6 exames para o diagnóstico de câncer de mama

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atualizado em 30/06/2022

Quando se fala em câncer de mama, o primeiro exame que vem à mente é a mamografia, que é o principal método de rastreamento e diagnóstico do câncer de mama. Ele consiste em um exame de raio-X realizado com um equipamento especial, chamado mamógrafo. 

Com esse exame, o câncer de mama pode ser detectado em seus estágios iniciais, fazendo com que as chances de cura cheguem a até 95%. O tratamento precoce do câncer é menos agressivo e proporciona maiores chances de preservação da mama. 

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Mas, além da mamografia, há outros exames que podem ser solicitados pelo médico ou médica ginecologista ou mastologista, quando a mulher chega ao consultório com a queixa de um possível nódulo ou com alterações no formato e textura da pele das mamas e dos mamilos. 

Veja mais detalhes sobre a mamografia e outros exames que podem ser solicitados para investigar um possível câncer de mama.  

Autoexame da mama

Autoexame de mama
A própria pessoa pode e deve fazer o autoexame com frequência para a prevenção

O autoexame da mama é um exame de palpação realizado pela própria pessoa, que é fundamental para que ela conheça as características de suas mamas e seja capaz de identificar possíveis alterações. 

Ele é indicado para mulheres jovens, que tenham histórico familiar de câncer de mama, e a partir dos 40 anos de idade, para aquelas sem casos na família. 

A frequência recomendada para o autoexame é uma vez ao mês, de preferência após a menstruação, visto que é normal as mamas apresentarem alterações antes e durante esse período. As mulheres que estão na menopausa podem escolher uma data fixa no mês, para realizar o autoexame. 

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Esse olhar atento às mamas pode possibilitar a identificação de sinais de alerta mas, é importante ressaltar, que é relativamente comum o aparecimento de pequenos nódulos nas mamas. 

Sendo assim, é fundamental comunicar os seus achados ao seu médico ou médica, para que a situação seja esclarecida e, se necessário, investigada com outros exames. 

Os sinais importantes de serem investigados são:

  • Presença de um nódulo ou caroço endurecido na mama
  • Nódulo ou caroço que persiste por mais de um ciclo menstrual
  • Aumento de um nódulo ou caroço
  • Inchaço de toda mama ou de uma parte dela
  • Alterações da pele da mama ou do mamilo, como irritação, retração e espessamento
  • Vermelhidão na pele da mama
  • Coceira frequente na mama ou no mamilo
  • Inversão do mamilo ou alteração na coloração e formato das aréolas
  • Saída de secreção amarelada ou avermelhada do mamilo
  • Linfonodos (ínguas) aumentados nas axilas

Exame físico da mama

O exame físico da mama é uma avaliação clínica realizada por um médico ou médica ginecologista ou mastologista. Esta é a primeira avaliação realizada, quando a mulher chega ao consultório com queixa de alguma alteração na mama.

No exame físico da mama, o/a profissional faz a palpação da mama, para verificar se há algum nódulo, alteração no aspecto da pele ou liberação de secreção pelo mamilo. 

Se houver alguma alteração, outros exames são solicitados para uma investigação mais detalhada. Não é possível estabelecer um diagnóstico apenas com este exame, nem mesmo suspeitar se o nódulo é benigno ou maligno.

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Ultrassonografia da mama

Ultrassom
O ultrassom também pode ajudar na visualização do câncer de mama

A ultrassonografia da mama, também conhecida como ecografia mamária, é um exame que serve para visualizar e diferenciar cistos, com conteúdos líquidos, de nódulos compostos de massas sólidas. 

Neste sentido, é muito útil para caracterizar o cisto ou nódulo como benigno ou potencialmente maligno, guiando as próximas etapas da investigação. No caso de cistos e nódulos suspeitos, a ultrassonografia também pode ser usada para guiar a agulha de punção, para o exame de biópsia.  

Normalmente, a ultrassonografia é indicada para pacientes mais jovens, que apresentam mais tecido fibroglandular nas mamas, o que dificulta a visualização de nódulos com a mamografia. 

O exame também pode ser indicado quando o resultado da mamografia chama atenção para um possível nódulo maligno, sendo usado para uma melhor caracterização desse nódulo e para guiar a agulha de biópsia. 

Assim, quando a ultrassonografia é solicitada após a mamografia, é porque há necessidade de uma reavaliação, para um diagnóstico preciso.

Neste exame, o médico ou médica aplica um gel sobre a mama e, em seguida, posiciona o aparelho transdutor, deslizando-o sobre a mama, para visualização e obtenção de imagens de toda a estrutura interna.

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O aparelho de ultrassom emite ondas sonoras de alta frequência, que atingem as estruturas internas das mamas, fazendo-as refletirem ecos. Por meio desses ecos, são formadas as imagens na tela do computador e os cistos e nódulos são diferenciados e caracterizados, como benignos ou potencialmente malignos. 

Mamografia digital da mama

A mamografia digital consiste em um exame de raio-X das mamas, com aquisição de imagens digitais, que aparecem na tela de um computador. 

A mamografia utiliza um equipamento específico para tirar o raio-X das mamas, que é o mamógrafo. Ele comprime as mamas, de modo que o tecido mamário fica mais distribuído, facilitando a passagem dos raios-X. Assim, doses mais baixas de radiação, em comparação com as radiografias convencionais, são suficientes para examinar as mamas.

A mamografia digital é indicada como exame de rastreamento para mulheres assintomáticas na faixa etária de 50 a 69 anos, a cada dois anos. O Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento do câncer de mama com mamografia em mulheres abaixo dos 50 anos. 

Já algumas entidades médicas importantes, como a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomendam o exame anual a partir dos 40 até os 74 anos.

Dessa forma, é importante seguir a orientação do seu médico ou médica, que conhece o seu caso e pode solicitar o exame, mesmo em idade mais jovem e em intervalos mais frequentes, dependendo de seu histórico médico e familiar. 

Ressonância magnética da mama

A ressonância magnética é um exame de imagem, que utiliza ímãs ao invés de radiação, para a aquisição das imagens. 

Normalmente, a ressonância magnética é solicitada para investigar mais detalhadamente tumores em mulheres já diagnosticadas com câncer de mama e para verificar se há outros que, possivelmente, não tenham sido detectados na mamografia. 

Para mulheres com alto risco de desenvolver câncer de mama, o exame de ressonância magnética é indicado juntamente com a mamografia anual por algumas entidades médicas. O exame, entretanto, não é recomendado de forma isolada, pois há alguns tipos de cânceres que só são diagnosticados com a mamografia. 

Biópsia da mama

Biópsia
A biópsia é um exame indicado quando há suspeita do câncer de mama a partir de outros exames

A biópsia da mama é um exame que consiste na aspiração de um pequeno fragmento de tecido de um nódulo suspeito da mama, guiado por ultrassom.  

Esse fragmento de tecido é encaminhado para análise laboratorial, feita por um médico ou médica patologista, que analisa as células e, assim, consegue identificar se são benignas ou malignas.

A biópsia de mama é indicada somente quando há suspeita de câncer de mama, por causa de resultados obtidos em outros exames, como a mamografia e a ultrassonografia. 

Esse exame pode ser realizado em hospital ou consultório, com aplicação de anestesia local. O exame dura em torno de 20 minutos e não há necessidade de pontos, apenas de um curativo superficial.

Fontes e referências adicionais

Qual ou quais exames para diagnóstico de câncer de mama você já fez? Qual foi a alteração que te levou a buscar ajuda médica? Precisou de outros exames e tratamentos? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Lucio Pacheco

Dr. Lucio Pacheco é Cirurgião do aparelho digestivo, Cirurgião geral - CRM 597798 RJ/ CBCD. Formou-se em Medicina pela UFRJ em 1994. Em 1996 fez um curso de aperfeiçoamento em transplantes no Hospital Paul Brousse, da Universidade de Paris-Sud, um dos mais especializados na Europa. Concluiu o mestrado em Medicina (Cirurgia Geral) em 2000 e o Doutorado em Medicina (Clinica Médica) pela UFRJ em 2010. Dr. Lucio Pacheco é autor de diversos livros e artigos sobre transplante de fígado. Atualmente é médico-cirurgião, chefe da equipe de transplante hepático do Hospital Copa Star, Hospital Quinta D'Or e do Hospital Copa D'Or. Além disso é diretor médico do Instituto de Transplantes. Suas áreas de atuação principais são: cirurgia geral, oncologia cirúrgica, hepatologia, e transplante de fígado. Para mais informações, entre em contato.

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