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- O debate sobre transgênicos é antigo e dividido: uma pesquisa de 2015 do Pew Research Center mostra que quase 9 em cada 10 cientistas da Associação Americana para o Avanço da Ciência consideram esses alimentos geralmente seguros, enquanto mais da metade do público em geral tem receio de consumi-los.
- Uma revisão de 6.000 estudos das últimas duas décadas, feita por pesquisadores da Universidade de Pisa, analisou especificamente o milho transgênico e concluiu que ele não representa risco à saúde humana.
- A análise mostrou que o milho transgênico aumentou a produtividade das plantações entre 5,6% e 24,5% em relação a variedades não transgênicas.
- As lavouras de milho transgênico também apresentaram até 36,5% menos micotoxinas, substâncias tóxicas e cancerígenas produzidas por fungos, porque as plantas modificadas resistem melhor aos insetos que facilitam essa contaminação.
- Os pesquisadores afirmam que o estudo permite conclusões mais claras sobre a segurança do milho transgênico, embora reconheçam que o debate sobre alimentos geneticamente modificados deve continuar.
Foi em 1996 que os alimentos geneticamente modificados começaram a ser cultivados comercialmente pela primeira vez, mas até hoje há debates sobre sua toxicologia e segurança, bem como seu impacto ambiental e agronômico.
Não importa se você é contra ou a favor, de qualquer maneira terá uma pilha de estudos científicos que poderá apontar como prova da sua posição.
De fato, a existência de tantos estudos opostos, antigos ou recentes, significa que esse debate provavelmente continuará. Além disso, como todos estão aprendendo, não importa quantos novos estudos sejam realizados ou quantos dos mais antigos forem reavaliados, sempre haverá aqueles que continuarão citando pesquisas do passado que já foram até desacreditados para justificar a sua postura.
Os organismos geneticamente modificados (transgênicos) – plantas e animais cujos genes foram alterados por cientistas – são temas de longas discussões e estão frequentemente presentes nas notícias. Os que são contra dizem que comer esse tipo de alimento faz mal à saúde das pessoas, já os defensores argumentam que eles possuem benefícios e outras inovações baseadas na ciência que estão nas fazendas, supermercados e na sua mesa.
Uma pesquisa realizada em 2015 nos Estados Unidos pela Pew Research Center mostra essa divisão de opinião. Quase 9 dos 10 cientistas da Associação Americana para o Avanço da Ciência dizem que esses alimentos são “geralmente seguros” para comer. No entanto, mais da metade do público geral de adultos que participaram da mesma pesquisa acha que provavelmente não deveria comê-los.
O debate é longo, e por isso várias pesquisas estão sendo desenvolvidas, principalmente quanto ao milho, que é tão consumido pelas pessoas e pelos animais que acabam virando alimento. Mas afinal, o milho transgênico faz mal para à saúde?
O veredicto se milho transgênico faz mal à saúde
Uma revisão de 6.000 estudos das últimas duas décadas foi realizada por pesquisadores italianos da Universidade de Pisa para analisar se o milho transgênico faz mal à saúde ou não.
Os seres humanos modificam geneticamente os alimentos de uma forma ou de outra há aproximadamente 10.000 anos, e embora há opiniões controversas sobre os alimentos transgênicos, essa pesquisa aconteceu para tentar acabar de vez com essa desconfiança, pelo menos quanto ao milho, que foi o foco deste estudo.
A análise mostrou que o milho transgênico fez com que a produtividade das plantações aumentasse em todo o mundo em 5,6% a 24,5% quando comparadas a variedades não transgênicas.
Os pesquisadores também descobriram que as culturas de milho transgênico tinham significativamente menos (até 36,5% menos, dependendo da espécie) micotoxinas – subprodutos químicos tóxicos.
Embora várias pessoas ainda argumentem que o rendimento das colheitas não aumentou e esse alimento pode ser uma ameaça à saúde humana, a pesquisa provou exatamente o contrário.
Milho transgênico não faz mal à saúde
Esse estudo realizado para acabar de vez com a dúvida confirmou que os alimentos transgênicos, como o milho, não representam nenhum risco para a saúde humana, como também podem ter um impacto positivo substancial sobre a mesma.
As micotoxinas, substâncias químicas produzidas por fungos, são tóxicas e cancerígenas tanto para os humanos como para os animais, e uma porcentagem significativa de milho não transgênico e orgânico contém pequenas quantidades dessas substâncias. Esses produtos químicos são frequentemente removidos pela limpeza em países em desenvolvimento, mas o risco ainda existe.
O milho transgênico tem substancialmente menos micotoxinas porque as plantas são modificadas para sofrer menos danos pelos insetos, que enfraquecem o sistema imunológico da planta e a tornam mais suscetível ao desenvolvimento de fungos que produzem micotoxinas.
Nesta análise, os pesquisadores afirmaram que este estudo permite que as pessoas “tirem conclusões inequívocas, ajudando a aumentar a confiança do público quanto aos alimentos produzidos com plantas geneticamente modificadas”.
Embora provavelmente ainda haja questões a serem levantadas à medida que esses alimentos são incorporados à agricultura, essa análise tenta esclarecer algumas dúvidas e preocupações das pessoas, mas mesmo assim, ainda há muitos que pensam o contrário.
Fontes e Referências Adicionais:
- https://www.sciencealert.com/after-two-decades-and-6-000-studies-scientists-find-gmos-in-corn-are-actually-good-for-you
- https://www.newsweek.com/gmo-ge-corn-farming-agriculture-816261
- https://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2013/04/30/monsanto-gmo-corn.aspx
- https://www.country-guide.ca/2018/05/24/the-benefits-of-gmo-corn/53376/
- https://www.webmd.com/food-recipes/features/truth-about-gmos#1
Interessante,
Mas será que não tem mais nada que a gente tenha que se preocupar? Não sei se somente o fato de produzir “substancialmente menos micotoxinas” seria o único ponto.
Pela primeira vez plantei milho transgênico e quero usar com segurança como alimento para humanos e animais.