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- O atleta paralímpico norte-americano Roderick Townsend-Roberts, de 31 anos, foi inocentado em um caso de doping e liberado para competir nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.
- A controvérsia começou quando ele testou positivo para capromorelin, um hormônio de crescimento, em um exame realizado em novembro de 2023.
- A investigação da agência antidoping dos Estados Unidos apurou que ele usou a mesma seringa com a qual aplicava o remédio na cachorra Winnie, que toma capromorelin para controlar o peso.
- Townsend-Roberts, que tem limitação no braço esquerdo por complicações na gestação, reutilizava a seringa para tomar um suplemento de vitamina D, o que deixou resíduos do medicamento canino.
- A amostra enviada à USADA não apresentou níveis anormais da substância, e o atleta, já com quatro medalhas paralímpicas na carreira, foi declarado inocente sem suspensão.
O atleta paralímpico norte-americano Roderick Townsend-Roberts, de 31 anos, recentemente envolvido em uma controvérsia relacionada ao doping, foi inocentado e liberado para competir nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.
Townsend-Roberts ganhou notoriedade ao conquistar quatro medalhas paralímpicas em sua carreira, incluindo dois ouros no Rio de Janeiro, em 2016, e um ouro e uma prata nos Jogos de Tóquio, em 2021.

A controvérsia começou quando Townsend-Roberts testou positivo para capromorelin, um hormônio de crescimento, em um teste realizado em novembro de 2023. Entretanto, investigações realizadas pelas autoridades antidoping dos Estados Unidos apontaram que ele se medicou com a mesma seringa utilizada para aplicar um remédio com capromorelin em sua cachorrinha, Winnie.
Townsend-Roberts, que possui limitação na movimentação dos músculos do braço esquerdo devido a complicações ocorridas durante sua gestação, administrava capromorelin à sua cachorra para controlar o peso do bichinho.

De acordo com a imprensa internacional, o atleta e os seus representantes legais conseguiram provar que o medicamento que era dado por ele por via oral ao animal deixou resíduos na seringa.
O atleta usava a seringa para medir e administrar o medicamento ao animal e posteriormente a reutilizava para ingerir um suplemento de vitamina D, recomendado por seu nutricionista.
A amostra enviada à Agência Antidoping dos Estados Unidos não apresentou níveis anormais da substância, o que levou Townsend-Roberts a ser declarado inocente.

O comunicado oficial da agência afirmou: “Depois de uma investigação, a USADA determinou que o atleta foi exposto à substância sem qualquer responsabilidade por parte do mesmo. Por esse motivo, Townsend não vai enfrentar qualquer período de suspensão”.