Calvície feminina

10 Causas da Calvície Feminina e Melhor Tratamento

A perda de cabelo, quando afeta as mulheres, é chamada de calvície feminina. Ainda que o padrão de perda de cabelo nas mulheres seja diferente dos homens, a queda capilar também incomoda esteticamente.

É comum que, com o passar dos anos, as mulheres percam mais fios de cabelo do que o normal. No entanto, em casos em que essa queda de cabelo se torna visível é aconselhável buscar um tratamento para amenizar o problema.

Além do fator hereditário, a calvície feminina pode ter outras causas que serão abordadas nesse artigo, junto com dicas de como tratar esse problema tão desagradável para as mulheres.

Calvície feminina

Conhecida também como alopecia androgenética, a calvície feminina é uma perda excessiva de cabelo em que o couro cabeludo fica ralo ou totalmente exposto em algumas regiões.

Apesar do mesmo nome, a calvície feminina não é igual à calvície masculina. No caso dos homens, a calvície é caracterizada pela perda de cabelo na região frontal da cabeça, que vai progredindo com o tempo até alcançar ou não a cabeça inteira e deixando o homem careca. Nas mulheres, esse padrão de queda não tem um local determinado. Isso significa que a queda pode ocorrer em qualquer local do couro cabeludo e a aparência da calvície feminina varia muito de caso a caso.

A perda de cabelo feminina é normal e costuma aumentar com a idade. Estima-se que até dois terços das mulheres sofrem com queda de cabelo após a menopausa, época em que as mulheres tendem a ficar com o cabelo mais ralo.

Na calvície feminina, a fase normal do crescimento capilar diminui. Além disso, demora mais tempo para novos fios de cabelo começarem a crescer e os folículos capilares encolhem, fazendo com que os cabelos fiquem cada vez mais finos e quebradiços.

Queda normal de cabelo

As mulheres em geral perdem algo entre 50 a 100 fios de cabelo diariamente e isso é normal. Quando o cabelo é lavado, é normal a perda de até 250 fios por dia de acordo com dados da American Academy of Dermatology.

Já uma pessoa com alopecia androgenética apresenta uma taxa de queda muito maior que isso. Mulheres com calvície feminina notam alguns sinais característicos de queda anormal, como:

  • Fios de cabelo em excesso no travesseiro ao acordar;
  • Perda de muitos fios de cabelo mesmo ao pentear suavemente;
  • Cabelo mais ralo do que o normal;
  • Falhas no couro cabeludo quando o cabelo é puxado para trás.

Além disso, mulheres mais jovens correm menos risco de sofrer calvície. As mulheres têm maior risco de começar a perder muito cabelo quando atingem a idade de 40 ou 50 anos de idade.

Tipos de calvície

Existem basicamente 3 tipos de calvície feminina:

  • Tipo I: calvície em que há uma pequena perda de cabelo em um local determinado;
  • Tipo II: calvície em que uma pequena perda de cabelo localizada começa a se alargar, ocorrendo mais perda de fios de cabelo ao redor dela;
  • Tipo III: calvície caracterizada pelo fato de a queda de cabelo ocorrer em várias regiões diferentes, deixando inclusive algumas marcas bem visíveis de falta de cabelo no couro cabeludo.

A boa notícia é que mesmo apresentando calvície do tipo III, é muito pouco provável que uma mulher fique totalmente careca por causa da calvície, problema que afeta alguns homens.

Causas

  1. Fator genético: A calvície feminina é um problema hereditário transmitido de pais para filhos. É muito provável que uma mulher sofra de calvície se ela herdou genes de seus pais ou se outros parentes próximos também apresentarem problemas de perda de cabelo.
  2. Fator hormonal: Os hormônios também influenciam na perda de cabelo. Um fato que comprova isso é que a queda se torna mais comum após a menopausa, fase da vida em que há uma mudança brusca na produção hormonal. Problemas na produção de hormônios andrógenos como a testosterona também podem desencadear a calvície feminina, embora ainda não seja comprovado cientificamente que isso pode ocorrer.
  3. Maus hábitos: Uma nutrição inadequada ou o hábito de fumar também pode aumentar o risco de calvície em mulheres.
  4. Uso de medicamentos: Alguns medicamentos podem apresentar a perda de cabelo como efeito colateral. Assim, é importante informar ao médico qualquer tipo de suplemento ou medicamento que esteja tomando durante o diagnóstico. Remédios usados no tratamento de câncer, por exemplo, podem causar a queda de cabelo como um efeito adverso. No entanto, é uma condição temporária em que o cabelo volta a crescer quando o tratamento é finalizado. Outros medicamentos como antidepressivos, anticoagulantes e betabloqueadores também podem causar queda de cabelo.
  5. Alopecia de tração: A alopecia de tração é caracterizada pela perda de cabelo que ocorre quando uma pessoa usa penteados que puxam o cabelo para trás com muita força. Isso pode enfraquecer a raiz dos cabelos e resultar na perda excessiva de fios.
  6. Síndrome do ovário policístico: A síndrome do ovário policístico pode produzir mais hormônios andrógenos do que o normal, o que pode afetar o crescimento capilar no couro cabeludo.
  7. Problemas na tireoide: Problemas na tireoide como hipotireoidismo ou hipertireoidismo podem causar perda de cabelo. Nesses casos, o diagnóstico é mais simples, podendo ser detectado o problema através de um exame de sangue que analise os níveis do hormônio estimulante da tireoide.
  8. Anemia ferropriva: Esse tipo de anemia é causado pela deficiência de ferro no organismo, que pode resultar na perda de cabelo. Um exame de sangue pode detectar facilmente esse problema.
  9. Estresse: Um grande trauma ou um estresse psicológico ou emocional muito forte pode causar a perda de cabelo durante a crise ou alguns meses após o ocorrido. Nestes casos, a perda de cabelo pode acontecer em qualquer região do couro cabeludo e o tratamento envolve terapia e técnicas de relaxamento para restabelecer o equilíbrio emocional.
  10. Doenças autoimunes: Algumas doenças autoimunes como a alopecia areata podem fazer com que o próprio sistema imunológico ataque os folículos capilares, prejudicando o crescimento e causando a perda de cabelo.

Outras causas

A perda de cabelo também pode ocorrer devido a uma fraqueza no organismo, como após passar por um processo cirúrgico ou outras condições debilitantes como uma febre muito alta ou infecções graves no organismo.

Quando além da perda de cabelo, são observados sintomas como acne grave, crescimento anormal de pelos ou ciclo menstrual irregular, é preciso procurar um médico para fazer um diagnóstico, já que nesses casos a causa da calvície pode ser outro problema de saúde.

Algumas doenças que afetam a pele como a psoríase e a dermatite seborreica ou a deficiência de vitamina A também podem ocasionar queda de cabelo.

Diagnóstico

Ao notar uma queda anormal de fios de cabelo, é importante procurar um médico ou um dermatologista que deve analisar o seu couro cabeludo.

Em casos de suspeita de alguma condição análoga como um problema na tireoide, nas substâncias andrógenas ou na deficiência de nutrientes importantes para o crescimento do cabelo como o ferro, por exemplo, é possível realizar um exame de sangue para confirmar ou descartar a hipótese do médico.

Como tratar

Geralmente, a calvície feminina pode ser “escondida” pelo próprio cabelo. Porém, em algumas mulheres o problema fica muito visível e é preciso adotar algum tratamento para ocultar a falta de cabelo.

– Melhor tratamento para calvície feminina

O tratamento da calvície vai depender muito da causa. Assim, não é possível afirmar que há um tratamento melhor e mais eficaz que todos os outros. Porém, existe o tratamento mais usado e aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) que é o uso do remédio Minoxidil.

O Minoxidil, conhecido também comercialmente como Rogaine, é o único remédio aprovado nos EUA para o tratamento da calvície feminina. Ele pode ser encontrado em fórmulas contendo 2 ou 5% do princípio ativo em sua composição.

Geralmente, o remédio é aplicado diretamente sobre o couro cabeludo diariamente. Ele atua restaurando um pouco do cabelo perdido e engrossando os fios ainda existentes.

Os resultados são demorados e é preciso persistência no tratamento. Os primeiros resultados só devem ser observados dentre 6 e 12 meses de tratamento e isso faz com que muitas pessoas larguem o remédio antes disso.

Além disso, alguns efeitos adversos podem desencorajar o uso do medicamento, como:

  • Coceira no couro cabeludo;
  • Vermelhidão;
  • Couro cabeludo ressecado;
  • Crescimento de pelos em áreas indesejadas como no rosto.

Além do Minoxidil, outros medicamentos para a perda de cabelo podem ser indicados por um médico. Vale ressaltar que o uso desses remédios jamais deve ser feito por conta própria devido ao risco de efeitos colaterais graves.

– Finasterida e Dutasterida

Alguns deles são Finasterida e Dutasterida, que são aprovados pelo FDA, mas apenas para uso masculino. Alguns médicos indicam o uso desses medicamentos “off-label”, no entanto, eles não são feitos para mulheres e podem causar efeitos adversos como dor de cabeça, redução da libido e ondas de calor e outros efeitos desconhecidos. Além disso, mulheres grávidas não devem usar esses medicamentos devido ao risco de defeitos congênitos.

– Espironolactona

Trata-se de um diurético que ajuda a remover o excesso de fluidos que também bloqueia a produção de andrógenos e, desta forma, pode ajudar a regenerar o cabelo.

Além de não ter um efeito garantido, o medicamento pode causar efeitos colaterais que incluem: desidratação, boca seca, fadiga, náusea, tontura, menstruação irregular, alterações na pressão arterial, defeitos congênitos no feto se estiver grávida e desequilíbrios eletrolíticos.

– Suplementos dietéticos

Em casos de perda de cabelo por desnutrição, é provável que o médico indique suplementos de ferro, biotina ou ácido fólico para fortalecer e engrossar o cabelo. Porém, os efeitos também não são garantidos.

– Transplante de cabelo

Outros tratamentos disponíveis incluem o transplante de cabelo, em que os fios são removidos de uma parte do couro cabeludo que tem bastante folículos capilares, como na região da nuca, e são transplantados para o local com problemas de queda.

Trata-se de um tratamento com grande chance de sucesso, mas que pode ser muito caro dependendo da técnica escolhida e um pouco invasivo.

É possível considerar o transplante capilar como um dos melhores tratamentos para a calvície feminina, mas cada caso deve ser avaliado individualmente e é preciso cumprir alguns pré-requisitos (como idade mínima para realizar o procedimento) e é necessário que a queda tenha cessado por completo para uma avaliação adequada.

– Tratamento a laser

Existem alguns tratamentos com laser disponíveis para estimular o crescimento dos fios de cabelo. No entanto, mais pesquisas ainda são necessárias para atestar a eficácia desses métodos no tratamento da calvície feminina.

Dicas para cuidar bem do seu cabelo

A menos que a sua queda de cabelo seja devido a um problema genético ou alguma outra doença, é possível evitar a quebra e a perda excessiva de fios com algumas medidas preventivas simples:

  1. Mantenha uma dieta saudável com alimentos ricos em ferro como feijão, verduras escuras e cereais fortificados com ferro ou ácido fólico;
  2. Evite tratamentos agressivos nos cabelos como escovas progressivas e outros tratamentos que podem quebrar e danificar os fios de forma permanentes;
  3. Não fume, pois o hábito danifica os folículos capilares e acelera a perda de cabelo;
  4. Evite exposição excessiva ao sol sem proteger o couro cabeludo, especialmente nos horários em que o sol é mais forte;
  5. Escove os cabelos com cuidado quando estiverem molhados para evitar a quebra desnecessária.

A calvície feminina pode ter diversas causas. Quanto antes o seu problema for detectado, melhores são as chances de que o tratamento funcione. Assim, é indispensável consultar um dermatologista ou um médico de sua confiança que possa diagnosticar o seu problema e indicar a melhor opção de tratamento para o seu caso.

Referências adicionais:

Você já tinha ouvido falar da calvície feminina? Conhece alguém que tenha sofrido com essa condição e feito um tratamento com bons resultados? Comente abaixo!

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Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)


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