Vai trocar as máscaras de pano por uma N95? Cuidado com falsificações

Especialista da área:
atualizado em 10/03/2021

O uso de máscaras faciais ao sair de casa é uma das principais medidas de prevenção contra o novo coronavírus. Inclusive, um estudo apontou que a máscara pode reduzir a gravidade da COVID-19.

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Entretanto, autoridades europeias determinaram a troca das máscaras caseiras por modelos com maior grau de proteção, como as cirúrgicas, N95 ou FFP2 (semelhante à PFF2 brasileira).

O motivo da exigência são as novas variantes do novo coronavírus. De acordo com o governo da França, as máscaras caseiras não oferecem a proteção necessária contra essas novas variantes.

Assim, mesmo sem uma recomendação do tipo no Brasil, algumas pessoas já saíram em busca de modelos de máscaras com maior grau de proteção. O problema é que criminosos perceberam esse interesse e passaram a vender modelos falsificados, especialmente pela internet.

Por exemplo, algumas máscaras anunciadas como N95 na internet eram, na realidade, feitas de tecido TNT. Comprar um modelo fajuto em busca de mais proteção é um tiro que pode sair pela culatra.

Conforme a infectologista e professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Raquel Stucchi, disse à CNN, é melhor utilizar uma máscara caseira de tecido do que uma N95 falsa.

Como identificar uma máscara falsa

Máscara facial

Mas há maneiras de identificar se uma máscara de maior proteção é verdadeira ou fajuta. De acordo com Stucchi, para conferir se o produto é original é preciso checar se ele tem todas as camadas de proteção.

A infectologista aconselha comprar mais de uma máscara e inspecionar uma delas por dentro. Por exemplo, uma N95 deve ter as seguintes camadas:

  • Externa de fibra sintética de polipropileno;
  • Do meio de fibra sintética estrutural;
  • Filtrante de fibra sintética com tratamento eletrostático;
  • Interna de fibra sintética de contato facial.

De olho na embalagem

Avaliar a embalagem do produto também ajuda a saber se ele é original ou uma farsa. Algo que precisa estar presente na embalagem é o selo legível de qualidade do Inmetro.

Uma máscara N95 faz parte da classe Peça Facial Filtrante (PFF) e possui variações: S e SL. Assim, a embalagem do produto também deve identificar o fabricante, a classe de PFF (PFF1, PFF2 ou PPF3), se é S ou SL e trazer a frase “Veja informações fornecidas pelo fabricante” ou equivalente.

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O rótulo também precisa informar o lote de fabricação, a data de fabricação, o prazo de validade ou o fim do prazo de validade (mês e ano) e as condições de armazenamento. Portanto, se a máscara não tiver essas informações, desconfie.

Ao mesmo tempo, tome cuidado com as máscaras N95 que contêm enfeites, pois elas costumam ser fajutas.

E se eu comprar pela internet?

Compra online

Conforme a professora da Unicamp, a aparência da máscara pode confundir e a compra pela internet pode enganar o consumidor. Isso porque só dá para avaliar precisamente a qualidade da máscara após recebê-la.

Mas há algumas estratégias que ajudam a identificar se um modelo é falso, mesmo na compra virtual. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos disponibilizou um guia com algumas dessas dicas. Por exemplo:

  1. Checar se há erros de digitação, gramática ou outros no site ou embalagem. Observar se há falhas no site, como páginas inacabadas ou em branco, texto fictício, links corrompidos e domínios (URL/endereço eletrônico) com erros ortográficos. Se houver, desconfie.
  2. Suspeitar de produtos que se autodenominam genuínos ou reais. Afinal, uma empresa legítima não precisa dizer isso, ao menos não no nome do produto.
  3. Conferir a sessão de comentários e de avaliações do produto. Clientes insatisfeitos ou enganados podem ter colocado ali a sua indignação.
  4. Verificar se o produto é vendido pela empresa há certo tempo ou se ela começou a vendê-lo do nada, após o aumento do interesse pelas máscaras. Empresas legítimas costumam ter consistência com seus produtos, ou seja, trabalhar com eles há certo tempo.

Outras dicas

Antes de finalizar a compra de uma máscara, procure se a página informa se o produto tem certificação do Inmetro. Além disso, Stucchi aconselha a desconfiar das máscaras cirúrgicas vendidas com um preço muito baixo.

Comprar de empresas de boa reputação também ajuda a reduzir o risco de adquirir um produto falso, mas é possível encontrar máscaras fajutas até em sites reconhecidos.

Confira uma lista de maio de 2020 do Inmetro com as empresas que não demonstraram a eficiência mínima de filtragem de 95% das partículas em suas máscaras N95.

Usar boas máscaras é importante contra a COVID-19, mas também é importante evitar um hábito que te coloca em risco de contágio. Aprenda como evitar com as dicas da nossa nutricionista:

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Fontes e Referências Adicionais

Qual tipo de máscara você usa para prevenir a COVID-19? Comente abaixo!

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