Telefone Celular Faz Mal para Bebê e Crianças?

Esses aparelhos se tornaram uma parte essencial do dia a dia das pessoas da vida moderna, mas telefone celular faz mal para bebê e crianças? Saiba o que pesquisas apontam sobre este assunto.

Os telefones celulares que hoje são conhecidos como “smartphones” foram projetados para facilitar a vida das pessoas e por isso estão com elas aonde quer que elas vão e cada vez mais estão presentes entre os bebês e crianças.

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Pensando nisso, aplicativos e vídeos voltados para o público infantil são lançados todos os dias, já que eles se tornaram uma forma de entretenimento para crianças e bebês e que muitas vezes facilitam a rotina dos pais.

Hoje em dia existem aplicativos para tudo, desde aplicativos que ajudam a bebermos água até aplicativos que são uma alternativa aos anticoncepcionais, mas já foi provado que eles podem afetar a saúde de pessoas adultas, desde atrapalhar o sono até acelerar a cegueira.

Mas se ele pode fazer mal para adultos, a grande dúvida é quais são os seus efeitos na saúde de bebês e crianças?

Cada vez mais a preocupação pública a respeito dos possíveis efeitos destes aparelhos na saúde em relação a exposição de bebês cujos crânios são finos e incompletos e cujos cérebros ainda estão se desenvolvendo rapidamente aumentam.

Isso acontece principalmente quando se trata de efeitos neurológicos, câncer, efeitos de incapacidade no desenvolvimento, etc. E o grande problema é que essa preocupação é real, telefone celular faz mal para bebês e crianças.

Crianças enfrentam ricos à saúde devido ao uso dos telefones celulares

O dano potencial causado pela radiação de microondas (MWR) emitido por dispositivos sem fio, principalmente para crianças, bebês e bebês que estão nas barrigas das mães é destaque de novos estudos.

Embora alguns dados sejam conflitantes, foram observadas ligações entre essas ondas MWR e o câncer.

A revisão de L. Lloyd Morgan, pesquisador sênior de ciências da Environmental Health Trust e dos seus colegas, foi publicada online no Journal of Microscopy and Ultrastructure.

Os autores revisaram a literatura atual mostrando que as crianças enfrentam um risco maior à saúde do que os adultos.

Eles analisaram e revisaram estudos relacionados a exposição por telefone celular, juntamente com dados de radiação de telefone celular, documentos governamentais, manuais de fabricantes e publicações semelhantes.

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De acordo com Morgan e seus colegas, crianças e bebês ainda não nascidos enfrentam um risco maior de danos corporais devido as MWR emitidas por dispositivos sem fio.

A taxa de absorção dessas ondas é maior em bebês e crianças do que em adultos porque os seus tecidos cerebrais são mais absorventes, seus crânios são mais finos e seu tamanho relativo é menor.

Os especialistas relataram que os fetos são particularmente vulneráveis porque a exposição à MWR pode levar à degeneração da camada protetora que circunda os neurônios cerebrais.

Vários estudos mostraram que uma criança absorve mais MWR do que uma pessoa adulta, sendo que o tecido cerebral infantil absorve cerca de duas vezes mais MWR do que o adulto.

Radiação do Telefone Celular e o Crescimento de Tumores

Um estudo realizado pelo governo dos Estados Unidos com os cientistas do Programa Nacional de Saúde estudou os efeitos da radiação do telefone celular em ratos e camundongos.

Segundo esse estudo considerado uma referência, os cientistas encontraram uma correlação direta entre a radiação do telefone celular e o crescimento de tumores.

O relatório indica que os ratos e camundongos foram expostos ao mesmo nível de radiação que as pessoas normalmente são expostas diariamente.

Para este estudo, ratos e camundongos foram expostos a frequências e modulações atualmente usadas em comunicações celulares nos Estados Unidos. Os roedores foram expostos de 10 em 10 minutos, totalizando pouco mais de 9 horas por dia, desde o nascimento até os 2 anos de idade.

Como resultado foi encontrado uma baixa incidência de tumores no cérebro e no coração de ratos machos, mas não em fêmeas. Porém este estudo continua sendo realizado para obter mais respostas.

O resultado da pesquisa indica um aumento de tumores no cérebro e no coração dos animais machos, e como disse David Carpenter, diretor do Instituto de Saúde e Meio Ambiente da Universidade de Albany, Estados Unidos, isso significa que as pessoas deveriam se preocupar com esse resultado.

Acontece que há uma correlação entre exposição de baixo nível e tumores em animais e alguns cientistas acreditam que não há um nível seguro de radiação para um bebê ou uma criança.

Possível agente cancerígeno humano

Para entender os efeitos da radiação na saúde é preciso primeiro examinar como os telefones celulares funcionam.

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De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, os telefones celulares e telefones sem fio usam radiação de radiofrequências (RF) para enviar os sinais.

A RF é diferente de outros tipos de radiação, como por exemplo de ráios X, que já se sabe que pode ser prejudicial, mas ainda não se sabe ao certo se essa radiação pode causar problemas futuros de saúde.

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) classificou a radiação de RF como um “possível agente cancerígeno humano”, ou seja, um agente que causa câncer.

Para que eles sejam “móveis” – portáteis, os telefones celulares estão equipados com pequenas antenas que enviam sinais para as torres de células da área para possibilitar o envio e o recebimento de dados.

Tudo isso vai e volta, consome energia, e toda essa energia emite radiação.

Alguns relatórios indicam que o “nível seguro” de radiação de celular foi modelado em um homem adulto de 90 kg nos anos 80 e não em uma criança com um crânio em desenvolvimento.

Já outros dizem que os novos testes de segurança já incluíram fatores de segurança para cobrir crianças, mesmo pequenas.

Essas ondas invisíveis são absorvidas por tudo que está ao redor da fonte, neste caso o aparelho celular, incluindo o corpo humano, e os possíveis efeitos colaterais desta exposição incluem: tumores cerebrais, dores de cabeça, fadiga, aumento da frequência cardíaca e outros tipos de câncer.

Cuidados com telefone celular, bebês e crianças

A Dra. Ann Louise Gittleman, PhD em saúde destaca a necessidade de tomar todas as precauções quando se trata de telefones celulares, bebês e crianças.

Um estudo sueco surpreendente mostrou que as pessoas mais jovens têm cinco vezes mais chances de terem tumores cerebrais se usarem um telefone celular antes dos 20 anos de idade.

Outras pesquisas descobriram que uma ligação feita com celular tendo uma duração de apenas dois minutos pode produzir hiperatividade cerebral que em crianças dura uma hora.


Uma nova pesquisa feita pelo European Journal Oncology relatou que os telefones sem fio emitem radiação perigosa que pode quase dobrar a variabilidade da frequência cardíaca e afetar o sistema nervoso autônomo causando ansiedade, fadiga, alterações na pressão arterial, tontura ou desmaio e distúrbios do sono.

O artigo explica por que as crianças correm um risco maior do que os adultos quando se trata de radiação emitida pelos telefones celulares.

Crianças e bebês correm risco maior ao serem expostos a radiação dos celulares

Segundo os pesquisadores, o problema é que os cérebros das crianças absorvem duas vezes mais radiação desses telefones do que os adultos.

Os jovens não têm apenas crânios mais finos e cabeças menores do que os adultos, mas também seus cérebros continuam se desenvolvendo durante a infância e adolescência apenas aumentando o risco.

David Carpenten, reitor da Escola de Saúde Pública da SUNY, Universidade em Nova York, Estados Unidos disse que como as crianças vem passando um tempo significativo em telefones celulares “podemos estar enfrentando uma crise de saúde pública e uma epidemia de câncer no cérebro”.

Além dos tumores cerebrais, a pesquisa sugere que em crianças esses aparelhos podem levar à perda auditiva.

O pesquisador de radiação Kerry Crofton, PhD, acrescentou que “de acordo com o conhecimento atual, a interação com a fertilidade, capacidade imunológica, quebra do DNA ou aprendizado e inteligência serão muito mais perigosas do que os casos extras de câncer”.

É por isso que um número crescente de países vem proibindo ou desencorajando o uso de telefones celulares para menores de 18 anos.

Camilla Rees, que faz parte do Comitê de Saúde e Serviços Humanos do Maine, Estados Unidos disse: “É possível que a sociedade olhe para a proliferação descontrolada de celulares que emitem radiação como um crime contra até a humanidade.

Em 2011, a Organização Mundial de Saúde (OMS) mudou a classificação da radiação do telefone celular para uma possível substância cancerígena para os seres humanos.

O aquecimento dos tecidos é o principal mecanismo de interação entre a energia de radiofrequência e o corpo humano, nas frequências usadas pelos telefones celulares, a maior parte da energia é absorvida pela pele e outros tecidos superficiais, resultando em um aumento insignificante da temperatura no cérebro ou em qualquer outro órgão do corpo.

Você deve limitar a exposição do bebê ou criança ao celular

O Dr. Philip Chadwick, Presidente do Comitê Europeu de Segurança sobre campos eletromagnéticos disse que existem limites de segurança.

Ele explicou que “os aparelhos já contêm um fator de precaução extra que leva em conta indivíduos sensíveis à particularidade e são adaptados para levar em consideração os diferentes tamanhos corporais das crianças”.

O especialista continua: “Dito isso, não vejo sentido em permitir que uma criança pequena use um telefone celular, exceto em caso de emergência; portanto, se alguém está preocupado, isso é algo que eles podem controlar”.

Como mencionado anteriormente, a razão pela qual os limites de segurança foram adaptados para o uso por crianças e bebês é porque seus tecidos são diferentes dos das pessoas adultas.

O Dr. Chadwick explicou: “Em particular, eles têm mais água. Isso os torna um pouco melhores na absorção de ondas de rádio. Por outro lado, eles são menores e isso não os torna bons em absorver essas ondas”.

O Dr. também aponta que as diretrizes se aplicam a crianças de até três anos de idade.

“Quando tiverem idade suficiente para caminhar e conversar com facilidade ao mesmo tempo, não serão materialmente diferentes dos adultos a esse respeito. Isso também se aplica apenas a telefones mantidos próximos à cabeça ou ao corpo, e não a estações base ou WiFi.”

Ele também pede aos pais que não fiquem indevidamente em pânico com a exposição ao celular.


“O teste de segurança feito para telefones já incluiu fatores de segurança para cobrir crianças, mesmo pequenas, e sabemos que as crianças estão totalmente protegidas em termos de cumprimento dos limites de segurança desses dispositivos”.

Mas os pais também devem levar em consideração que a exposição significativa diminui com a distância e só acontece se o telefone estiver próximo ao corpo do bebê.

“Portanto, a coisa mais eficaz a ser feita se alguém estiver preocupado é não deixar a criança fazer ligações ou brincar com o telefone”.

Uso seguro do celular para bebês e crianças

Os dispositivos sem fio já fazem parte da vida cotidiana das pessoas “mas podem ser usados de uma maneira que seja suficientemente segura” disse o pesquisador Morgan que junto com seus colegas fizeram algumas recomendações.

A primeira é que tanto as crianças, bebês ou adultos devem segurar o celular a 15 cm de distância do ouvido, pois isso proporciona uma redução de 10.000 vezes do risco.

A menos que o celular esteja desligado, ele está sempre irradiando. Quando ele não está em uso, não deve ser mantido no corpo. O melhor lugar para um telefone celular é algo como uma bolsa ou mochila.

Os dispositivos devem ser mantidos afastados do abdômen de uma mulher grávida e a mãe não deve usá-lo durante a amamentação, assim como os monitores de bebês não devem ser colocados no berço dos bebês.

Crianças e adolescentes precisam saber como usar esses dispositivos com segurança. Esses aparelhos não devem ser permitidos dentro dos quartos das crianças durante à noite de acordo com o especialista.

O Pew Research Center informou que 75% dos pré-adolescentes e adolescentes dormem a noite toda com o celular embaixo do travesseiro.

“Os meninos não devem manter os celulares nos bolsos da frente da calça” disse Morgan. Isso causa um dano potencial ao esperma embora nenhum estudo com meninos tenha determinado se a aproximação precoce à MWR afeta ou não o esperma” disse Morgan.

Ele continua dizendo que “as meninas não devem colocar o celular nos sutiãs”. Essa recomendação foi baseada em um estudo de caso de quatro mulheres jovens com histórico de colocar telefones no sutiã e que desenvolveram câncer de mama – duas aos 21 anos de idade.

De acordo com Morgan, quanto mais horas de uso, mais radiação o corpo absorve e maior o risco, e por isso as crianças devem ser ensinadas a usar esses aparelhos o menos possível.

Os telefones fixos, Skype e os serviços telefônico de computador quando conectados à internet por cabo não emitem radiação e por isso os pais devem incentivar seus filhos a usá-los.

Por fim, os roteadores WiFi presentes em casa devem ser colocados longe dos lugares onde as pessoas, especialmente as crianças, passam mais tempo.

Os autores da pesquisa conduzida por Morgan observam que alguns estudos mostraram um risco aumentado de câncer com o uso de telefones celulares, embora alguns desses dados tenham sido contestados.

Nos últimos anos, as taxas de glioblastoma (um tipo de tumor cerebral) aumentaram na Dinamarca e nos Estados Unidos, e a incidência de câncer no cérebro na Austrália de acordo com dados extraídos dos registros de câncer.

O tempo médio entre a exposição a um agente cancerígeno e o diagnóstico de um tumor sólido resultante é de 3 ou mais décadas, portanto, provavelmente serão várias décadas até que os tumores induzidos pela exposição infantil a MWR sejam diagnosticados segundo os pesquisadores.

Sendo assim, pesquisas indicam que o telefone celular faz mal para bebês e crianças embora sejam necessários mais estudos, porém, a melhor coisa a se fazer, é evitar e controlar o uso deste aparelho.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já se perguntou se telefone celular faz mal para bebê e crianças? Como faz com seus filhos? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Haroldo Vieira de Moraes Junior

Dr Haroldo se formou em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1981. Em seguida concluiu Mestrado em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1986 e Doutorado em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1994. Pos-Doutorado no National Eye Institute do National Institutes of Health (NIH/NEI) durante 1998/1999 e Livre Docente em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP (2001), atualmente é Professor Titular de Oftalmologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Oftalmologia clinica e cirúrgica, atuando como Coordenador de Pos-Graduacao em Oftalmologia com área de atuação em inflamação ocular (uveites, sarcoidose e toxoplasmose). Dr. Haroldo é uma referência profissional em sua área e autor de artigos científicos. Para mais informações, entre em contato com ele.

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