Diverticulite Aguda – O Que é, Sintomas, Dieta e Tratamento

Especialista:
atualizado em 02/04/2020

A diverticulite aguda é uma inflamação ou infecção de pequenas bolsas localizadas nas paredes dos intestinos. Ela pode envolver desde um pequeno abscesso em uma ou mais bolsas até uma infecção maciça e perfuração do intestino. No divertículo, uma pequena quantidade de fezes pode penetrar e ficar retida. Ali, se houver condições favoráveis, colônias de bactérias podem se alojar.

Embora sua maior incidência seja entre as pessoas mais velhas, ela também pode atingir os mais jovens e estima-se que aproximadamente 80% dos idosos com mais de 70 anos têm divertículos e um terço deles terá diverticulite. Aprenda os sintomas e causas da diverticulite.

As complicações causadas pela diverticulite incluem a obstrução do intestino devido à cicatrização e abertura de um divertículo. Uma complicação rara, mas potencialmente fatal, chamada peritonite, pode ocorrer quando um ou mais divertículos se abrem, vazando micróbios causadores de infecção para a cavidade abdominal. Descubra se a diverticulite pode matar.

Para quem se preocupa se a cirurgia de diverticulite é perigosa, vale muito a pena reservar um tempo para sentar com o médico, conversar sobre todas as etapas da cirurgia que for recomendada por ele, tirar todas as dúvidas a respeito do procedimento, perguntar sobre as possíveis complicações e o que pode ser feito caso elas ocorram e questionar por quais motivos a cirurgia é realmente necessária. Conheça o tipo de cirurgia adequada para quem sofre de diverticulite.

Essa é uma doença que pode ser tratada principalmente se seus sintomas forem reconhecidos precocemente; além disso, algumas medidas para prevenir o aparecimento de crises podem ser adotadas.

Vamos entender o que é a diverticulite aguda, conhecer melhor os seus sintomas para saber identificá-la, além da melhor dieta e tratamento. 

Diverticulite – O que é?

Os divertículos são pequenas bolsas salientes que podem se formar no revestimento do sistema digestivo. Eles são encontrados com mais frequência na parte inferior do intestino grosso e são comuns, especialmente após os 40 anos, e raramente causam problemas.

Essas bolsas se formam quando os pontos fracos na parede intestinal se projetam para fora. Quando essas bolsas ficam inflamadas, ou bactérias se acumulam nelas, surge uma infecção chamada diverticulite.

A diverticulite pode ser aguda ou crônica. A diverticulite aguda pode se manifestar com um ou mais ataques graves de infecção e inflamação. Na diverticulite crônica, a inflamação e a infecção podem diminuir, mas podem nunca desaparecer completamente.

A diverticulite geralmente requer tratamento porque causa sintomas e pode levar a complicações graves de saúde.

Progressão da doença

Um episódio de diverticulite pode ser agudo ou de curto prazo, mas não é definitivo. Um estudo realizado com pessoas que experimentaram um episódio de diverticulite demonstrou que cerca de 39% dos indivíduos tiveram outro ataque agudo dentro de cinco anos.

Para alguns, a diverticulite pode evoluir para um problema crônico ou de longo prazo. Para essas pessoas, a condição pode ser muito mais séria e uma cirurgia para remover o tecido doente é geralmente considerada.

Segundo estudo publicado em 2011 no periódico Canadian Journal of Gastroenterology, mais de 75% dos casos de diverticulite são simples e agudos, mas em 25% do  total de casos problemas sérios ou complicações de saúde podem se desenvolver por causa da diverticulite. Alguns deles incluem febre, náusea, dor abdominal intensa, fístula anal, perfuração intestinal, obstrução intestinal, abscesso ou inflamação no tecido e sangue nas fezes.

Quem está predisposto a desenvolver?

Muitos fatores podem desenvolver a diverticulite, mas o principal costuma ser a idade. A questão é que quanto mais você envelhece, maior o risco de desenvolver essa condição.

Um estudo de revisão científica publicado em 2018 na revista Nutrients sugere que além do envelhecimento, outros fatores de risco para a diverticulite são o aumento da gordura no abdômen, a dieta inadequada e o estilo de vida sedentário.

A diverticulose que é a precursora da diverticulite costuma ser comum em adultos, especialmente acima de 60 anos, mas os jovens têm seu próprio nível de risco e um estudo descobriu que quando a diverticulose é diagnosticada ainda na juventude o risco de a doença progredir para diverticulite é muito menor. 

De acordo com estimativas veiculadas pelo National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, menos de 5% das pessoas com diverticulose desenvolvem diverticulite.

Principais causas

Não existe um motivo especifico, mas sim uma combinação de fatores genéticos e ambientais que contribuem para provocar um episódio de diverticulite aguda que causa infecção e inflamação. Atualmente, as pesquisas apoiam vários fatores de risco, que incluem:

  1. Uma dieta pobre em fibras: A suspeita que a falta de fibra alimentar seja um fator de risco existe há muito tempo, mas os resultados de pesquisas são conflitantes. Porém, esse fator pode estar relacionado ao início da diverticulite.
  2. Hereditariedade: A diverticulite parece ter um elo hereditário. Um estudo de irmãos e gêmeos propõe que mais de 50% do risco potencial de doença diverticular vem da genética.
  3. Obesidade: Ela é um fator de risco claro para diverticulite. Pesquisas mostraram que esse fator aumenta o risco de diverticulite e sangramento, embora a ligação entre a obesidade e a doença não seja clara.
  4. Falta de exercício físico: Pesquisas sugerem que o exercício reduz o risco da doença. Pessoas que se exercitam menos de 30 minutos por dia parecem ter risco aumentado.
  5. Tabagismo: Pesquisas mostram que o tabagismo aumenta o risco e complicações.
  6. Medicamentos: O uso regular de aspirina e outros anti-inflamatórios não esteroides pode aumentar o risco de diverticulite. O uso de opiáceos e esteroides parece aumentar o risco de perfuração, uma complicação grave da diverticulite.
  7. Falta de vitamina D: Um estudo descobriu que pessoas com diverticulite complicada podem ter níveis mais baixos de vitamina D em seu sistema do que pessoas com diverticulose não complicada. Este estudo sugere que os níveis de vitamina D parecem estar relacionados a complicações da doença, embora a razão exata não seja clara.
  8. Gênero: A diverticulite parece ser mais comum em homens do que em mulheres. Mas essa condição também está relacionada à idade, pois os pacientes com mais de 50 anos que sofrem com a diverticulite costumam ser mulheres.

Principais sintomas

Os sintomas de diverticulite são mais evidentes e incluem dor abdominal intensa e febre. A diverticulite aguda pode se manifestar com um ou mais ataques graves de infecção e inflamação.

A inflamação pode eventualmente resultar em obstrução intestinal, que pode causar constipação, fezes finas, diarreia, inchaço abdominal ou inchaço e dor abdominal. Se a obstrução persistir, a dor e a sensibilidade abdominal aumentarão e você poderá sentir náuseas e vômitos.

A falta de gerenciamento dos sintomas da diverticulite aguda pode levar a complicações graves que requerem cirurgia, incluindo:

  • Abscessos podem se formar ao redor do divertículo infectado. Se atravessarem a parede intestinal, você pode desenvolver peritonite, uma infecção potencialmente fatal que requer tratamento imediato.
  • Cicatriz pode ocorrer, levando a uma estenose ou bloqueio do intestino.
  • As fístulas podem se desenvolver se um divertículo infectado atingir um órgão adjacente e formar uma conexão entre elas. Isso ocorre mais frequentemente entre o intestino grosso e a bexiga e pode levar a uma infecção dos rins. As fístulas podem ocorrer menos comumente entre o intestino grosso e a pele ou a vagina.
  • Sangramento grave pode ocorrer, exigindo uma transfusão de sangue.

Diagnóstico

Para realizar o diagnóstico correto, perguntas sobre os sintomas percebidos, histórico de saúde e medicamentos que você toma são feitas. Além disso, um exame físico no abdômen para avaliar a sensibilidade no local e um exame retal digital para verificar se há sangramento, dor, massas ou outros problemas podem ser feitos.

O que dificulta um pouco o diagnóstico da diverticulite é que os sintomas da inflamação podem ser muito semelhantes a outros problemas de saúde. Para descartar tais condições, é importante analisar com muito cuidado os sintomas e fazer diferentes exames laboratoriais ou de imagem para auxiliar no diagnóstico clínico.

Para que o diagnóstico seja preciso, outros exames podem ser solicitados, entre eles:

  • Sangue: Verificar se há inflamação, anemia ou problemas renais ou hepáticos;
  • Imagem: Uma ultrassonografia abdominal ou tomografia computadorizada do abdômen para obter fotos do trato gastrintestinal;
  • Colonoscopia: Exame no qual um tubo flexível e iluminado é usado para examinar o interior dos intestinos;
  • Urina: Verificar diferentes tipos de infecção;
  • Fezes: Verificar infecções gastrointestinais, como clostridium difficile;
  • Pélvico: Descartar problemas ginecológicos em mulheres;
  • Gravidez: Descartar suspeita de gravidez em mulheres.

Tratamentos

A diverticulite aguda pode apresentar sintomas graves de infecção e inflamação. Um ataque repentino pode assustar, principalmente se você nunca sentiu uma dor como essa na região abdominal.

O tratamento recomendado pelo médico vai depender da gravidade da crise e pode incluir alterações na dieta e uso de medicamentos.

– Diverticulite simples

Se após realizar os exames necessários, foi diagnosticado a diverticulite sem outros problemas, possivelmente seu tratamento será mais simples. Os tratamentos para diverticulite não complicada incluem:

Antibióticos orais

Como a diverticulite aguda é a inflamação ou infecção de um divertículo, o médico pode receitar antibióticos orais. Eles são geralmente a primeira abordagem de tratamento após o diagnóstico.

O objetivo dos antibióticos é retardar o crescimento de bactérias e ajudar a eliminar infecções, mas eles nem sempre são necessários para ataques leves. Existem vários estudos que sugerem que pular o antibiótico interfere as complicações se as taxas de recorrência de diverticulite leve e descomplicada.

Se houver suspeita de infecção, o seu médico avaliará a necessidade para fazer essa recomendação. Caso um antibiótico como o metronidazol, a amoxicilina ou a mocifloxacina for indicado, é indispensável tomas o medicamento exatamente como prescrito durante todo o curso do tratamento – mesmo que os sintomas melhorem nos primeiros dias – para evitar criar bactérias resistentes que serão mais difíceis de tratar no futuro.

Medicação para dor

A medicação para a dor também é receitada, mas a dor pode levar alguns dias para passar em episódios de diverticulite não complicada. Geralmente o analgésico que controla melhor a diverticulite é o acetaminofeno.

Esse tipo de analgésico pode ser obtido nas farmácias sem a necessidade de apresentar uma receita médica, mas é importante evitar a automedicação, ainda mais se as crises de diverticulite aguda forem frequentes ou demorarem para passar.

Dieta

Uma dieta para diverticulite é algo que seu médico pode recomendar como parte de um plano de tratamento de curto prazo para diverticulite aguda. Ela retorna ao normal gradualmente à medida que seus sintomas melhoram, ao longo de dois a três dias.

A dieta líquida é a melhor opção, pois o cólon precisa descansar e quanto menos irritação persistir, mais rápido esse quadro terá uma melhora. Fazer uma dieta líquida por alguns dias ajuda o trato digestivo a se curar, e então você pode gradualmente reintroduzir alimentos sólidos de baixo teor de fibras em sua dieta, como ovos, peixe, feijão verde, cenoura, arroz branco, pão branco refinado e aves.

Veja a relação de alimentos líquidos para ingerir:

  • Caldo;
  • Sucos de frutas sem polpa, como suco de maçã;
  • Lascas de gelo;
  • Sorvete sem pedaços ou polpa de frutas;
  • Gelatina;
  • Água;
  • Chá ou café sem creme.

Quando começar a se sentir melhor, outros alimentos com pouca fibra podem ser adicionados lentamente. Exemplos de alimentos com baixo teor de fibras incluem:

  • Frutos enlatados ou cozidos sem pele ou sementes;
  • Vegetais enlatados ou cozidos, como feijão verde, cenoura e batata;
  • Ovos, peixe e aves;
  • Pão branco refinado;
  • Suco de frutas e vegetais sem polpa;
  • Cereais com baixo teor de fibra;
  • Leite, iogurte e queijo;
  • Arroz branco e macarrão.

– Diverticulite complicada

A diverticulite complicada requer um tratamento que muitas vezes não é tão simples. Ela é definida pela presença de uma condição mais avançada, como perfuração, abscesso, fístula, obstrução intestinal ou sangramento e provavelmente a hospitalização e outros procedimentos podem ser necessários para corrigir o problema. Veja possíveis opções:

Antibioticoterapia intravenosa

Essa condição envolve receber analgésicos e antibióticos por via intravenosa enquanto estiver no hospital. A terapia intravenosa é eficaz porque a medicação entra em sua corrente sanguínea e começa a funcionar mais rapidamente.

Esse tipo de intervenção é necessário porque em casos mais graves de diverticulite há o risco de a infecção se espalhar, principalmente se houver problemas como abscesso ou perfuração intestinal. Assim, quanto antes a infecção for controlada, melhor.

Cirurgia

Caso a diverticulite aguda avance uma possibilidade de cirurgia pode ser discutida. Dois possíveis cenários são considerados como tratamento para diverticulite:

  1. Perfuração, abscesso, fístula ou obstrução intestinal. Aqui a diverticulite é geralmente tão grave que há pouca escolha a não ser prosseguir com a cirurgia. A cirurgia terá o objetivo de remover partes do cólon afetadas pela condição. Uma opção é uma ressecção intestinal primária, que remove a região doente e reconecta as saudáveis ​​para manter a função intestinal normal. O procedimento pode ser feito como uma cirurgia aberta ou laparoscopia.
  2. Caso a remoção da região doente e a ligação com seções saudáveis não seja possível, uma ressecção intestinal com colostomia será necessário. Este procedimento é um pouco mais intenso e envolve a criação de uma abertura para o intestino grosso através da parede abdominal. Seu cirurgião coloca uma bolsa no final dessa abertura, que coleta os restos. Ela nem sempre é permanente, então você pode precisar usar a bolsa apenas temporariamente e um acompanhamento será feito, pois quando a diverticulite for curada,  a possibilidade de reverter a colostomia e reconectar seu cólon será avaliada.

Embora a cirurgia geralmente seja para ataques complicados, também há a opção de cirurgia eletiva se você tiver dois ou mais ataques de diverticulite aguda e sem complicações.

Prevenção

Uma dieta pode desempenhar um papel no tratamento, mas também na prevenção. Certifique-se de manter o bom funcionamento dos intestinos.

  • Coma mais fibras: Adicione pães integrais, farinha de aveia, farelo de cereais, frutas frescas fibrosas e vegetais à sua alimentação. Vá devagar, pois a mudança repentina para uma dieta rica em fibras pode causar inchaço e gases.
    Você também pode aumentar a quantidade de fibras adicionando uma preparação sem receita contendo psyllium. Uma vez ao dia, adicione 1 colher de chá de sementes de psyllium moído sobre qualquer líquido frio e beba dentro de alguns minutos antes de preparar a mistura.
  • Beba muitos líquidos: A recomendação é que a ingestão de água seja de pelo menos oito copos por dia e ela é fundamental se a ingestão de fibras for maior. Os alimentos ricos em fibras são mais complexos para digerir e costumam absorver a água dos intestinos para amolecer as fezes. Caso a sua ingestão de água seja baixa, isso pode provocar desidratação e causar constipação.
  • Evite alimentos refinados: A farinha branca, arroz branco e outros alimentos processados são prejudiciais para o organismo. A recomendação é evitar o consumo.
  • Evite amaciantes de fezes sem receita: Conhecidos como supositórios ou laxantes para constipação, evite o uso sem consultar o seu médico. Em vez disso, procure consumir ameixas, suco de ameixa e sementes de psyllium, pois eles provocam um efeito laxativo relevante e são naturais. Os chás para prisão de ventre também ajudam e podem ser encontrados em lojas de produtos naturais, mas alguns podem ser muito fortes, portanto, use-os apenas como indicado. Na hora de escolher, evite produtos que contenham sene, pois ele é um laxante de ervas forte que pode viciar.
  • Exercite-se regularmente: O exercício pode ajudar os músculos do intestino a manter o ritmo e estimular os movimentos intestinais regulares.
  • Tome probióticos: Suplementos probióticos ajudam a promover o crescimento de boas bactérias no intestino, ajudando potencialmente a proteger contra a diverticulite.

A diverticulite aguda não representa um grande risco para a saúde da maioria das pessoas, porém quando as complicações se desenvolvem, elas podem ser muito graves e podem exigir cuidados médicos imediatos, incluindo cirurgia.

Outro ponto preocupante é que cada vez mais pessoas mais jovens obesas são diagnosticadas com diverticulite aguda, o que é preocupante. Portanto, se você tem diverticulite ou está preocupado com o risco de contrair a doença, a melhor coisa a fazer é conversar com seu médico. Ele pode fazer recomendações para reduzir o risco de contrair a doença ou ajudar a reduzir os sintomas ou o risco de recorrência. 

Referência adicionais:

Você já foi diagnosticado com diverticulite aguda? Conhece alguém que tenha sofrido com essa condição? Pretende utilizar as dicas de prevenção agora? Comente abaixo!

1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (6 votos, média: 4,33 de 5)
Loading...
Sobre Dr. Lucio Pacheco

Dr. Lucio Pacheco se formou em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1994. Em 1996 fez um curso de aperfeiçoamento no Hospital Paul Brousse, da Universidade de Paris-Sud, um dos mais especializados na área de transplantes na Europa. Concluiu o mestrado em Medicina (Cirurgia Geral) em 2000 e o Doutorado em Medicina (Clinica Médica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2010. Dr Lucio Pacheco é um profundo estudioso na área de doença hepática e escreveu dezenas de livros e artigos sobre transplante de fígado. Atualmente é médico - cirurgião, chefe da equipe de transplante hepático do Hospital Copa Star, Hospital Quinta D´Or e do Hospital Copa D´Or. É diretor médico do Instituto de Transplantes. Tem vasta experiência na área de Medicina, com ênfase em Transplante hepático, atuando principalmente nos seguintes temas: cirurgia geral, oncologia cirúrgica, hepatologia,e transplante de fígado. Dr. Lucio é uma referência profissional em sua área e autor de artigos científicos e diversos. Para mais informações, entre em contato com ele.

Deixe um comentário