!

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Sobre Felipe Santos e Dra. Patrícia Leite

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4 comentários em “Laqueadura – O Que é, Como é Feita, Recuperação e Efeitos Colaterais”

  1. Fiz aos 21 anos depois de 2 filhos. Na época, bobinha, perguntei pro meu marido se tudo bem. Eu me esterilizei e ele casou de novo e já tem mais filhos, ou seja, o homem não deve decidir nada porque quem vai viver com isso, é a mulher. Segundo: sempre tive muita, muita cólica. Hoje, aos 43 anos, tomo um remédio para não menstruar mais há mais de um ano. Também acho que estou com menopausa precoce. Enfim, quem decide o que fazer no corpo da mulher é a mulher. Ninguem mais vai conviver com essa decisão. Abraços.

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  2. Eu vou fazer a laqueadura mes que vem tenho 26 tem uma menina de 7 anos e um menino de 3 meses e sofro de pressão alta minhas duas gravidez foram todas de alto risco. E também não quero engravidar novamente por isso vou fazer a laqueadura.

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  3. Eu fiz faz 18 dias…Tenho um filho de 19, um de 5 e agora uma menininha..Dói um pouco, mas nada insuportável.Eu optei por cortar e retirar as trompas e ovários após a cesariana..Estou feliz..E faria tudo denovo se fosse preciso..A recuperação é normal..já retirei os pontos e tá tudo belezinha graças a Deus..

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  4. Eu oppitei pra não ter mas eu tenho dois o mas novo tem 10 meses o mas velho tem 23 anos mas tá bom daqui a pouco vou fazer a minha laqueadura não veja a hora de fazer foi por causa da pressão arterial mas já tô no acompanhante pelo cardiologista daqui a pouco já estou fazendo

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