20 alimentos abortivos para tomar cuidado

Especialista da área:
atualizado em 10/07/2021

As mulheres grávidas muitas vezes sentem o desejo de comer várias coisas, porém, controlá-las por alguns meses e ter um cuidado extra com sua dieta pode ser benéfico não só para você como para o seu bebê.

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A gravidez é o momento mais especial da vida de uma mulher, em que todos são extremamente cuidadosos com a futura mamãe, principalmente quando se trata do que ela come.

casal gravidez

Em primeiro lugar, todos os tipos de alimentos embalados e adulterados devem ser evitados durante a gravidez. Isso quer dizer que as grávidas têm que prestar bastante atenção à validade e ao frescor dos alimentos.

Porém, além desses, existem outros que as mulheres grávidas devem evitar, até porque, alguns chamados alimentos abortivos podem inclusive desencadear um provável aborto espontâneo, especialmente durante o primeiro trimestre da gravidez, quando o risco de aborto é maior.

Portanto, é essencial que as mulheres grávidas tomem cuidado ao incorporar alguns alimentos em sua dieta e evitar esses alimentos abortivos durante a gravidez para evitar problemas. 

Embora a importância de outros fatores como a idade, a saúde da gestante, o estilo de vida e hábitos alimentares, não possa ser desconsiderada, é aconselhável que ela fique longe desses alimentos, particularmente durante os estágios iniciais da gravidez.

Esses alimentos podem causar o alargamento ou abertura do colo do útero e contrações internas em uma mulher grávida, colocando-a em risco de ter um aborto espontâneo.

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20 alimentos abortivos para manter longe na gravidez

Veja agora os 20 alimentos abortivos que uma mulher grávida deve tomar cuidado. Mas lembrando que normalmente o risco é maior quando consumidos em grande quantidade.

1. Caranguejos

caranguejos

Embora os caranguejos sejam uma fonte rica em cálcio, eles também contêm altos níveis de colesterol, o que pode causar encolhimento do útero, levando a hemorragia interna e um possível aborto, por isso, pode ser uma boa ideia não comer caranguejos durante a gravidez, já que são considerados alimentos abortivos.

2. Cafeína

Ingerir muita cafeína durante a gravidez tem sido associado ao aborto e baixo peso do bebê ao nascer. A cafeína é encontrada em alimentos como café, chá, chocolate, alguns refrigerantes como guaraná e os de cola, além dos drinks energéticos, como Monster, Red Bull, entre outros.

Você deve limitar a sua ingestão de cafeína a não mais de 200 mg por dia durante a gravidez. Uma lata de cola tem em torno de 40 mg de cafeína, uma xícara de chá cerca de 75 mg, uma barra de chocolate tem cerca de 50 mg, uma xícara de café solúvel cerca de 100 mg e uma xícara de café filtrado tem cerca de 140 mg.

Com isso, você pode acabar atingindo (e ultrapassando) o limite recomendado facilmente, como por exemplo consumindo uma caneca de café filtrado e uma barra de chocolate ou duas canecas de chá e uma lata de refrigerante de cola. Vale a pena tomar cuidado.

3. Pêssego

pêssegos

Os pêssegos, se consumidos em grandes quantidades durante a gravidez, podem produzir calor excessivo no corpo da mulher grávida, podendo levar a uma hemorragia interna, resultando em um aborto espontâneo. Além disso, é indicado que as mulheres grávidas descasquem a fruta antes de consumi-la, pois a casca pode causar ardor e coceira na garganta.

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4. Peixes e mariscos

Os peixes grandes podem conter alto nível de mercúrio, que é prejudicial para bebês e crianças pequenas. Esses alimentos podem causar danos ao cérebro e ao sistema nervoso, e por isso, as mulheres grávidas são estritamente aconselhadas a evitar a ingestão desses peixes grandes como atum, espadarte, tubarão, baleia, etc.

Diz-se que o atum em lata contém menor teor de mercúrio, mas também só pode ser consumido com moderação. Se você não consegue ficar sem comer peixes e mariscos, opte por aqueles que contêm baixa quantidade de mercúrio, como é o caso do camarão, salmão, tilápia, etc.

5. Bebidas alcoólicas

drinks alcoólicos

É mais seguro evitar as bebidas alcoólicas durante a gravidez, especialmente nos primeiros três meses. Se você optar por beber depois disso, a ingestão indicada é de no máximo uma ou duas doses, nunca mais do que uma ou duas vezes por semana.

Isso porque o álcool pode prejudicar você e o seu bebê, e os especialistas não podem afirmar com certeza qual é a quantidade de bebida alcoólica tolerada durante a gravidez.

6. Salsinha

A salsinha contém substâncias que estimulam os músculos do útero. A salsinha é usada regularmente por mulheres que querem abortar naturalmente e por isso a comem crua ou a tomam como chá.

7. Mamão papaya

Acredita-se que o mamão papaya, especialmente o verde, cause aborto espontâneo e por isso está na lista dos alimentos abortivos. A razão por trás disso é que o mamão verde contém uma enzima que pode causar contrações uterinas, levando ao aborto espontâneo.

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8. Canela

canela

Quando uma pessoa ingere grandes quantidades de canela, que é uma especiaria que estimula a contração uterina, ela induz o parto prematuro ou aborto espontâneo.

A ingestão de altas doses de canela pode aumentar a frequência cardíaca e também impedir a capacidade do organismo de regular sua própria temperatura. Em casos graves, pode causar reações alérgicas que fecham a garganta e causam o colapso dos pulmões.

9. Leite não pasteurizado e derivados

O leite deve ser levemente fervido antes de ser consumido, pois ao fervê-lo irá matar os germes e prevenir micróbios causadores de doenças como a toxoplasmose, campylobacter e listeriose, que podem ser prejudiciais ao crescimento do bebê. Isso também se aplica ao leite de cabra e ao leite de ovelha.

O leite é definitivamente importante durante a gravidez, porém deve ser pasteurizado para não se tornar um dos alimentos abortivos.

10. Fígado e outros alimentos ricos em vitamina A

Evite produtos de fígado, como a carne, patê e linguiça de fígado. Também não é seguro tomar suplementos de vitamina A ou óleos de fígado de peixe, como o óleo de fígado de bacalhau.

A mulher grávida também deve evitar qualquer alimento que tenha vitamina A adicionada, como por exemplo os que dizem “fortificado com vitamina A”. Isso porque uma quantidade alta de vitamina A pode prejudicar o bebê.

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11. Batata germinada

batatas germinadas

Esse alimento não é apenas perigoso para as mulheres grávidas, mas também para todas as pessoas. A batata, quando brota, contém várias toxinas que são prejudiciais à saúde da mãe e do bebê. Na batata germinada está presente a substância solanina, um glicoalcalóide, tóxico, de sabor amargo e isso pode ser prejudicial para o crescimento fetal.

12. Gengibre

Consumir muito gengibre pode ter efeitos prejudiciais para a gravidez e por isso, antes de consumi-lo, é importante conversar com o seu médico para saber qual é a quantidade diária recomendada. O chá de gengibre feito a partir da raiz seca também não é aconselhável durante a gravidez.

13. Sementes de gergelim

É uma boa ideia que as mulheres grávidas fiquem longe das sementes de gergelim durante os primeiros estágios da gravidez, já que elas estimulam o músculo uterino, podendo causar a expulsão do óvulo fertilizado.

Antigamente, elas eram usadas como um medicamento para causar aborto. Durante os estágios finais da gravidez, as mulheres podem consumir sementes de gergelim preto com moderação, pois acredita-se que elas podem beneficiar o parto.

14. Carne processada

carnes processadas

Consumir carnes processadas, como salsichas, patê, salame, pepperoni, mortadela e outras é geralmente considerado algo perigoso, e isso ocorre porque essas carnes podem conter bactérias como toxoplasma gondii, listeria e salmonella, que podem causar intoxicação alimentar.

As mulheres grávidas devem evitar comer carne crua ou mal cozida porque as bactérias presentes na carne podem passar para o bebê, causando problemas graves como aborto espontâneo, parto prematuro ou natimorto.

É por isso que é essencial cozinhar a carne de maneira adequada, bem como aquecê-la por completo antes de consumi-la.

15. Abacaxi

O abacaxi é uma fruta que, quando consumida em pequenas porções, pode ser muito boa para as mulheres grávidas, porém, por conter bromelina, quando ingerida em grandes quantidades, ela pode amolecer o colo do útero e dar início a contrações em mulheres grávidas, o que pode resultar em um aborto espontâneo, e por isso está na lista dos alimentos abortivos.

16. Aloe vera

Mulheres grávidas não devem comer ou beber nada que inclua Aloe vera (ou babosa, como também é conhecida). Essa planta pode levar a uma hemorragia pélvica que pode causar um aborto espontâneo. É melhor evitar todos os tipos de produtos de Aloe vera durante o primeiro trimestre da gravidez.

17. Patê

patê

Evite todos os tipos de patê, incluindo o patê de legumes, porque eles podem conter listeria, que são bactérias que podem causar uma infecção chamada listeriose.

A listeriose pode prejudicar o bebê durante a gravidez ou causar doença grave em um recém-nascido. Como dito anteriormente, o patê de fígado também pode ter altos níveis de vitamina A, o que é prejudicial para o bebê.

18. Berinjela

A berinjela é um alimento comum e muito consumido no Brasil. Acredita-se que ela pode ser fundamental no tratamento do transtorno pré-menstrual e de amenorreia, e sendo assim, é aconselhável não consumi-la em grandes quantidades durante a gravidez. Porém, consumir em pequenas quantidades de vez em quando, não deve representar um problema.

19. Alguns queijos

Queijos de massa mole, amadurecidos em bolor (fungos), como por exemplo o brie, camembert e outros semelhantes, incluindo o queijo de cabra e os queijos “azuis” como o gorgonzola e roquefort, devem ser evitados, pois existe o risco de que estes queijos possam conter listeria.

20. Ovos crus ou mal cozidos

ovo cru

É importante que as mulheres comam apenas ovos que estejam completamente cozidos e que as gemas e claras estejam sólidas. Dessa maneira, eles são um alimento seguro, mas você deve evitar alimentos que contenham ovo cru, como por exemplo, a maionese ou mousse caseiro.

Quando consumido de maneira indevida, o ovo pode ser considerado um dos alimentos abortivos porque há um risco de estar presente a salmonela, uma causa comum de intoxicação alimentar que pode prejudicar o feto.

Manter uma dieta saudável e equilibrada é essencial durante a gravidez, e isso implica incluir alimentos de todos os grupos para que as futuras mamães possam obter as vitaminas e nutrientes necessários. Moderação é o ponto mais importante.

Qualquer coisa ingerida em excesso pode ser prejudicial à gravidez. É aconselhável consultar o seu médico sempre que sentir necessidade para que você possa manter uma alimentação ideal para você e o seu bebê.

Fontes e referências adicionais

Você tinha costume de consumir algum desses alimentos abortivos antes da gravidez? Qual deles vai ser mais difícil de evitar durante a gestação? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é Nutricionista - CRN-RJ 0510146-5. Ela é uma das mais conceituadas profissionais do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition.

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1 comentário em “20 alimentos abortivos para tomar cuidado”

  1. Eu estou com medo se no caso não estou grávida já a três semanas no meu período fértil fiz sexo desprotegida e guando voltei para casa no mesmo dia tomei pílula e agora estou com medo

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