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- Um novo estudo aponta que 3.600 passos diários, em ritmo normal, já ajudam a evitar problemas cardíacos, bem menos que a meta tradicional de 10 mil passos.
- A pesquisa, feita pela Women's Health Initiative, acompanhou cerca de 6 mil americanas de 63 a 99 anos por 7,5 anos, usando acelerômetros.
- Entre as 407 participantes que tiveram insuficiência cardíaca no período, quem caminhava 3.600 passos teve 26% menos chance de desenvolver o problema.
- Atividades leves de 70 minutos reduziram o risco em 12% e atividades moderadas de 30 minutos, em 16%, enquanto cada hora e meia sedentária aumentou o risco em 17%.
- A meta de 10 mil passos surgiu no Japão em 1960, criada pela empresa de pedômetros Yamasa Clock, sem respaldo científico na época.
Se ter que dar 10 mil passos por dia para a caminhada trazer benefícios sempre foi o motivo de acabar desistindo de seu sonho de ser fitness, então, pode ir separando o tênis e roupas leves porque, segundo estudos, bastam menos da metade para já conseguir bons resultados.
Se antes a meta era de 10 mil passos por dia para a caminhada trazer benefícios, agora, no entanto, um novo estudo, realizado pela Women’s Health Initiative, apontou que com apenas 3.600 passos, e em ritmo normal, já é possível evitar problemas no coração.
O estudo foi realizado com cerca de 6 mil americanas com idades entre 63 e 99 anos ao longo de 7,5 anos. As participantes tinham que usar acelerômetros, por até sete dias seguidos, e realizar atividades leves a moderadas.

Durante o tempo que durou o teste, cerca de 407 mulheres tiveram insuficiência cardíaca. Mas, de acordo com os resultados, as participantes que caminharam essa quantidade de passos, 3.600, em um ritmo normal, obtiveram 26% menos probabilidade de desenvolver insuficiência cardíaca.
Ainda, segundo o estudo, a cada 70 minutos gastos em atividades leves, como tarefas domésticas, percebeu-se uma redução de 12% no risco de insuficiência cardíaca. Esse número aumentou para 16%, no caso de quem se dedicava a atividades moderadas, por cerca de 30 minutos. Aqui, vale subir escadas ou trabalhar no quintal.
O estudo também mostrou que, por outro lado, a cada hora e meia de tempo sedentário, há um risco 17% à saúde do coração.
A origem da anterior meta de 10 mil passos
Vale saber que a meta anterior de 10 mil passos por dia é da década 1960, com origem no Japão, e veio por meio da empresa de pedômetros chamada Yamasa Clock.
A companhia lançava, na época, um dispositivo chamado “manpo-kei”, que significa “medidor de 10 mil passos”, promovendo a ideia (sustentada até hoje) de que caminhar 10 mil passos diariamente poderia levar a uma vida mais saudável.
O fato é que tal meta se popularizou internacionalmente como um padrão, servindo como uma base para a quantidade ideal de passos necessários para promover a saúde cardiovascular. O mais incrível, no entanto, é que isso foi aceito e virou padrão sem ter, sequer, nenhuma evidência científica.
É importante considerar que, embora não exista, necessariamente, um limite de passos a serem dados por dia, segundo alguns estudos já publicados, caminhar algo em torno de 20 mil passos pode não proporcionar benefícios adicionais significativos para a saúde.