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- O halterofilista americano Kendrick Farris, vegano desde setembro de 2014, levantou 364 kg e ficou em primeiro lugar no campeonato pan-americano deste ano, e vai disputar a Rio 2016 na categoria até 94 kg.
- A velocista australiana Morgan Mitchell, vegana há um ano e meio, venceu invicta o campeonato nacional da Austrália nos 400 metros e garantiu vaga na Rio 2016, também no revezamento 4x400m feminino.
- Mitchell contou que se tornou vegana após assistir a um documentário e que, segundo sua nutricionista, uma dieta baseada em plantas supre todas as suas necessidades nutricionais.
- De acordo com o artigo, o rendimento de Mitchell melhorou depois que ela abandonou produtos de origem animal, após dois anos de alimentação vegana.
- O texto também cita outros atletas veganos, como o jogador de críquete Peter Siddle e os ex-atletas olímpicos Carl Lewis e Murray Rose, este último vegano durante toda a carreira na natação.
Você ainda é um daqueles que acreditam que a alimentação vegana é sinônimo de fraqueza e falta de energia? Já pensou na possibilidade de existirem atletas veganos nas Olimpíadas Rio 2016, que começam esta semana? E se eles forem possíveis destaques de seus esportes nos Jogos?
O caso mais surpreendente certamente é o do halterofilista norte-americano Kendrick Farris, de 29 anos. Sem consumir nada de origem animal desde setembro de 2014, Farris levantou nada menos do que 364 kg e ficou em primeiro lugar no campeonato pan-americano, realizado este ano na Colômbia.
Você pode ter certeza que fraqueza passa longe da rotina pesada de treinos de um atleta do halterofilismo, um esporte que requer extrema força para levantar cargas, mesmo ele sendo vegano. Kendrick vai disputar a modalidade até 94kg masculino do levantamento de peso na Rio 2016.

Outra atleta vegana que tem chances de se destacar nos Jogos Olímpicos é a velocista australiana Morgan Mitchell, de apenas 21 anos. A jovem é especialista nos 400 metros e venceu o campeonato da Austrália invicta. Mitchell chegou na frente nas 12 corridas do circuito nacional, assegurando sua vaga no Rio 2016. Ela também participará pela seleção australiana do revezamento 4 x 400m feminino.
“Eu sou vegana há um ano e meio. E isso realmente me ajudou em tudo: energia, saúde, o meio ambiente. Eu sou uma daquelas pessoas que se importa com tudo. É o que eu escolhi fazer”, contou a australiana em entrevista à ONG PETA.
Além de Farris, Mitchell faz parte de um cada vez maior número de atletas veganos, incluindo o seu conterrâneo jogador de críquete Peter Siddle, o Mr. Universe Barny du Plessis – e os lendários atletas olímpicos Carl Lewis e Murray Rose, também australiano, vegano desde a sua infância e durante a sua carreira inteira na natação, esporte pelo qual conquistou 4 medalhas de ouro para a Austrália entre 1956 e 1960.
Morgan Mithell afirma que se tornou vegana em 2014, após assistir a um documentário que a fez refletir: “Eu não quero contribuir com isso. Eu amo os animais. Vê-los sendo retirados de suas mães me deixou realmente triste” completou.
Mitchell confessou que muita gente ao seu redor foi contra quando ela tomou a decisão de ser vegana. “Um monte de gente foi contra, mas eu simplesmente disse: ‘minha carreira não pode vir antes da vida de outro animal, sinto muito.”, afirmou a atleta. Curioso para saber como foi montada sua dieta?
“Eu sentei com a minha nutricionista e ela disse que todas as minhas necessidades nutricionais poderiam vir de uma dieta baseada em plantas. Muitas pessoas simplesmente não entendem o veganismo. Todas as vitaminas e minerais que você consome, eu também consumo. Tofu e feijão têm mais proteínas do que produtos animais, por exemplo.”
E ao contrário do que os amigos e familiares pensaram que iria acontecer, o rendimento de Mitchell só melhorou após ela abandonar produtos animais. E não tem prova maior disso do que o brilhante campeonato nacional que fez e sua vaga nos Jogos Olímpicos do Rio. Tudo conquistado após 2 anos de alimentação vegana.
