4 dúvidas que ainda temos após um ano de pandemia

Especialista da área:
atualizado em 22/03/2021

Há cerca de um ano, a pandemia da COVID-19 afeta o mundo. No período, aprendemos algumas coisas: a importância de usar máscaras e demais medidas de prevenção, que o novo coronavírus pode causar sérios problemas no organismo de uma pessoa e que o vírus tem novas variantes.

  Continua Depois da Publicidade  

Além disso, cientistas desenvolveram vacinas contra a COVID-19 e a imunização da população já começou. Sabemos também que a doença não mata apenas as pessoas do grupo de risco e que não há uma cura para a COVID-19.

No entanto, algumas questões sobre a pandemia continuam sem resposta. Por exemplo:

1. Os diferentes efeitos que a doença pode causar

Homem com covid

Para a maioria das pessoas, a COVID-19 causa sintomas leves de curto prazo, nenhum tipo de sintoma ou uma doença respiratória aguda (de curso rápido).

Entretanto, outras pessoas sofrem com sintomas persistentes do novo coronavírus, o que se chama de COVID-19 prolongada ou de longa duração. Esses sintomas podem incluir falta de ar, fadiga prolongada, dor de cabeça, dor nas articulações e perda de olfato e paladar.

Aliás, um estudo apontou que até a depressão pode atingir os recuperados da COVID-19. Conforme um estudo da Universidade King’s College, a estimativa é que 1 entre cada 20 pessoas que pega a COVID-19 fique doente por no mínimo oito semanas.

Assim, o que os cientistas querem saber é quais pacientes podem sofrer com essa COVID-19 de longa duração e quanto tempo o impacto do novo coronavírus pode durar. Outra pergunta é se os efeitos de longo prazo do vírus podem passar de geração para geração.

2. A evolução do vírus

Cada vez que o novo coronavírus é transmitido, ocorrem pequenas alterações no seu código genético. Assim, os cientistas estão começando a identificar padrões no modo como o vírus sofre mutações.

A questão da mutação se tornou um ponto muito importante na pandemia devido às novas variantes que estão surgindo e são capazes de se espalhar mais rapidamente. A preocupação é se elas não tornarão as vacinas já disponíveis contra a COVID-19 menos eficazes.

Até então, há poucas evidências de que isso ocorra, porém, algumas fabricantes já estão aprimorando as suas vacinas para combater as novas variantes do coronavírus. Além disso, cientistas estão investigando se é possível evitar as mutações.

  Continua Depois da Publicidade  

A expectativa é que observar de perto essas mutações para entender como poderá ser a evolução do vírus no futuro contribuirá com o desenvolvimento de novas vacinas.

3. A origem de uma próxima pandemia

Para muitos, a pandemia da COVID-19 foi uma surpresa total. Mas, durante anos, epidemiologistas e outros cientistas já alertavam que o mundo deveria se preparar para enfrentar uma pandemia.

Atualmente, além de trabalhar em cima do novo coronavírus, a preocupação dos especialistas é quais doenças poderiam provocar uma próxima pandemia.

Por exemplo, os perigos incluem desde os camelos transmissores da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) até os morcegos que espalham o vírus nipah (NiV) na Ásia, que pode causar desde síndromes respiratórias agudas até inflamações cerebrais (encefalite).

Ou seja, as doenças originadas em animais são uma grande preocupação. O impacto humano sob o clima, a invasão de habitats de vidas selvagens e as viagens globais ajudam a propagar essas doenças.

Ao lado disso tudo, a urbanização, a superlotação vista em muitas cidades e o comércio global fornecem um cenário ideal para que mais pandemias surjam.

4. Impacto ambiental

Meio-ambiente

Primeiramente, devido ao lockdown que vários países adotaram para conter a transmissão do novo coronavírus, a poluição e a emissão de gases de efeito estufa diminuíram. Mas, no meio de 2020, elas voltaram a subir.

Assim, a média de redução nas emissões de dióxido de carbono, que é um dos principais gases de efeito estufa, foi de pouco mais de 6% em 2020. A dúvida é qual será o impacto final da pandemia nas emissões de poluentes.

  Continua Depois da Publicidade  

Durante a pandemia, a diminuição de viagens e transportes beneficiou o clima. Além disso, houve uma queda no desperdício de alimentos, devido ao medo de que eles faltassem durante o lockdown.

É possível que a pandemia traga um impacto de longo prazo ao meio ambiente. Especialistas acreditam que essas mudanças podem produzir hábitos duradouros.

Aliás, ambientalistas questionam se esses comportamentos vistos durante o período não podem servir de modelo para combater mudanças climáticas.

A pandemia também impactou as finanças de muitas pessoas. Portanto, vale a pena conhecer as dicas da nossa nutricionista para aproveitar melhor os alimentos e economizar:

Você tem mais dúvidas sobre a pandemia? Então, conte quais são elas abaixo!

1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (2 votos, média 5,00)
Loading...
Sobre Equipe Editorial MundoBoaForma

Quando o assunto é saúde, você tem que saber em quem confiar. Sua qualidade de vida e bem-estar devem ser uma prioridade para você. Por isso contamos com uma equipe profissional diversificada e altamente qualificada, composta por médicos, nutricionistas, educadores físicos. Nosso objetivo é garantir a qualidade do conteúdo que publicamos, que é também baseado nas mais confiáveis fontes de informação. Tudo isso para que você tenha confiança no MundoBoaForma e faça daqui sua fonte preferencial de consulta para assuntos relacionados à saúde, boa forma e qualidade de vida.

  Continua Depois da Publicidade  

Deixe um comentário