7 Coisas que Você Precisa Saber Antes de Começar a Treinar Crossfit

Com a promessa de promover a perda de peso e o fortalecimento do corpo, além de melhorar a resistência muscular e cardiorrespiratória, a flexibilidade, a potência, a velocidade, a coordenação, a agilidade, o equilíbrio e a precisão, o crossfit é um tipo de treinamento que tem ganhado adeptos por todo o mundo, inclusive no Brasil.

Essa modalidade de alta intensidade em forma de circuito, que inclui desde exercícios feito com a corda até flexões de braço e agachamento com barra, é bem democrática, já que pode ser realizada por praticantes comuns como homens, mulheres, idosos e crianças e também é utilizada como treino de força e condicionamento físico para atletas, em academias de polícia e grupos de operações táticas como o SWAT, e em unidades de operação especiais do exército, como a marinha americana.

Entretanto, por mais que esse programa que surgiu nos Estados Unidos na década de 80 pareça eficiente e que por estar na moda e aparecer na mídia se torne atraente para muitas pessoas, antes de decidir se matricular nas aulas de crossfit é preciso conhecer algumas coisas sobre a prática:

1. Qualquer pessoa pode fazer, mas tem todos deveriam fazer

Como acabamos de dizer aqui, não existem restrições quanto à prática do crossfit e qualquer tipo de pessoa pode participar desse tipo de treinamento, mas isso não significa necessariamente que ele é o melhor tipo de programa para todas as pessoas.

Por se tratar de algo bem intenso, pode ser que o crossfit não seja a praia de todo mundo, especialmente quem não está acostumando a séries de exercícios mais pesados. Desse modo, não há nada de errado em não querer continuar com a modalidade. No final das contas, o importante é encontrar uma atividade que seja agradável e faça com que você sinta prazer em continuar se exercitando semana após semana.

2. O crossfit tem as suas próprias gírias

Como acontece em diversas modalidades, os adeptos do crossfit têm o seu próprio linguajar, com expressões que podem soar um tanto quanto estranhas para quem ainda não está acostumado.

Por exemplo, o local onde o treinamento da modalidade é realizado não é chamado de academia, mas sim de box. Já quando o instrutor quer se referir à série principal que será executa em determinado dia, ele diz WOD, sigla para Workout of the Day, que quer dizer treino do dia em inglês.

Box jump é o nome dado ao salto na caixa, uma série que trabalha o bumbum e as coxas. Há também uma outra sigla, AMRAP, que significa As Many Rounds as Possible, ou o maior número de séries possíveis que podem ser realizadas em determinado tempo.

Uma curiosidade é que alguns WOD de referência do crossfit recebem o nome de mulheres. O criador da prática deu nomes femininos a essas séries porque elas “causam estragos”.

3. É importante encontrar um bom treinador

Antes de ficar empolgado com os resultados que a modalidade promete trazer ou se deixar levar pela onda da moda, procure um bom instrutor para te orientar nos treinos de crossfit. Para tirar o melhor proveito possível da prática e não cometer erros na hora de executar os exercícios, faça questão de ter aulas com um profissional especializado na área e de boa reputação.

Para isso, pesquise bem os boxes de crossfit da sua cidade e faça algumas aulas experimentais antes de fechar o contrato, consulte amigos e conhecidos que já façam esse tipo de treinamento e peça indicação de treinadores e não deixe de dar uma olhada na internet para buscar referências do instrutor que vai te atender.

4. Seus colegas de crossfit serão seus amigos

7bboaforma

Além de todos os benefícios físicos que a modalidade pode proporcionar, inscrever-se em aulas de crossfit é uma oportunidade para conhecer novas pessoas, fazer novas amizades e se sentir como parte de um grupo.

O bacana disso tudo é que você tem a chance de estimular os seus colegas durante os exercícios e ser estimulado por eles, quando precisar.

5. As lesões realmente podem acontecer

Muito já se falou sobre os tipos de lesão que o crossfit poderia causar aos seus praticantes por conta do formato de treinamento que a prática apresenta. Já foi noticiado que o risco de se machucar dos praticantes era maior e que ele poderia levar até a uma doença chamada de rabdomiólise, que afeta o funcionamento celular por destruir as fibras musculares e pode afetar até os rins.

E apesar da falta de estudos científicos que comprovem a gravidade dos riscos apresentados pela modalidade, uma pesquisa publicada em novembro de 2013 no Journal of Strenght and Conditioning Research (Jornal da Pesquisa sobre Força e Condicionamento, tradução livre) verificou que 73,5% de 132 pessoas adeptas do crossfit tinham sofrido algum tipo de lesão, sendo que sete deles chegaram a precisar fazer algum tipo de cirurgia.

Entretanto, antes que você fique alarmado e queira ficar bem longe do esporte, é importante registrar também que esse mesmo estudo constatou a ocorrência de 3,1 lesões a cada 1 mil de treino da modalidade, o que segundo o fisioterapeuta do Núcleo de Excelência em Fisioterapia (NEF) de Belo Horizonte, Minas Gerais, Ricardo Carneiro, essa proporção de machucados pode ser considerada razoável quando comparada a outros tipos de esporte.

Há ainda que se dizer que os cientistas responsáveis pela pesquisa não encontraram nenhum caso de rabdomiólise em sua investigação.

Desse modo, a recomendação ao fazer o esporte é ter em mente que existe sim a possibilidade de ocorrer uma lesão durante os treinamentos, mas que tomando os devidos cuidados é possível evitar que grandes problemas aconteçam.

Isso significa encontrar um box de crossfit confiável e obedecer adequadamente as orientações de seu treinador, que também deve ser um bom profissional e deverá prestar atenção no seu progresso, especialmente por conta dos AMRAP, em que é preciso fazer um grande número de repetições em determinado tempo.

Nesse caso específico, é fundamental saber escutar o que o próprio corpo diz e parar quando perceber que já está passando do limite, para não sofrer as consequências mais tarde. E sempre que tiver um problema físico ou perceber que não consegue executar determinada série, não fique calado e informe o seu treinador a respeito.

Por fim, o que resta dizer é que é normal experimentar bolhas e hematomas, já que o treinamento de crossfit realmente costuma ser pesado. De qualquer modo, esses pequenos problemas costumam desaparecer depois das primeiras aulas da modalidade.

6. A maioria dos praticantes são mulheres

7cboaforma

Não pense que por ser um treinamento pesado e intenso, o crossfit é território masculino. Conforme informações do Conselho Americano de Exercícios, 60% das pessoas que praticam a atividade são mulheres.

E por aqui no Brasil, esse quadro não é diferente. Um levantamento da Associação Brasileira de Academias (Acad Brasil) mostrou que as mulheres brasileiras também correspondem a maioria dos praticantes de crossfit, totalizando 30 mil adeptas do esporte em nosso país.

7. As aulas podem ser caras

O preço das aulas de crossfit não é barato. O valor cobrado pelos boxes pode variar entre R$ 165 a R$ 350 mensais, dependendo do plano contratado e do número de aulas que o aluno faz por semana.

Entretanto, algo que pode compensar essa taxa alta é o fato de que o instrutor de crossfit consegue dar maior atenção aos seus alunos do que o profissional que trabalha em uma academia comum. Para quem procura por um tipo de atividade em que seja possível receber maior atenção do treinador, esse preço a mais pode valer a pena.

Você tem pensado em aderir à prática do crossfit para conseguir emagrecer e definir o seu corpo? Já experimentou fazer alguma aula para ver como se saía? Comente abaixo!

1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (23 votos, média: 3,83 de 5)
Loading...
Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite


ARTIGOS RELACIONADOS

Deixe uma resposta

Seu email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *

*