8 erros que você não deve cometer ao aderir à alimentação saudável

Especialista:
atualizado em 21/09/2020

Quer dizer que você finalmente resolveu seguir uma dieta balanceada e aderir a uma alimentação saudável? Com certeza isso fará muito bem para a sua saúde, sua forma física e até mesmo para o seu bolso.

Entretanto, como ninguém nasce sabendo, é possível que ocorram alguns erros ao tentar sair de uma dieta de baixa qualidade para uma alimentação saudável, uma vez que pode haver concepções erradas em relação ao alimentos.

A melhor forma de evitar esses equívocos e colher os excelentes frutos provenientes do ato de comer saudável é conhecer quais podem ser esses erros. Isso é justamente o que está descrito na lista a seguir:

1. Trocar o refrigerante pelo suco de frutas

Suco

Sim, eliminar os refrigerantes da dieta é algo importantíssimo para uma vida saudável. Já que está aqui, aproveite e conheça os malefícios do refrigerante. Entretanto, a troca dos refrigerantes pelos sucos de frutas não é tão vantajosa quanto se pode imaginar.

Primeiramente, se a troca for do refrigerante pelos sucos de frutas industrializados como os de caixinha, que geralmente possuem bastante açúcar, conservantes e corantes, será praticamente como trocar seis por meia dúzia.

No entanto, mesmo o suco natural de fruta preparado em casa na centrífuga ou liquidificador, com uma porção bastante grande da fruta, que é posteriormente coado, não é uma ideia tão boa.

Isso porque resulta em uma bebida com uma grande quantidade de carboidratos de alto índice glicêmico e bem pouca fibra, o que gera o chamado pico de insulina, que está associado ao armazenamento de gorduras.

2. Aderir às barrinhas de cereais e proteínas para o lanche da tarde

O grande problema desses lanchinhos prontos é que a maioria deles possui açúcar, cobertura de chocolate ou pedacinhos de biscoito misturados no meio.

Isso sem contar que algumas barrinhas de proteínas podem conter uma proporção pequena de proteínas, que são de menor valor biológico, além de uma quantidade alta de gorduras.

Para verificar se um produto possui muito açúcar, procure pela lista de ingredientes que deve estar presente na sua embalagem.

O ingredientes encontrados em maior quantidade aparecem primeiro na lista, portanto, se o açúcar for um dos primeiros itens mencionados, o produto em questão contém bastante açúcar.

Entretanto, é importante avisar que nem sempre o açúcar aparece com o nome de açúcar nas listas de ingredientes dos produtos.

Nomes como xarope de glicose, xarope de frutose, xarope de milho e demais xaropes, mel, palavras com a terminação “ose” e outros tipos de açúcar como açúcar invertido, açúcar mascavo e açúcar demerara também referem-se ao açúcar.

Ou seja, se encontrar um desses nomes na lista, saiba que é açúcar.

Por sua vez, a quantidade de proteínas e gorduras de um produto também está presente na embalagem do mesmo. Entretanto, os dados constam dentro da sua tabela nutricional.

Para quem recorre a essas barrinhas como forma de satisfazer o desejo por doces, o conselho é trocá-los pelo chocolate amargo, com uma boa proporção de cacau (teor acima de 75 a 80% de cacau).

As frutas integrais, que são naturalmente doces, também são uma boa opção para amenizar o desejo por doces.

Consumir as frutas em si é mais saudável que comê-las na forma de suco porque permite aproveitar as fibras do alimento na sua integralidade. Isso sem contar nas vitaminas, minerais e antioxidantes que elas costumam trazer em sua composição.

3. Acreditar que apenas tirar o glúten da dieta faz perder peso

Algumas pessoas que resolvem deixar de consumir alimentos com glúten para emagrecer realmente chegam a perder peso e creditam o seu emagrecimento à eliminação da proteína da dieta.

No entanto, na verdade, elas diminuíram o peso porque deixaram de comer itens como pão, pizza e bolo, por exemplo.

Entretanto, quem retira o glúten da dieta e continua a comer pães, pizzas e bolos à base de farinhas sem glúten, porém também feitos com açúcar, queijo, gordura e muito carboidrato, provavelmente vai manter o mesmo peso ou até mesmo engordar.

Isso porque o que faz engordar ou emagrecer não é o glúten em si, mas sim o valor calórico total do alimento e a sua composição final em termos de carboidratos, gorduras e açúcares. Apenas retirar o glúten, sem modificar a qualidade da alimentação, não vai fazer emagrecer.

Logicamente, as pessoas que sofrem com doenças que inviabilizam a ingestão do glúten, como a doença celíaca ou sensibilidade ao glúten não celíaca, realmente devem eliminar de vez a proteína das suas refeições.

Além de, é claro, seguir as recomendações de dieta do médico e nutricionista para o controle da condição.

4. Não tomar cuidado com os produtos low fat ou light (com baixo teor de gorduras)

Em muitos casos, esses produtos realmente apresentam uma proporção mais baixa de gorduras em comparação à versão original.

Entretanto, eles possuem muito mais conservantes e substâncias químicas para ganhar viscosidade e a aparência atrativa da gordura, além de muito açúcar para dar o ponto certo ao produto.

O ideal não é necessariamente consumir os alimentos com menos gorduras – lembre-se de que existem as gorduras boas.

Mas sim comer os alimentos mais naturais possíveis, que tenham passado por menos processos químicos e contenham menos corantes, conservantes, estabilizantes e outros aditivos.

Antes de comprar um produto industrializado, é sempre importante analisar bem o seu rótulo. A recomendação inclui ler a lista de ingredientes do produto para ver se ele tem muito açúcar e aditivos.

Caso encontre algum nome estranho que não reconheça, pesquise o termo na internet para saber se não é um açúcar ou se não se trata de um aditivo.

Mas também cheque a sua tabela nutricional. Na tabela nutricional que se encontram as informações sobre os teores de calorias, carboidratos, proteínas, gorduras, sódio e outros nutrientes do produto.

Esses dados permitem comparar com outras versões e verificar se aquele com teor reduzido de gorduras é realmente mais saudável do que o original. Isso é algo que varia de marca para marca e de produto para produto.

5. Abusar das frutas secas

Frutas secas

Na busca pelo emagrecimento, algumas pessoas podem passar a consumir passas, damascos, tâmaras e outras frutas secas.

Essas frutinhas secas até são nutritivas. Entretanto, em sua produção, elas perdem o seu teor original de água, passando a concentrar uma grande quantidade de açúcar.

Além do excesso de açúcar ser prejudicial para a boa forma, todo o açúcar naturalmente presente nessas frutas pode fermentar no intestino e provocar diarreia.

Alguns estudos já chegaram a apontar que as frutas secas podem conter mais açúcar do que certos doces e balas. Por isso, o consumo dessas frutas secas realmente tem que ser com moderação.

6. Acreditar que um produto emagrece simplesmente por ser orgânico

Sim, os produtos orgânicos são melhores para a saúde graças ao fato de serem livres de pesticidas.

Porém, eles não trazem uma diminuição no valor calórico em relação às suas versões não orgânicas. Ou seja, isso não dá um passe livre para consumir o alimento orgânico em questão em quantidades excessivas.

Por exemplo: o açúcar orgânico possui a mesma quantidade de calorias que o açúcar tradicional. A diferença é que a versão orgânica vem de uma cana de açúcar de cultivo sem pesticidas.

7. Recorrer às bebidas esportivas energéticas

Sabe aquelas bebidas esportivas que as pessoas costumam tomar na academia, que podem aparecer em sabores como laranja, limão, entre outros?

Então, sua formulação é para atletas. Isto é, pessoas que praticam exercícios físicos intensos, perdem muita água e eletrólitos ao executar seu esporte e precisam recuperá-los em curto prazo.

Essas bebidas não são boas para quem não é atleta, não fez uma atividade física intensa e não suou muito. Ou seja, a população em geral.

Nesse caso, o mais importante é se hidratar com água ou eventualmente uma água de coco, se tiver suado muito. Até porque essas bebidas possuem corantes e conservantes, assim como acontece com qualquer outro produto industrializado.

8. Confiar demais na granola

Normalmente, a granola que compramos nos supermercados apresenta uma quantidade alta de gorduras e de açúcares (alguns na forma de xaropes).

Assim, ela se torna uma bomba calórica, que contribui com o ganho de peso. Isso ocorre especialmente se a pessoa achar que pode abusar da granola por ser tratar de um alimento saudável.

Entenda mais a respeito de como a granola pode engordar e aprenda como preparar uma receita de granola low-carb para emagrecer.

Vídeo:

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é uma das nutricionistas mais conceituadas do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

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