Pesquisadores Descobrem Proteína Cuja Deficiência Pode Estar Ligada a Mal de Alzheimer

Especialista:
atualizado em 30/01/2020

Pesquisadores da Universidade Ben-Gurion do Negev (BGU), em Israel, dizem ter verificado a ausência de uma proteína em pacientes com doença de Alzheimer, e essa ausência provavelmente contribui para o início da doença debilitante.

O consenso comum é que o envelhecimento é o resultado do acúmulo de danos ao DNA – essencialmente a incapacidade do corpo de implementar processos para reparar completamente seu DNA.

De acordo com a Alzheimer Association, dos estimados 5,5 milhões de norte-americanos vivendo com o mal de Alzheimer em 2017, 5,3 milhões têm 65 anos de idade ou mais, e os 200.000 restantes contraíram a doença mais jovens. Uma a cada 10 pessoas de 65 anos ou mais, o que significa 10%, possui o mal de Alzheimer.

De acordo com o estudo, publicado na revista Cell Reports, um dos componentes-chave no processo de reparo do DNA é a proteína SIRT6. Os pesquisadores determinaram em modelos de camundongos que altos níveis de SIRT6 facilitam o reparo do DNA, enquanto baixos níveis da proteína permitem o acúmulo de danos ao DNA.

“Nós analisamos amostras de pacientes com Alzheimer e descobrimos uma notável redução de SIRT6 nos níveis de proteína e mRNA”, eles escreveram. “Nossas descobertas indicam que a SIRT6 protege o cérebro de naturalmente acumular danos no DNA, por sua vez protegendo contra a neurodegeneração”.

Os pesquisadores também testaram suas hipóteses sobre doenças neurodegenerativas, além da doença de Alzheimer, e encontraram uma deficiência da proteína SIRT6 em pacientes.

“Se uma diminuição de SIRT6 e falta de reparo de DNA é o início da cadeia que provoca doenças neurodegenerativas em idosos, então devemos concentrar nossas pesquisas em como manter a produção de SIRT6 e evitar os danos do DNA que leva a estas doenças”, afirmou a principal autora do estudo, a Dra. Deborah Toiber, do Departamento de Ciências Biológicas da BGU, em comunicado.

O laboratório de Toiber é um dos poucos no mundo que analisam os efeitos da SIRT6 no cérebro e sua conexão com doenças neurodegenerativas, disse o comunicado. O estudo foi apoiado pelo Israeli Ministry of Science and Space.

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