Minha experiência com o jejum intermitente – História e resultados

Especialista:
atualizado em 16/10/2020

É muito provável que você ouça por aí sobre o jejum intermitente e os benefícios que ele promete trazer, sendo a perda de peso uns dos grandes atrativos do método.

O editor sênior do site CNET, Rick Broida, foi mais um dos que se rendeu à dieta e resolveu compartilhar a sua experiência com os leitores da publicação. Ele contou que o que ama a respeito do jejum intermitente é o fato do método não custar nada e não exigir nada.

“Você não tem que comprar livros, equipamentos, suplementos ou refeições. Você apena se adapta a uma maneira ligeiramente diferente de comer e é isso. A simplicidade – e acessibilidade – do jejum intermitente foram o que me atraiu a ele”, explicou o editor.

Menos restrição

Comer

O editor também argumentou que no jejum intermitente a pessoa não nega nenhum alimento a si mesma, apenas atrasa o momento em que vai consumir a comida em questão. “Você não tem que desistir da pizza por conta dos carboidratos ou do sorvete por conta do açúcar”.

“Você apenas tem que esperar até que a janela (de alimentação) abra, então pode comer o que quiser. Não, não a pizza inteira ou o pote inteiro de sorvete, você ainda tem que ser razoável. Mas não existem exclusões e isso é incrivelmente libertador”, completou Broida.

É importante enfatizar aqui que o jejum intermitente não libera comer quantidades exageradas de guloseimas, frituras e outras junk foods cheias de calorias, açúcares e gorduras ruins e pobres em nutrientes.

A moderação precisa ocorrer e fazer refeições de baixa qualidade na janela aberta do jejum intermitente vai colocar os benefícios da dieta a perder. Além de prejudicar a saúde devido à falta de nutrientes.

Portanto, ainda que o jejum intermitente não traga uma restrição de grupo alimentar como ocorre em uma dieta low-carb, por exemplo.

As suas refeições ainda precisam ser saudáveis, controladas, nutritivas e equilibradas. Aprenda mais a respeito do que comer no jejum intermitente.

Para defender o jejum intermitente, o editor do CNET também citou a autora do livro “Delay, Don’t Deny: Living an Intermittent Fasting Lifestyle”, Gin Stephens.

Stephens concorda que enquanto as dietas são fáceis de contemplar e difíceis de executar, o jejum intermitente é difícil de contemplar e fácil de executar.

O benefício financeiro do jejum intermitente

Logicamente, quem adere ao jejum intermitente pensa primeiramente nos benefícios que o método pode proporcionar em termos de saúde e boa forma. Entretanto, Broida citou outra vantagem bem atrativa que a dieta pode trazer: a economia de dinheiro.

“Quando você corta a sua dieta para uma ou duas refeições por dia, as suas despesas com alimentação caem de acordo (com isso)”.

“É impossível dizer quanto exatamente você vai economizar, porque isso depende da frequência em que você janta fora, o que compra no mercado e assim por diante”, afirmou o editor do CNET.

Broida deu um exemplo: vamos supor que uma pessoa consiga diminuir o seu gasto total com comida em 25% por ter aderido ao jejum intermitente.

Se ela gastava 100 reais por semana com alimentação, agora gastará 75 reais e terá uma economia semanal de 25 reais. Ao longo de um mês, a economia será de 100 reais e ao longo de um ano, a economia será de 1,2 mil reais.

Redução do impacto ambiental e menor exposição ao novo coronavírus

Outro benefício indireto do jejum intermitente observado pelo editor do CNET foi que a diminuição no consumo diário de alimentos também resulta em um menor impacto ambiental ao planeta.

Fazer menos refeições por dia se traduz em conseguir sobreviver consumindo menos alimentos de origem vegetal ou animal, o que resultaria em um consumo mais baixo de água.

Isso se muitas pessoas adotassem o padrão alimentar. O problema é que o jejum intermitente não serve para todo mundo e inclusive pode ser perigoso para alguns. Conforme veremos com mais detalhes no tópico dos “Cuidados e contraindicações do jejum intermitente”.

“Eu menciono tudo isso porque depois que eu comecei a fazer o jejum intermitente, percebi que estava gastando menos com comida”, contou Broida.

“Então eu comecei a pensar sobre os benefícios externos do consumo mais baixo de alimentos e isso fez com que eu me sentisse bem. Coma menos, ajude o planeta”, completou.

O editor também percebeu outro benefício indireto do jejum intermitente, bem relevante para a saúde. Fazer menos refeições exige ir menos aos supermercados ou a restaurantes e lanchonetes para retirar comida. Isso traz uma menor exposição ao novo coronavírus.

A diminuição do peso

Emagrecimento

Como não poderia deixar de ser, além dos benefícios indiretos da dieta, o jejum intermitente também trouxe vantagens físicas para Broida. Ele contou que iniciou o programa alimentar em agosto de 2018, quando pesava aproximadamente 82 quilos.

Embora não considerasse o peso tão ruim por ter uma altura de 1,82 metros, por anos o editor havia pesado cerca de 79 quilos e naquele momento sentia que não conseguia controlar a sua alimentação.

O protocolo que ele escolheu variou. Mas em média usou o de 17:7 – jejum (janela fechada) durante 17 horas e alimentação liberada (janela aberta) ao longo de sete horas.

Em dois meses, o editor do CNET eliminou em torno de 4,5 quilos. “Quando eu sentia um pouco de fome pela manhã, dizia a mim mesmo para esperar um pouco mais pois a janela abriria logo.”

Então, eu me ocupava com alguma coisa e esquecia disso. E se eu quisesse um lanche depois das 7 da noite? Que pena, a janela está fechada. Mas você pode comer amanhã (dizia a si mesmo).

Mas não foi tão simples assim

Broida permaneceu no jejum intermitente por 10 meses, porém admitiu que as coisas nem sempre foram fáceis.

Por exemplo, o editor tinha a expectativa de perder mais 2,2 a 4,5 quilos e esperava eliminá-los tão facilmente quanto os primeiros 4,5 quilos, entretanto, a balança teimava em estacionar nos 77,5 quilos.

Houve ainda períodos em que era particularmente difícil para Broida manter-se firme ao jejum intermitente, como durante as férias em família, quando comiam mais tarde que o de costume e o café da manhã era parte da experiência.

Os feriados, festas e reuniões de família também se tornaram um desafio.

“Com um pouco de planejamento é possível se ajustar a essas coisas, mas no final das contas eu fiquei preguiçoso. Provavelmente porque eu perdi o peso que inicialmente queria perder”, admitiu.

Então, ao longo do verão ele decidiu segurar os freios. Entretanto, seis meses depois ele se viu outra vez com cerca de 82 quilos.

Foi aí que em janeiro de 2020 ele retornou de vez ao jejum intermitente, fazendo uma média de 18 horas de jejum. Com isso, depois de quatro meses, Broida conseguiu voltar aos 77,5 quilos.

Apesar de ter revelado as suas mudanças de peso, o editor deixou um conselho acerca do hábito de se pesar: “Fique longe da balança. Pese-se uma vez por mês no máximo. Caso contrário, isso vai te deixar maluco porque o peso flutua feito louco”, avisou Broida.

O resumo da ópera é que mesmo com as dificuldades e idas e vindas, o jejum intermitente ajudou o editor a ficar mais magro e a sua pretensão é perder ainda mais peso. “Eu vou ver se consigo atingir os 74,8 quilos. Esse estilo de vida – não dieta – é mamão com açúcar”, finalizou Broida.

Cuidados

Atenção: não é apenas porque o editor se deu bem com o jejum intermitente que isso garante que a dieta seja a solução para todas as pessoas.

Cada um apresenta particularidades em sua saúde e organismo. Enquanto alguns conseguem adaptar o seu organismo e rotina ao método, outros não dão conta.

Por isso, antes de começar sua jornada no jejum intermitente, você precisa consultar um médico e/ou nutricionista para saber se o método é realmente o melhor para a sua saúde e os seus objetivos.

Fontes e Referências Adicionais

Você já seguiu o jejum intermitente? Quais foram as suas impressões? Compartilhe conosco nos comentários!

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