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Cirurgia de Diverticulite é Perigosa? Como é feita e Quando é Indicada?

Veja a seguir se uma cirurgia de diverticulite é perigosa, ou seja, se há algum risco para o paciente, como é feta e quando é indicada.

Você já ouviu falar dessa condição? Pois bem, ela é uma doença caracterizada pela inflamação ou infecção de bolsas ou sacos salientes que podem ser formadas no revestimento do sistema digestivo e recebem o nome de divertículos.

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A diverticulite pode provocar dor abdominal, febre, náusea e mudanças visíveis nos hábitos intestinais, além de poder causar sintomas como vômito, sensibilidade abdominal, prisão de ventre ou diarreia – o que é menos comum. Veja em maiores detalhes todos os sintomas da diverticulite e dicas de dieta para diverticulite com alimentos e dicas.

Um quadro leve de diverticulite pode ser tratado com descanso, mudanças na dieta e antibióticos. Já a diverticulite recorrente ou severa pode exigir a realização da cirurgia.

Mas a cirurgia de diverticulite é perigosa?

Será que ao receber do médico a notícia que o seu caso de diverticulite requer a realização de uma cirurgia, o paciente precisa se preocupar quanto ao risco associado ao procedimento?

Bem, o maior risco da cirurgia para diverticulite é a chamada deiscência da anastomose, que é a junção do reto com o cólon por meio de suturas mecânicas ou manuais.

Essa condição implica em vazamento de conteúdo fecal para a cavidade abdominal, muitas vezes tratada com nova cirurgia, com alta morbidade (propensão para provocar doenças). Fora isso, os riscos são como os de cirurgias em geral.

Assim como acontece com qualquer tipo de cirurgia, os riscos da cirurgia para diverticulite podem ser maiores para os pacientes obesos, com mais de 60 anos de idade, que sofrem com outras condições médicas significativas como diabetes ou pressão alta, que já passaram por uma cirurgia de diverticulite ou outra cirurgia abdominal, que têm a saúde debilitada, que não recebem uma alimentação adequada ou estão passando por uma cirurgia emergencial.

Algumas das outras possíveis complicações que uma cirurgia para diverticulite pode gerar: coágulo sanguíneo, infecção no local da cirurgia, sepse (infecção generalizada), ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência respiratória renal ou cardíaca, estreitamento ou bloqueio do cólon, formação de abscessos perto do cólon, vazamento, lesão em órgãos próximos e incontinência.

Uma cirurgia de diverticulite ainda pode gerar complicações como sangramento e infecções do trato urinário.

Mas antes de se apavorar com o procedimento, é importante saber que a perspectiva de um procedimento cirúrgico para tratar a diverticulite é boa.

Portanto, para quem se preocupa se a cirurgia de diverticulite é perigosa, vale muito a pena reservar um tempo para sentar com o médico, conversar sobre todas as etapas da cirurgia que for recomendada por ele, tirar todas as dúvidas a respeito do procedimento, perguntar sobre as possíveis complicações e o que pode ser feito caso elas ocorram e questionar por quais motivos a cirurgia é realmente necessária.

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Se ainda assim o medo e as dúvidas persistirem, consultar uma segunda opinião médica poderá ser bastante útil.

Uma vez que for marcada a data para a cirurgia, é fundamental que o paciente converse com a equipe médica para saber exatamente tudo o que precisa fazer e tudo o que deve deixar de fazer no pré e no pós-operatório. Obedecer a essas orientações é importantíssimo para que o procedimento seja bem-sucedido e não tenha maiores perigos.

Quando é indicada a cirurgia de diverticulite?

É provável que o paciente precise de uma cirurgia para tratar a sua diverticulite caso sofra uma complicação como abscessos intestinais, fístulas, obstruções ou perfurações na parede intestinal.

Se o paciente tiver episódios múltiplos de uma diverticulite sem complicações ou possuir um sistema imunológico enfraquecido, o médico ainda poderá indicar um procedimento cirúrgico para tratar a condição, informou a organização.

Segundo a Sociedade Americana de Cirurgiões do Cólon e Retal (ASCRS, sigla em inglês), a cirurgia também é recomendada em casos de diverticulite com sintomas severos, em que o tratamento com antibiótico intravenoso não funcionou.

O procedimento também é aconselhado pela ASCRS quando há a ruptura do cólon, que causa vazamentos no abdômen ou o desenvolvimento de inflamações sérias, em uma condição conhecida pelo nome de peritonite que, aliás, exige uma cirurgia de emergência.

Além disso, depois de um tratamento bem-sucedido, o médico pode recomendar uma cirurgia para prevenir episódios futuros de diverticulite. A decisão a respeito da realização ou não do procedimento é individual e geralmente baseia-se na frequência de ataques e na ocorrência de complicações.

Por outro lado, nos casos em que a crise de diverticulidade aguda não é complicada, o paciente está sistematicamente bem e responde às medidas clínicas conservadoras, a crise de diverticulite aguda é complicada e tem abscessos localizados que respondem à drenagem percutânea guiada por radiologia ou o paciente não tem condições clínicas para tolerar uma um procedimento cirúrgico, a cirurgia para diverticulite não é indicada.

Como é feita a cirurgia de diverticulite?

Quando discutimos se a cirurgia de diverticulite é perigosa, é útil saber como esse procedimento é realizado.

Pois bem, os dois principais tipos de cirurgia para diverticulite são a ressecção primária do intestino e a ressecção do intestino com colostomia.

Na primeira, o cirurgião remove os segmentos afetados do intestino e reconecta com os segmentos saudáveis, o que permite que o paciente tenha movimentos intestinais normais, explicou a organização. Dependendo da quantidade de inflamação, a pessoa pode passar por uma cirurgia aberta ou por um procedimento minimamente invasivo (laparoscópico).

A segunda acontece se o paciente tiver tanta inflamação ao ponto de não ser possível reintegrar o cólon e o reto. No procedimento, uma abertura na parede abdominal é conectada à parte saudável do cólon e os resíduos passam por meio da abertura até uma espécie de bolsa.

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Uma vez que a inflamação tiver amenizado, a colostomia pode ser revertida e o intestino pode ser reconectado.

Fontes e Referências Adicionais:

Você já ouviu falar que cirurgia de diverticulite é perigosa? Conhece alguém que já tenha passado por uma? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Lucio Pacheco

Dr. Lucio Pacheco se formou em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1994. Em 1996 fez um curso de aperfeiçoamento no Hospital Paul Brousse, da Universidade de Paris-Sud, um dos mais especializados na área de transplantes na Europa. Concluiu o mestrado em Medicina (Cirurgia Geral) em 2000 e o Doutorado em Medicina (Clinica Médica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2010. Dr Lucio Pacheco é um profundo estudioso na área de doença hepática e escreveu dezenas de livros e artigos sobre transplante de fígado. Atualmente é médico - cirurgião, chefe da equipe de transplante hepático do Hospital Copa Star, Hospital Quinta D´Or e do Hospital Copa D´Or. É diretor médico do Instituto de Transplantes. Tem vasta experiência na área de Medicina, com ênfase em Transplante hepático, atuando principalmente nos seguintes temas: cirurgia geral, oncologia cirúrgica, hepatologia,e transplante de fígado. Dr. Lucio é uma referência profissional em sua área e autor de artigos científicos e diversos. Para mais informações, entre em contato com ele.

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