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Anticoncepcional Faz Mal à Saúde?

Pílula anticoncepcional

A necessidade de se buscar alternativas de contracepção surgiu ao longo do desenvolvimento da sociedade. As famílias, antigamente, tinham como objetivo somente a reprodução e o foco na transmissão de genes para a próxima geração. Com o passar dos tempos, as pessoas começaram a buscar relacionamentos que tivessem maior foco no prazer, na busca por laços amorosos e também na independência profissional, principalmente no caso das mulheres.

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As pílulas anticoncepcionais vêm sendo desde a década de 60 usadas por mais de 200 milhões de mulheres no mundo inteiro, tornando-se um dos métodos mais comuns de contracepção. Apesar de a pílula ser considerada segura e também bastante eficaz, muitos médicos levantam questionamentos sobre sua utilização, principalmente no longo prazo.

Vamos entender se o anticoncepcional faz mal à saúde, compreender os diversos benefícios e também os possíveis problemas causados por este método contraceptivo.

Como surgiu a pílula anticoncepcional?

Em maio de 1960, a Food And Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos nos Estados Unidos, realizou a aprovação da primeira pílula anticoncepcional do mercado, conhecida na época como Enovid. Apesar de ter sido considerado uma revolução, este medicamento possuía uma dose dez vezes maior de hormônios do que as pílulas atuais, possuindo 150 mg de estrogênio sintético e 9,85 mg de derivados de progesterona em sua composição.

Inicialmente, a pílula foi bastante criticada por diversos setores da sociedade quando lançada na década de 60, pois gerava mudanças fundamentais no comportamento sexual de homens e mulheres, além de também permitir maior controle e liberdade para as mulheres, incluindo, principalmente, aquelas que desejam mais oportunidades na vida profissional, permitindo um efetivo planejamento familiar.

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Devido às altas doses de hormônios sintéticos, as primeiras pílulas provocavam inúmeros efeitos colaterais, aumentando de forma considerável a retenção de líquidos e gerando problemas mais graves que podiam, inclusive, levar a óbito. Somente na década de 70 a indústria farmacêutica evoluiu e desenvolveu uma nova geração de pílulas, contendo uma quantidade menor de hormônios, mas garantindo a mesma eficácia nos resultados.

Finalmente, na década de 90, as indústrias farmacêuticas começaram a desenvolver a terceira geração de pílulas anticoncepcionais, garantindo que estes medicamentos tivessem a eficácia de contracepção sem a quantidade de efeitos colaterais dos remédios anteriores e também auxiliando no aumento da qualidade de vida das mulheres, com o alívio dos sintomas da TPM e redução dos problemas de acne.

O que é a pílula anticoncepcional?

A pílula anticoncepcional é um comprimido formado por substâncias químicas parecidas com os hormônios produzidos pelo corpo feminino. Existem, basicamente, dois tipos principais de contraceptivos orais. O primeiro deles é formado por uma combinação de estrogênio e de progestágeno, sendo chamada de pílula combinada. O segundo tipo é formado somente por progestágeno, sendo chamada de minipílula.

O estrógeno é um hormônio responsável pelo controle da ovulação e também pelo desenvolvimento das características femininas. Os progestágenos são hormônios esteroides bastante parecidos com a progesterona natural, muito utilizados nas pílulas devido às suas propriedades antiestrógenas.

O mercado de anticoncepcionais

No Brasil, diversos métodos anticoncepcionais são aprovados pelo Ministério da Saúde, entre eles os diferentes anticoncepcionais hormonais de uso oral e injetáveis, além do dispositivo intrauterino (DIU) e dos métodos de barreira, tais como o diafragma, o espermicida e a camisinha.

As pílulas disponíveis no mercado atualmente contêm doses baixas de hormônios e trazem muitos benefícios às mulheres, ajudando na regulação da menstruação, na redução das cólicas, aliviando os sintomas da tensão pré-menstrual e também ajudando a proteger o organismo feminino das doenças de câncer de ovário e de endométrio.

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A pílula contraceptiva ainda é o método mais utilizado por boa parte da população e, portanto, é importante que este medicamento seja utilizado da forma adequada e com consciência, pois estes podem apresentar riscos à saúde. Apesar de ter muitos benefícios, diversos médicos questionam se o anticoncepcional faz mal à saúde e quais os possíveis problemas causados com a utilização prolongada deste medicamento.

Os questionamentos em torno deste assunto são inúmeros. A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde, no ano de 2016, mostrou que apenas 54% das mulheres ficaram grávidas de forma planejada, mostrando que o uso de métodos contraceptivos é importante. Ainda assim, os médicos e pesquisadores mostram que, apesar dos inúmeros benefícios deste medicamento, devem ser levadas em consideração as teorias de que o anticoncepcional faz mal à saúde em determinados aspectos.

Portanto, antes de se fazer uso de algum medicamento, deve-se buscar a orientação de um ginecologista que fará um levantamento do histórico familiar, dos hábitos de vida e também de possíveis problemas de saúde existentes. Após um exame clínico detalhado, o médico poderá indicar o uso do melhor método contraceptivo e também o melhor tipo de anticoncepcional para cada caso.

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O anticoncepcional faz mal à saúde realmente?

Existem diversas opiniões diferentes envolvendo este assunto. Alguns médicos são totalmente a favor do uso de anticoncepcionais e outros já levantam os possíveis problemas relacionados à utilização prolongada destes medicamentos.

O uso de remédios sempre pode trazer alguns sintomas e efeitos colaterais, porém, no caso das pílulas anticoncepcionais, estes efeitos são mais raros e o organismo de cada mulher poder reagir de forma diferente para cada tipo de formulação. Portanto, o ajuste do tipo de pílula a ser utilizada deve ser realizado pelo ginecologista.

Alguns estudos mostraram que os hormônios presentes neste tipo de medicamento podem aumentar de forma considerável os riscos de trombose, podendo, inclusive, levar a um quadro de infarto ou até mesmo AVC (Acidente Vascular Cerebral). Estes riscos serão ainda maiores em pacientes com histórico de obesidade, vida sedentária, problemas de diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares ou tabagismo.

Segundo a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o uso de medicamentos contendo estrógeno, que está presente na composição das pílulas anticoncepcionais, aumenta em duas vezes o risco de desenvolver trombose. Estes dados aumentaram as campanhas voltadas para o incentivo pela busca de outros métodos contraceptivos em conjunto com o médico responsável.

Além dos possíveis riscos à saúde, algumas pílulas podem gerar sintomas bastante incômodos, entre eles dores de cabeça, enjoos, sensibilidade nas mamas, ganho de peso, tonturas, presença de manchas no rosto, além de mudanças drásticas de humor. As pílulas também podem causar incômodos intestinais ou estomacais, pequenos ferimentos e sangramentos, além de sintomas pré-menstruais.

Outro possível sintoma é a redução do desejo sexual, que pode ocorrer em função da presença do hormônio estrogênio, que influencia na redução dos níveis de testosterona no organismo, um hormônio responsável pela libido. Além disso, os anticoncepcionais podem reduzir a produção de testosterona, baixando os níveis no organismo e reduzindo o apetite sexual feminino.

O uso de pílulas anticoncepcionais também deve ser evitado em conjunto com a ingestão de alguns tipos de medicamentos que podem reduzir a eficácia da pílula. Os antibióticos como a ampicilina, a tetraciclina e a rifampicina, além de alguns medicamentos anticonvulsivos utilizados no tratamento da epilepsia podem interferir na eficácia da pílula anticoncepcional.

Quais os métodos contraceptivos alternativos disponíveis no mercado?

Quando o médico concorda que o anticoncepcional faz mal à saúde e não recomenda a utilização de pílulas, podem existir alternativas com a mesma eficácia disponíveis no mercado. Veja, a seguir, alguns dos principais métodos alternativos:

  1. Métodos injetáveis: As injeções são alternativas ao uso das pílulas, porém estas também contêm hormônios em sua composição, utilizando também a progesterona e o estrogênio. As injeções são alternativas para quem não tem disciplina de usar a pílula diariamente ou pessoas que utilizem medicamentos que possam reduzir a eficácia das pílulas. Assim como as pílulas, o uso de hormônios injetáveis também pode aumentar os riscos de doenças vasculares.
  2. Adesivo cutâneo: Os adesivos podem ser utilizados na pele e também contêm hormônios progesterona e estrogênio em sua composição, possuindo, porém, menos efeitos colaterais do que as pílulas. Cada adesivo cutâneo permanece colado na pele por uma semana e também pode aumentar os riscos de doenças vasculares.
  3. Anel vaginal: Algumas mulheres sentem muitos sintomas incômodos com o uso das pílulas. O anel vaginal pode ser uma excelente alternativa nestes casos. Eles contêm doses baixas de hormônios que são liberados de forma gradual dentro do canal vaginal. O anel é colocado no fundo da vagina e permanece no corpo por, aproximadamente, três semanas. Como este método também contém hormônios progesterona e estrogênio, os riscos de desenvolver doenças vasculares também existem com uso do mesmo.
  4. Dispositivo intrauterino (DIU): Existem, basicamente, dois tipos dispositivos intrauterinos: o de progesterona e o de cobre. O primeiro tipo tem a duração de um período de cinco anos e pode ser indicado para pacientes com endometriose ou que tenham problema de fluxo intenso. O segundo tipo pode durar de três a dez anos, porém não deve ser indicado para mulheres com fluxo intenso ou com cólicas. O DIU de cobre não contém hormônios e, neste caso, não aumenta os riscos de doenças vasculares.
  5. Preservativos: Por fim, o uso de camisinhas é uma alternativa para quem deseja um método de contracepção sem os riscos de desenvolver doenças causadas pelas doses de hormônios presentes em outros métodos. Além de ser eficaz para evitar a gravidez, a camisinha promove uma barreira que protege o organismo contra doenças sexualmente transmissíveis, um diferencial em relação aos métodos anteriormente apresentados.

Conclusão

As pílulas anticoncepcionais trouxeram mudanças fundamentais no comportamento feminino na sociedade, permitindo melhor controle da vida familiar e, como consequência, de outros setores também. Com o passar dos anos, a indústria farmacêutica pôde desenvolver medicamentos contraceptivos que tivessem uma alta eficácia e que apresentassem poucos efeitos colaterais.

Alguns pesquisadores e especialistas afirmam que o anticoncepcional faz mal à saúde e que este pode gerar muitos problemas de saúde em função do uso prolongado. Procure sempre a orientação de um médico para escolher o adequado método contraceptivo e busque informações antes de utilizar qualquer medicamento.

Referências adicionais:

Você já tinha ouvido falar que o anticoncepcional faz mal à saúde em diferentes aspectos? Seu ginecologista recomendou que tipo de método contraceptivo? Comente abaixo!

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Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite
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