5 Maiores Erros ao Preparar uma Salada

Especialista:
atualizado em 30/01/2020

Quando pensamos em dieta e alimentação saudável, um prato que certamente vem à nossa cabeça é a salada. E não é para menos: com os ingredientes adequados nesse prato, o nosso organismo obtém diversos nutrientes importantes em um número mais baixo de calorias, o que é importantíssimo para quem precisa perder peso.

Entretanto, para efetivamente ter esses benefícios não basta preparar qualquer salada, é preciso saber combinar os alimentos corretamente. Mas como saber que ingredientes e em que quantidade colocar em cada receita? Para te ajudar, nós vamos trazer hoje uma lista preparada com os 5 maiores erros que devem ser evitados na hora de preparar uma salada:

1. Muita ou pouca proteína

2aboaforma - salada
Um erro comum na preparação de uma salada ocorre no equilíbrio da quantidade de proteínas na receita: enquanto alguns esquecem de colocar ingredientes que possuam o nutriente, outros acabam pondo demais.

O problema da falta de proteína na salada é que esse macronutriente é importante para promover a sensação de saciedade, melhora o metabolismo e ajuda no crescimento e manutenção de músculos, hormônios, células imunes, pele e cabelos saudáveis.

Por outro lado, exagerar na quantidade de proteínas atrapalha o emagrecimento, já que o excedente do nutriente acaba sendo enviado diretamente para a célula adiposa.

Para manter um equilíbrio, a recomendação é utilizar na salada meio copo de ingredientes como lentilhas ou feijão, 85 g de uma carne magra ou fruto do mar, ½ copo de queijo cottage ou ainda um ovo cozido e três claras. Se preferir usar mais de um tipo de fonte de proteína, a solução é diminuir a porção de cada uma delas.

2. Falta de variedade

2bboaforma - salada

Quem escolhe sempre os mesmos vegetais para compor a salada ou monta o seu prato com pouca variedade de ingredientes acaba limitando a quantidade de nutrientes e, consequentemente, os benefícios que recebe através do prato. Isso acontece porque cada um dos vegetais possui determinados tipos de antioxidantes e nutrientes diferentes.

Um estudo feito pela Universidade de Colorado, nos Estados Unidos, avaliou a alimentação de voluntários da pesquisa e identificou que os que se alimentaram durante duas semanas de forma mais variada registraram menor oxidação, o que é um fator de risco para envelhecimento precoce e surgimento de doenças.

Além disso, outra pesquisa que avaliou o consumo de vegetais de mais de 450 mil pessoas verificou que aqueles que tiveram uma dieta composta por mais tipos de vegetais apresentaram menor risco de câncer no pulmão.

Para ter certeza de que está deixando o seu prato bem variado e diversificando nos vegetais, encha dois copos com ingredientes diferentes. Quanto mais colorida a sua salada estiver, mais variada ela estará.

3. Muita ou pouca gordura

2cboaforma - abacate

Assim como no caso das proteínas, colocar muito ou pouca gordura na salada pode não ser uma boa ideia. Se por um lado, gordura em excesso faz mal à saúde (risco de doenças cardiovasculares, colesterol elevado, diabetes e hipertensão) na quantidade certa a substância é importante para o nosso organismo.

Além de ser um componente presente na membrana celular, nos hormônios, no cérebro e na pele, ela também nos ajuda a sentirmos satisfeitos e aumenta a absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e antioxidantes.

Uma pesquisa americana revelou que pessoas que consumiam saladas sem nenhum teor de gordura praticamente não absorveram os antioxidantes e que aquelas que comeram a salada com teor reduzido de gordura até aumentaram essa taxa de absorção, mas não tanto quanto as que se alimentaram com a salada que tinha presença de gordura.

Para garantir que a gordura está na medida certa na sua salada, você pode optar por ingredientes como abacate e nozes trituradas ou utilizar temperos com óleo de oliva extra virgem e vinagre balsâmico, por exemplo.

4. Eliminar os carboidratos

2dboaforma - milho

Quando não há carboidratos na salada, o que pode acontecer é a proteína ali presente acabar sendo usada pelo organismo como fonte de energia, o que impede que ela exerça suas importantes funções de manutenção e reparo dentro de nosso corpo. Para evitar que isso ocorra, a dica é acrescentar à salada alguma fonte de carboidrato como quinoa cozida ou milho orgânico assado. Dessa maneira, é possível obter saciedade e energia e evitar os típicos lanchinhos ao longo do dia.

5. Não temperar

2eboaforma - tempero

Uma das razões que fazem com que as pessoas virem os olhos quando escutam falar de saladas é que elas podem estar acostumadas com aquelas preparadas com ingredientes mais fracos ou amargos, que não deixam um sabor agradável. Mas quem disse que comida saudável não pode ser gostosa? Para incrementar o prato, a sugestão é utilizar ervas como coentro ou menta ou misturar o óleo ou vinagre com pimenta e alho dourado.

Você é um consumidor efetivo de saladas? Como você as prepara? Você gosta mesmo de comer salada, ou o faz em prol de sua saúde? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

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