O Que é Antidoping Afinal?

Especialista:
atualizado em 16/07/2020

Entenda exatamente o que é antidoping, quais são as substâncias e métodos proibidos em diferentes modalidades e os respectivos motivos.

De tempos em tempos, escutamos falar que um atleta conhecido foi pego em um exame antidoping. Mas você saberia dizer exatamente o que é antidoping?

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Como você já deve ter imaginado, os esteroides anabolizantes fazem parte do grupo das substâncias proibidas pela regulação antidoping. No entanto, vamos conhecer abaixo quais outros compostos integram essa lista.

E então, o que é antidoping?

A definição do dicionário para o que é antidoping consiste em: “opor-se a ou proibir o doping ilegal (como o doping sanguíneo ou o uso de esteroides anabolizantes ou hormônios do crescimento) para melhorar a performance atlética”.

De acordo com o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020, o doping é o uso não somente de substâncias como também de métodos proibidos para aumentar a performance de um atleta. A definição também envolve esconder ou a tentativa de ocultar esse uso.

Existe toda uma amplitude de substâncias e métodos para melhorar a performance atlética de modo trapaceiro nas competições que, com o avanço científico, tem se tornado progressivamente diversificada.

O antidoping também é definido como um conjunto de atividades que têm o objetivo de eliminar o doping do esporte, ao mesmo tempo em que protege os atletas limpos (que não fazem uso de substâncias ou métodos ilegais) e a integridade do esporte, de acordo com explicação do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020.

No ano de 1999, a Agência Mundial Antidoping (WADA, sigla em inglês) foi estabelecida com o intuito de promover as atividades internacionais antidoping em todos os esportes. Mais tarde, foi publicado o Código Mundial Antidoping para servir como um conjunto de regulações universais para a comunidade esportiva internacional.

É o Código Mundial Antidoping que define as seguintes 10 violações contra a regra do antidoping:

  1. Presença de uma substância proibida ou dos seus metabólitos ou marcadores na amostra de um atleta;
  2. Uso ou tentativa de uso de uma substância ou método proibido por parte de um atleta;
  3. Evasão, recusa ou falha de se submeter a uma coleta de amostra;
  4. Manipulação ou tentativa de manipulação de qualquer parte do controle antidoping;
  5. Falha em notificar o paradeiro para os testes fora de competições;
  6. Propriedade de qualquer substância ou método proibido;
  7. Administração ou tentativa de administração a qualquer atleta de qualquer substância ou método proibido;
  8. Tráfico ou tentativa de tráfico de qualquer substância ou método proibido;
  9. Assistir, encorajar, auxiliar, incentivar, conspirar, acobertar ou qualquer outro tipo de cumplicidade intencional envolvendo uma violação da regra antidoping;
  10. Associação em uma capacidade profissional ou relacionada ao esporte com uma pessoa envolvida em uma violação da regra antidoping.

Substâncias e métodos proibidos pelo antidoping

Uma vez que já aprendemos o que é antidoping, chegou a hora de conhecermos quais substâncias são proibidas pela regra antidoping, ou seja, que são classificadas como doping.

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A WADA, que já publicou a lista atualizada para 2020 com as substâncias e métodos proibidos, esclarece que para fazer parte desta lista, uma substância precisa obedecer a pelo menos dois dos três seguintes critérios:

  1. Ter o potencial para aumentar ou efetivamente aumentar a performance esportiva;
  2. Representar um perigo real ou potencial à saúde dos atletas;
  3. Violar o espírito esportivo.

Por exemplo, os agentes anabolizantes, os hormônios peptídicos, os fatores de crescimento e substâncias associadas ou análogas, os beta-2-agonistas, os moduladores hormonais e metabólicos, os diuréticos, os agentes mascarantes, a manipulação do sangue e dos componentes sanguíneos, manipulação física e química e doping celular e genético fazem parte do grupo de substâncias e métodos proibidos pela WADA em todos os períodos – na época e fora da época de competições.

Já os estimulantes, os narcóticos, os canabinoides e os glicocorticoides estão proibidos pela agência durante os períodos de competições.

Os betabloqueadores são proibidos na época e fora da época de campeonatos para esportes como arco e flecha e tiro. Já esportes como golfe, automobilismo, bilhar, esqui, snowboard e esportes subaquáticos proíbem os betabloqueadores nos períodos de competições.

O atleta profissional precisa conhecer a lista completa e específica das substâncias e métodos proibidos pela regulação antidoping. É importante também que ele esteja cercado de treinadores, médicos, farmacêuticos e outros profissionais éticos, que o auxiliem a evitar as substâncias e os métodos proibidos no antidoping.

Ainda é fundamental que o atleta profissional leia sempre a bula e todas as informações referentes à formulação de todos os medicamentos, suplementos e produtos cosméticos que utilizar para não correr o risco de usar uma substância proibida sem querer ou sem saber.

Por que o doping é condenável?

Por mais óbvio que isso seja, vale a pena frisar que o doping é algo errado e condenável, uma vez que viola valores do esporte como jogo limpo (fair play) e trabalho em equipe, além de provocar danos enormes à integridade e à atração do esporte, conforme frisa o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020.

Além disso, o doping pode envolver a utilização de substâncias e métodos em propósitos completamente diferentes aos que o seu uso foi originalmente destinado, o que pode resultar em perigos para a saúde do atleta.

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Isso sem contar que o doping é uma atitude imoral que trai a confiança dos telespectadores, patrocinadores e de todo o país representado pelo atleta que tomou mão das substâncias ou métodos proibidos como forma de ter vantagem ilegal em competições.

Referências Adicionais:

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Sobre Dr. Alexandre Seraphim

Dr. Alexandre Seraphim é Nutrologista - CRM 52.978779. Formou-se médico pela Universidade do Grande Rio e é pós-graduado em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia. Possui diversos cursos na área de emagrecimento, hipertrofia e medicina ortomolecular que o qualificam ainda mais como um grande especialista da área. Atualmente, exerce sua especialidade em uma clínica localizada na Barra da Tijuca e também em Bangu, ambas no Rio de Janeiro. Para mais informações, entre em contato com ele em sua conta oficial no Instagram (@dr.alexandre.seraphim).

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