Novo exame de sangue mostra quem tem maior probabilidade de viver mais, aponta estudo

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Viver mais ou menos? De acordo com um estudo publicado na revista científica ‘Aging Cell, um novo exame de sangue pode ajudar cientistas a identificar de forma precoce se medidas de prevenção precisam ser tomadas.

A pesquisa foi liderada pela Duke Health, em colaboração com a Universidade de Minnesota, ambas nos Estados Unidos. Os cientistas descobriram que pequenas moléculas de RNA, conhecidas como piRNAs, podem prever com precisão se os idosos sobreviverão por, pelo menos, mais dois anos. Segundo estudos recentes, essas pequenas moléculas podem causar mudanças no DNA e contribuir para diversas doenças.

“A combinação de apenas alguns piRNAs foi o fator preditivo mais forte para a sobrevida em dois anos em adultos mais velhos, mais forte do que a idade, os hábitos de vida ou quaisquer outras medidas de saúde que examinamos. O que mais nos surpreendeu foi que esse sinal tão forte tenha surgido de um simples exame de sangue”, declarou Virginia Byers Kraus, autora sênior do estudo e professora dos departamentos de Medicina, Patologia e Cirurgia Ortopédica da Escola de Medicina da Universidade Duke.

Os resultados mostraram que um grupo de seis piRNAs, por si só, previu a sobrevida em dois anos com uma precisão de até 86%. A equipe confirmou as descobertas em um segundo grupo independente de idosos.

Foram analisadas mais de 1.200 amostras de sangue que continham 828 diferentes pequenos RNAs. Essas amostras foram coletadas de uma grande coorte da Carolina do Norte, estabelecida em um estudo anterior liderado pela Universidade Duke. O tempo de vida dos voluntários foi analisado a partir de registros de óbito.

Aqueles que apresentaram maior longevidade tinham níveis mais baixos de piRNAs específicos, o que reflete um padrão observado em organismos simples, nos quais a redução dessas moléculas pode prolongar a vida.

“Sabemos muito pouco sobre os piRNAs no sangue, mas o que estamos observando é que níveis mais baixos de certos piRNAs específicos são benéficos. Quando essas moléculas estão presentes em quantidades maiores, isso pode sinalizar que algo no corpo está em desequilíbrio. Compreender o porquê pode abrir novas possibilidades para terapias que promovam o envelhecimento saudável”, explicou Klaus.

Por meio dessa descoberta, os cientistas pretendem estudar se tratamentos, mudanças no estilo de vida ou medicamentos, incluindo novas classes de fármacos como as terapias baseadas em GLP-1, podem alterar os níveis de piRNA. Ademais, eles planejam comparar os níveis de piRNA no sangue com os níveis dentro dos tecidos, a fim de entender melhor como essas moléculas funcionam.

“Esses pequenos RNAs são como microgerentes no corpo, ajudando a controlar muitos processos que afetam a saúde e o envelhecimento. Estamos apenas começando a entender o quão poderosos eles são. Esta pesquisa sugere que deveríamos ser capazes de identificar o risco de sobrevivência a curto prazo usando um exame de sangue prático e minimamente invasivo”, concluiu.

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