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- O ciclista polonês Pawel Poljanski postou uma foto no Instagram mostrando o impacto nas pernas após pedalar 2.829 km em 16 etapas do Tour de France.
- Rob Hayles, ex-campeão mundial e comentarista da BBC, afirma que a imagem é extrema, mas não incomum entre ciclistas de alto rendimento mesmo fora da temporada de treinos.
- Segundo especialistas, o efeito visual das veias saltadas se deve à baixa gordura corporal combinada com o grande volume de sangue que circula pelas pernas dos ciclistas durante a prova.
- O Dr. Bradley Launikonis, da Universidade de Queensland, explica que ciclistas de elite podem chegar a 40 litros de sangue por minuto nas pernas, o dobro do fluxo de atletas amadores em esforço máximo.
O ciclista polonês Pawel Poljanski postou em seu Instagram uma foto que mostra o intenso sacrifício ao qual atletas de alto nível são submetidos nas principais competições de esportes.
Logo após completar a 16ª etapa do Tour de France, a mais tradicional prova do ciclismo, tendo pedalado 2.829 km em apenas 18 dias, Pawel mostrou o impressionante impacto que a prova provocou em suas pernas.
“Depois de 16 etapas, minhas pernas estão cansadas”, disse o polonês de forma sarcástica.
Rob Hayles, britânico ex-campeão mundial e comentarista de ciclismo da BBC, reconhece que à primeira vista a imagem é “bastante extrema”, mas acrescenta que não é tão anormal assim: “Quando eu era atleta, já vi uma série de ciclistas que tinham as pernas assim mesmo no inverno, quando não estão treinando!”
Hayles explica que, para os ciclistas, a relação potência/peso é crucial para um Grand Tour, marcado por provas de velocidade e resistência.
A gordura corporal baixa é certamente um fator chave, mas de acordo com especialistas, essas veias saltantes das pernas de Pawel também são o resultado da enorme quantidade de sangue que flui através das pernas dos ciclistas de alta performance.
O fluxo sanguíneo se torna intenso para fornecer mais nutrientes aos músculos. A vascularização fica evidente por conta da pouca gordura corporal.
“A foto (de Poljanski) mostra que menor gordura corporal dá a um ciclista melhores chances de desempenho – apesar de não ser tão saudável”, acrescenta Hayles.
O Dr. Bradley Launikonis, da Faculdade de Ciências Biomédicas da Universidade de Queensland, disse que os ciclistas de elite experimentam o dobro do fluxo sanguíneo para as pernas em comparação com os praticantes “recreativos”. Segundo ele, “a quantidade de sangue que normalmente desce para as pernas é de cinco litros por minuto. Para um atleta fora da fase de treinos, o exercício máximo terá 20 litros por minuto. Esses ciclistas de elite terão o dobro, cerca de 40 litros por minuto. O sangue também pode ficar ali e isso é o que está acontecendo neste caso extremo da foto.”
