Deficiência de vitamina A

Falta de Vitamina A – Sintomas, Causa, Fontes e Dicas

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a deficiência de vitamina A é um problema de saúde pública que afeta especialmente crianças pequenas e mulheres grávidas em países de baixa renda. Neste artigo, iremos apresentar os principais sintomas e causas da falta de vitamina A, bem como suas fontes e dicas.

A falta de vitamina A é um problema de saúde pública

A vitamina A é o nome genérico de um grupo de compostos orgânicos que engloba o retinol, o ácido retinoico, o retinaldeído e os carotenoides pró-vitamina A.

Trata-se de nutriente muito importante para o nosso organismo, que contribui para a uma boa visão, bem como para o crescimento e desenvolvimento, integridade das células epiteliais, expressão gênica, reprodução, sistema imunológico e defesa antioxidante.

Estimativas apontam que 250 milhões de crianças pré-escolares no mundo apresentem deficiência de vitamina A, e que 250 mil a 500 mil crianças fiquem cegas a cada ano, sendo que metade delas morre dentro de 12 meses da perda da visão.

Outro grupo que sofre da falta de vitamina A são as grávidas. Em locais de alto risco, essa carência tende a acontecer no último trimestre de gravidez, quando a demanda pela vitamina aumenta (por parte dos dois, mãe e feto).

A deficiência de vitamina A é um problema de saúde pública no continente africano, sudeste asiático e nos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

Sintomas

Um dos sintomas mais conhecidos da falta de vitamina A é a cegueira noturna, uma condição que deixa a pessoa incapaz de distinguir imagens quando a iluminação é fraca. Vale destacar que o problema surge quando a carência já é grave. A queratomalácia, doença caracterizada pela dessecação, xerose e úlcera da córnea e conjuntivite, costuma anteceder a cegueira noturna.

A falta de vitamina A também pode provocar a queratinização da pele (hiperqueratose folicular) e das membranas mucosas do trato digestivo, urinário e respiratório (o que diminui a eficácia das mesmas frente às infecções.)

Outros sintomas observados na carência de vitamina A são a redução da quantidade de osteoclastos (células responsáveis pela reabsoração do tecido ósseo, o que leva ao aumento da deposição no periósteo), a ocorrência de anemia (pela vitamina atuar no metabolismo do ferro), de depressão do sistema imune, problemas na espermatogênese, desenvolvimento embrionário anormal e aborto.

Nas crianças, além das enfermidades nos olhos, a deficiência de vitamina A é relacionada ao aumento da severidade de doenças comuns da infância, como a pneumonia, o sarampo e as diarreias, podendo até mesmo levar a morte. Em se tratando das grávidas, a falta de vitamina A também provoca cegueira noturna e pode aumentar o risco de mortalidade materna.

Causas

Como causas da falta de vitamina A, podemos citar:

  • A baixa ingestão de alimentos que sejam fontes desse nutriente, por se seguir dietas restritivas ou questões de ordem econômica (pobreza);
  • Pouco conteúdo de gordura na dieta (a vitamina A é lipossolúvel e necessita de gordura para ser absorvida);
  • O alcoolismo, que é associado à carência de vários nutrientes (o alcoólatra deixa de comer para beber);
  • carência de zinco, pois o mineral está envolvido no transporte de vitamina A (a falta de zinco diminui a síntese de proteína transportadora) e na transformação do retinol em retinal (a enzima retinol-desidrogenase é dependente de zinco);
  • Doenças que comprometem a absorção intestinal (doença celíaca, doença de Chron);
  • Doenças que comprometem a absorção de gorduras (pancreatite, fibrose cística, obstrução biliar);
  • Não amamentar ou introduzir precocemente os alimentos (o leite materno contém ótimas quantidades de vitamina A);
  • A ocorrência de infecções frequentes em crianças (que reduzem o apetite e aumentam as necessidades de vitamina A).

Fontes de vitamina A

Nos alimentos de origem animal, a principal forma da vitamina A são os ésteres de retinila, como o palmitato de retinol, que é convertido em retinol no intestino delgado. Já nos vegetais, são encontrados os carotenoides.

Como exemplo de boas fontes de vitamina A podemos citar a batata-doce, a cenoura, o espinafre, a couve, a acelga, o nabo, o brócolis, o tomate, o mamão, os ovos, o camarão, o salmão, a sardinha, o atum, etc.

Dicas

  • Para conhecer outras fontes de vitamina A, basta guiar-se pela cor: vegetais de coloração laranja, vermelha ou verde escuro contêm boas quantidades desse nutriente;
  • Estudos têm mostrado um maior teor de licopeno (carotenoide) no sangue após a ingestão de tomate cozido do que quando frescos. Prefira, portanto, consumi-los na forma de molho. Observação: outros fatores podem ter contribuído para essa maior disponibilidade, como o esmagamento das células do tomate, que por si só facilita a digestão. Isto mostra a importância da mastigação dos alimentos para o aproveitamento dos seus nutrientes;
  • O cozimento também ajuda a liberar mais os carotenoides da cenoura;
  • Lembre-se de utilizar algum tipo de óleo, como o azeite, no preparo dos alimentos (para ajudar na absorção de vitamina A).

Considerações finais

A Portaria nº 2160/94 do Ministério da Saúde criou o Programa de Controle da Deficiência de Vitamina A que tem como alguns dos seus objetivos eliminar “a deficiência de vitamina A como um problema de saúde pública em áreas de risco no Brasil” e garantir “a suplementação com doses maciças de vitamina A em crianças de 6 a 59 meses de idade, residentes em área de risco”.

Vale ressaltar que a suplementação de vitamina A deve ser feita sempre de acordo com orientação médica. O consumo em excesso de qualquer vitamina também provoca prejuízos à saúde.

Você já sentiu sintomas da falta de vitamina A em seu organismo? Acredita que pode aumentar a ingestão de suas principais fontes durante o dia a dia? Comente abaixo!

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Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite


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