Conheça detalhes da cirurgia bariátrica, procedimento que a Jojo Todynho realizou

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  • A cirurgia bariátrica, também conhecida como redução de estômago, é indicada para pacientes obesos que já tentaram outros métodos sem obter resultado.
  • Jojo Todynho passou pelo procedimento na terça-feira (8/8), meses depois de ser diagnosticada com esteatose hepática (gordura no fígado) em março.
  • Para fazer a cirurgia, o paciente precisa ter obesidade grau 1 associada a diabetes, grau 2 com outras comorbidades, ou grau 3 com IMC acima de 40.
  • As técnicas mais usadas são a gastrectomia vertical (sleeve), que remove parte do estômago, e o bypass gástrico, adotado em 70% das cirurgias feitas no Brasil.
  • Estudos mostram que a cirurgia bariátrica também ajuda a controlar diabetes e pressão alta; uma pesquisa apontou que 35% dos pacientes ficaram sem remédios para hipertensão após três anos.

A cantora Jojo Todynho anunciou no início do ano que, seguindo uma orientação médica, pretendia passar por uma cirurgia bariátrica. Em março, ela recebeu o diagnóstico de esteatose hepática, condição que também é chama de gordura no fígado.

Por conta disso, a artista recorreu a um estilo de vida mais saudável, o que envolveu a sua alimentação e a prática de exercícios físicos, levando-a a eliminar bastante peso.

De acordo com o que cirurgião especializado em cirurgia bariátrica Fábio Rodrigues disse ao Saúde em Dia, essas estratégias já podiam ser uma preparação para a cirurgia.

Jojo Todynho na academia
Imagem: reprodução Instagram/@jojotodynho

Então, na manhã da terça-feira (8/8), Jojo finalmente passou pela cirurgia bariátrica, informação que foi confirmada pela assessoria do plano de saúde da cantora.

Jojo Todynho no hospital
Imagem: Reprodução Instagram/@jojotodynho

Jojo fez uma publicação nas redes sociais usando roupas de hospital para comunicar que estava bem e pediu: “Orem por mim”.

A cirurgia bariátrica

Conhecida como “redução de estômago“, a intervenção é recomendada para pacientes obesos que já tentaram diversos métodos sem obter resultados.

Mas, para poder fazer o procedimento, o paciente precisa cumprir alguns requisitos, como ter obesidade grau 1 associada a diabetes, ter obesidade grau 2 com comorbidades ou obesidade grau 3, com Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 40.

O proctologista e cirurgião do aparelho digestivo Rodrigo Barbosa explicou ao Saúde em Dia que a cirurgia bariátrica combina a perda de peso com a melhoria de comorbidades como pressão alta, diabetes, refluxo, colesterol alto e outras.

Conforme o especialista, existem diversas técnicas de cirurgia que podem tratar a obesidade, entretanto, as mais comuns são: a gastrectomia vertical (sleeve) e o bypass gástrico.

O primeiro procedimento envolve a remoção de parte do estômago sem afetar o intestino, sendo indicado para casos menos graves de obesidade.

Por sua vez, o segundo método reduz parte do órgão por meio de cortes ou grampos que conectam o intestino ao estômago, com a finalidade de gerar menos fome e maior saciedade.

No Brasil, o método do bypass é adotado em 70% das cirurgias, sendo o mais praticado no Sistema Único de Saúde (SUS).

Efeitos da bariátrica na diabetes e hipertensão

Uma pesquisa da Universidade de Michigan apontou que a cirurgia bariátrica pode trazer resultados positivos em relação a certas complicações da diabetes.

O estudo indicou uma melhora expressiva na neuropatia periférica, enquanto a retinopatia e a neuropatia autonômica cardíaca se mantiveram estáveis. A pesquisa também demonstrou que há uma melhora na maioria dos fatores de risco metabólicos, como a diminuição de peso. 

Além disso, a cirurgia bariátrica também mostrou efeitos positivos na diminuição dos riscos de hipertensão arterial (pressão alta), uma das consequências da obesidade.

No Brasil, a hipertensão é comum e causa cerca de 300 mil óbitos anualmente, correspondendo a 820 mortes diárias, 30 por hora ou uma a cada dois minutos, conforme o Ministério da Saúde.

Um estudo publicado na revista Annals of Internal Medicine apontou que a cirurgia bariátrica teve um efeito promissor no controle da pressão alta em pacientes obesos depois de três anos de acompanhamento.

A pesquisa apontou que 35% dos pacientes que passaram pelo procedimento mantiveram a pressão sob controle sem remédios e que aproximadamente 40% deles reduziram a quantidade de medicamentos para hipertensão. As informações são do Saúde em Dia.

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