Um estudo feito por pesquisadores da Universidade do Surrey, no Reino Unido, mostra que a deficiência severa de vitamina D está associada a um risco 33% maior de hospitalização por infecções respiratórias, como pneumonia.

Os pesquisadores consideraram deficiência severa como uma quantidade menor de 15 nmol por litro de sangue. A quantidade normal é de 75 nmol/L.
Publicado no The American Journal of Clinical Nutrition, o experimento analisou dados UK Biobank e do NHS, que funciona como o SUS do Reino Unido. Esta é a maior investigação já feita sobre o assunto.
A equipe levantou informações sobre os 36.258 participantes do banco de dados e descobriu também que cada 10 nmol/L a mais de vitamina D no sangue, o risco de hospitalização por infecções respiratórias cai 4%.
Ligação entre doenças respiratórias e a vitamina D
Os cientistas destacam que adultos de meia-idade e idosos têm maior risco de desenvolver doenças do trato respiratório. Pneumonia e bronquite estão entre as maiores causas de morte entre pessoas com mais de 75 anos.
“A vitamina D é vital para o nosso bem-estar físico. Além de manter nossos ossos e músculos saudáveis, suas propriedades antibacterianas e antivirais também são consideradas importantes para reduzir o risco de infecções do trato respiratório que podem levar à hospitalização”, explica o principal autor do estudo, o pesquisador Abi Bournot, em comunicado à imprensa.
O profissional defende que a suplementação da vitamina, especialmente para idosos que têm níveis baixos da substância e populações vulneráveis, é essencial e pode diminuir os riscos de morte.
“Esta pesquisa apresenta dados concretos que corroboram essa teoria. Apesar de sua importância para a nossa saúde geral, muitas pessoas apresentam deficiência e não atingem a ingestão recomendada de 10 microgramas de vitamina D por dia”, concluiu.
Vale lembrar que é indispensável passar por uma consulta médica antes de iniciar a suplementação de vitamina D. Ela também pode ser obtida por exposição solar (mas não esqueça o protetor!) e também em alimentos como peixes gordos (salmão, atum, sardinha), óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo, fígado de boi, cogumelos e alimentos fortificados (como leites e cereais).








