Leptospirose – Sintomas, causas e tratamento

Especialista da área:
atualizado em 11/03/2021

Apesar de rara, a leptospirose ainda existe. Fique então sabendo quais os sintomas, as causas e o tratamento dessa doença.

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A leptospirose é uma infecção aguda grave. Quando não tratada, a doença pode evoluir para condições mais sérias como a meningite ou a doença de Weil.

Comum em locais com clima tropical como o Brasil, a leptospirose pode causar muito mal-estar. Aliás, outras doenças tropicais são a febre amarela e a dengue.

O contágio se dá pelo contato com uma bactéria que vive em animais como ratos, guaxinins, raposas e gambás, por exemplo.

Por isso, a leptospirose é mais comum em centros urbanos em que os ratos são mais abundantes. Mas fique tranquilo, pois uma pessoa dificilmente passa a infecção para a outra.

Confira abaixo os sintomas da leptospirose e as causas para saber como se proteger.

Sintomas

mulher passando mal

A infecção pela bactéria Leptospira pode causar sintomas como:

  • Febre alta;
  • Mal-estar;
  • Dor muscular;
  • Tosse;
  • Cansaço ou fadiga;
  • Náusea;
  • Diarreia;
  • Calafrios;
  • Dor de cabeça;
  • Olhos vermelhos e irritados;
  • Desidratação;
  • Manchas vermelhas na pele;
  • Perda de apetite.

De acordo com o Centers for Diseases Control and Prevention (CDC), os sintomas surgem de repente cerca de 5 a 14 dias depois da infecção.

Mesmo sem o tratamento adequado, a maioria das pessoas se recupera bem da doença. Por outro lado, 10% das pessoas infectadas podem desenvolver o tipo grave da doença, que pode ser fatal e causar os seguintes sintomas:.

  • Insuficiência renal;
  • Insuficiência hepática;
  • Batimento cardíaco irregular;
  • Hemorragia nasal;
  • Dor no peito;
  • Dificuldade para respirar;
  • Inchaço nas mãos, pés ou tornozelos;
  • Perda de peso sem explicação;
  • Icterícia;
  • Confusão ou desorientação mental;
  • Tosse com sangue.

Causas da leptospirose

água contaminada com leptospira

Várias bactérias do gênero Leptospira podem causar leptospirose. Em geral, a bactéria chega até os humanos por meio do contato com água ou solo que contém urina de um animal contaminado. 

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Para isso, é preciso que a pele tenha alguma fissura para a bactéria se instalar. Outra forma de infecção ocorre quando a bactéria entra em contato com os olhos ou com as mucosas do corpo.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a leptospirose afeta apenas 10 a cada 100 mil pessoas. Mas a infecção é mais comum em regiões tropicais. 

Assim, é importante estar atento em situações de enchentes ou inundações, por exemplo, em que o contato com água e solo contaminado é quase certo.

Tratamento da leptospirose

Nos casos mais simples de tratar, o tratamento consiste no uso de antibióticos como a doxiciclina ou a penicilina.

Além disso, o paracetamol também pode fazer parte do tratamento. Então, os sintomas tendem a melhorar dentro de 3 a 4 dias.

Mas, por causa da gravidade da infecção bacteriana, algumas pessoas precisam obter tratamento no hospital. Isso é necessário porque podem surgir complicações de saúde, como por exemplo:

  • Icterícia;
  • Problemas renais;
  • Hemorragia.

Enquanto isso, em caso de internação, o paciente com leptospirose pode precisar de:

  • Antibiótico na veia;
  • Fluidos intravenosos para hidratar e nutrir o corpo;
  • Ventilador para ajudar a respirar;
  • Diálise caso os rins sejam afetados.

Cuidados

Ao suspeitar de leptospirose, é importante buscar orientação médica. Além disso, evite a automedicação para aliviar sintomas como dor e febre. Isso porque a aspirina é contraindicada devido ao risco maior de hemorragia.

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Além disso, mesmo sendo rara, é importante se prevenir contra a doença. Por isso:

  • Tome cuidado extra em épocas de chuvas e inundações;
  • Evite nadar em lagos ou rios com mau cheiro ou sinais de contaminação;
  • Não tome água de rios ou de outras fontes com origem suspeita;
  • Só beba água mineral engarrafada ou que tenha sido fervida antes do consumo;
  • Cubra feridas abertas na pele com um curativo à prova d’água;
  • Tome um banho imediatamente depois de nadar em água doce ou ter qualquer tipo de contato com água de enchente.

As medidas básicas de proteção mencionadas acima são suficientes para te proteger da leptospirose.

Fontes e Referências Adicionais

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Sobre Dr. Marcos Marinho

Dr. Marcos Marinho é especialista em Gastroenterologia, Endoscopia Digestiva e Ultrassonografia - CRM 52.104130-4. Formou-se em Medicina pela Universidade do Grande Rio (Unigranrio) e é pós-graduado em Gastroenterologia pelo IPEMED. Realizou cursos de ultrassonografia geral e intervencionista pela Unisom, ultrassonografia musculoesquelética e Doppler pelo CETRUS. Atualmente, é pós-graduando de Endoscopia Digestiva pela Faculdade Suprema de Juiz de Fora-MG. No momento, atua em vários municípios do estado do Rio de Janeiro como na capital, Niterói, Magé e Araruama. Dr. Marcos Marinho tem experiência em setores variados de sua especialização e continua em constante aprendizado e evolução para ser uma referência da área. Para mais informações, entre em contato através de seu Instagram oficial @drmarcosmarinho

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