Depressão pode atingir recuperados da COVID-19, aponta estudo

Especialista da área:
atualizado em 19/03/2021

Certamente, você já ouviu falar das pessoas que precisam lidar com sintomas persistentes mesmo após a cura da COVID-19. Mas, ao que parece, outro problema pode atingir alguns dos sobreviventes da doença: a depressão.

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Em um estudo, pesquisadores entrevistaram mais de 3,9 mil pessoas que tiveram a COVID-19 entre maio de 2020 e janeiro de 2021 e identificaram que 52% dos entrevistados sofreram com sintomas da depressão.

Além disso, a pesquisa apontou que os participantes jovens, do sexo masculino e que tiveram um caso severo de COVID-19 eram os mais propensos a ter depressão. O estudo saiu em 12 de março na revista médica JAMA Network Open.

O principal pesquisador do estudo, Roy Perlis, afirmou que as pessoas que contraíram a COVID-19 podem ter sintomas de depressão por muitos meses após o início da doença.

Perlis é professor de psiquiatria na Escola Médica de Harvard e chefe associado de pesquisa do departamento de psiquiatria do Massachusetts General Hospital.

Relação de causa e efeito

Depressivo

Entretanto, Perlis destacou que a pandemia gera um estresse crônico e uma perda de socialização que por si só já são uma receita para depressão e ansiedade. Isso pode afetar uma pessoa mesmo que ela não tenha sido infectada pelo novo coronavírus.

“Essa observação reforça a importância de entender se esse (a depressão) é um efeito da COVID-19 em si. Ou se é simplesmente (fruto do) estresse de lidar com a pandemia e com uma doença aguda”, apontou o professor de psiquiatria.

Até porque o estudo não comprovou que haja uma relação de causa e efeito entre a COVID-19 e a depressão. É possível que os participantes que relataram estar com depressão já tinham os sintomas antes de contrair a COVID-19.

Ao mesmo tempo, é possível que eles tenham demorado mais para se recuperar da depressão após pegar a COVID-19 ou que eram pessoas com maiores riscos de contrair o novo coronavírus.

De qualquer forma, para a neuropsicóloga Brittany LeMonda, as descobertas da pesquisa são interessantes. Isso porque os especialistas ainda estão entendendo quais são as manifestações psiquiátricas e neurológicas da COVID-19.

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Se você perceber que está tendo sintomas da depressão após ter pegado a COVID-19, entre em contato com um psicólogo de sua confiança.

A relação da depressão com outros sintomas

Estudos anteriores encontraram uma ligação entra a depressão e a perda de olfato e paladar nos pacientes que tiveram COVID-19. No entanto, a pesquisa de Perlis e seus colegas não identificou essa relação.

O estudo encontrou uma associação entre dores de cabeça ao longo da doença e maiores riscos de ter depressão. Mas eles apontaram que é possível que as pessoas com depressão fossem mais propensas a relatar que tiveram dor de cabeça quando estavam doentes.

Por sua vez, LeMonda afirmou que ter dor de cabeça ao longo da infecção, mas não apresentar outros sintomas, foi um fator independente para a depressão.

De acordo com a neuropsicóloga, pessoas com histórico de dor de cabeça e sintomas físicos, como dor ou fraqueza, têm mais chances de sofrer com sintomas psiquiátricos.

Ela explicou que há fatores preexistentes que podem predispor uma pessoa a ter dores de cabeça durante a COVID-19, ao mesmo tempo em que a colocam em maior risco de desenvolver depressão após a doença.

Desconfia que você ou alguém que você conhece possa estar com depressão? Então, não perca o vídeo a seguir, em que a nossa nutricionista apresenta sintomas da depressão para prestarmos atenção:

Fontes e Referências Adicionais

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Você já teve COVID-19? Sentiu algum sintoma depressivo? Então, comente abaixo.

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