Por Que Algumas Pessoas Não Conseguem Parar de Comer? – Pesquisadores Revelam

Especialista:
atualizado em 30/01/2020

Você certamente conhece alguém que representa bem a expressão “parece um saco sem fundo”, se não for você essa pessoa, é claro. É aquele que por mais que coma, não consegue parar de sentir fome e só deixa de se alimentar praticamente na hora em que vai se deitar.

E provavelmente você já deve ter se perguntado por que é que isso acontece, não é mesmo? Por que será que tem gente que demora para ficar satisfeita com a alimentação? Pois parece que pesquisadores australianos encontraram a resposta para essa pergunta: a falta de proteínas no organismo.

Os cientistas do Charles Perkins Centre da Universidade de Sidney descobriram que quando há falta desse nutriente, o corpo é estimulado a comer mais, até que a quantidade certa de proteínas seja atingida, mesmo que isso resulte em um consumo de energia maior do que o necessário.

O estudo, que foi publicado no Obesity Review (Revista da Obesidade, tradução livre), foi feito através da análise de 38 testes experimentais, que contemplavam uma gama de faixas etárias, Índices de Mass Corporal (IMC) e duração de dietas. “Descobrimos que, independentemente da sua idade ou IMC, seu apetite por proteína é tão forte que você vai continuar comendo até obter proteína suficiente, o que pode significar que você comerá muito mais do que deveria”, explicou a Dra. Alyson Gosby, pós-doutorada e principal responsável pela pesquisa, de acordo com o Hype Science.

Algo que merece atenção é o fato de que quando uma pessoa tem uma dieta que aumenta a quantidade de carboidratos e gordura, a proteína consumida é reduzida, o que contribui para o aumento da ingestão de energia.

Como diz a Dra. Gosby, quem acrescenta um refrigerante no almoço, por exemplo, que é rico em calorias, mas possui pouca proteína, não ganha só as calorias da bebida em si, como terá que consumir outros alimentos ainda para suprir a necessidade das proteínas no organismo. “Se você adicionar um refrigerante no seu almoço, você adiciona um monte de calorias, mas ainda vai ter que comer a mesma quantidade de comida”.

Um dos problemas é que, se por um lado a necessidade do organismo por proteínas é grande, por outro, o número de alimentos consumidos regularmente que possuem um baixo teor do nutriente também é.

Entretanto, a cientista australiana não aconselha o aumento da ingestão de proteínas na alimentação – já que a maioria das pessoas até as consome na quantidade correta, mas acaba comendo em excesso até obtê-las – porém, recomenda que ao fazer uma dieta a pessoa não olhe apenas para o número de calorias contidas em um alimento, mas também para a sua composição de macronutrientes. “Se você cortar calorias, mas não considerar a ingestão de proteína, você vai estar com fome e sua dieta não vai ser bem sucedida”.

A Dra. Gosby falou também que espera que as descobertas possam ajudar as pessoas que sofrem com sobrepeso e obesidade no mundo – são 2,1 bilhões de acordo com pesquisa da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

A australiana ainda ressaltou que ela e sua equipe não esperam que as pessoas tenham uma dieta rica em proteínas, o que poderia ser inviável, mas que passem a fazer refeições equilibradas e saudáveis, preparando os próprios alimentos e fugindo das comidas processadas, que contêm um valor energético muito alto, ao mesmo tempo em que possuem uma baixa quantidade de proteína. “Poderia fazer uma enorme diferença para a quantidade de alimento que você precisa consumir, finalizou a pesquisadora.

Você acredita que sofre da compulsão alimentar? Gostou da explicação dos pesquisadores para essa condição? Comente abaixo.

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