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- Theodoro Cochrane, 45 anos, filho de Marília Gabriela, falou sobre o vício em álcool e drogas que enfrentou e sobre como decidiu parar de forma abrupta.
- O ator contou que tinha o chamado vício cruzado, alternando cocaína e cachaça de forma recreativa, mas que durante a semana ficava muito deprimido por causa do consumo.
- Três meses após parar de beber e usar drogas, período que coincidiu com o luto pela morte do pai e outras dificuldades pessoais, ele foi diagnosticado com ciclotimia, transtorno raro de humor.
- A partir do diagnóstico, Cochrane começou a tomar a medicação indicada e a fazer terapia, tratamento que segundo ele foi decisivo para sua recuperação.
- Em outra ocasião, o ator já havia comentado publicamente sobre lidar também com depressão, além da ciclotimia.
Theodoro Cochrane, 45 anos, falou sobre o seu vício em álcool e drogas e a respeito de como conseguiu superar o momento turbulento. O artista foi diagnosticado com um transtorno raro, que altera o humor.

O ator disse que não consumia as substâncias todos os dias, mas isso não tornava o hábito mais saudável. “Descobri que eu teria o que é chamado de vício cruzado. Faz o padê (gíria usada para cocaína) e a cachaça, a cachaça e o padê, eventualmente”, iniciou o filho de Marília Gabriela em participação no podcast “Desculpa Alguma Coisa”.
“Era recreativo, uma vez a cada dois meses. A cachaça era uma vez por semana, tipo um gim-tônica. Eu ficava ótimo. É uma merd* ser um bêbado ótimo, porque todo mundo te adora, você não fica violento…”, completou.
“Só que durante a semana eu ficava muito deprimido. Meu namorado dizia que não era justo. Que na sexta-feira e no sábado, eu era maravilhoso, meus amigos me amavam. Mas na terça eu queria matá-lo e na quarta-feira, eu queria me matar”, lamentou.
Neste momento, Cochrane decidiu parar de repente, surpreendendo até mesmo o terapeuta do ator. “Teve uma hora em que caiu essa ficha em mim e falei: ‘Vou parar’. Meu terapeuta chegou e falou: ‘Você parou, mas ninguém para assim'”, recordou.
Transtorno raro
Três meses após parar de usar álcool e drogas, o filho mais novo de Marília Gabriela foi diagnosticado com ciclotimia, transtorno raro de humor que intercala momentos de muita euforia e tristeza.
Tudo aconteceu no período em que Theodoro Cochrane estava em Portugal ao lado da mãe, após a morte do pai, o astrólogo Zeca Cochrane.

“Eu parei e começou a abstinência. Juntou com o luto, com o desemprego, com a minha mãe, com a distância do meu namorado… Eu estava três meses sem beber e usar nenhuma droga quando chegamos a um diagnóstico. Meu terapeuta disse que eu tinha ciclotimia e, a partir daí, comecei a tomar o medicamento certo e fazer a terapia encaminhada para isso. Um bom diagnóstico é salvador”, declarou.
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O artista já tinha falado sobre o diagnóstico em 2022 durante bate-papo com a mãe no programa “De Frente com Gabi de Novo”. “Eu sou uma pessoa em constante busca, diagnosticada com distúrbios psíquicos: ciclotimia e depressão”, iniciou.
“Ciclotimia é uma oscilação de humor, é uma espécie de bipolaridade um pouco light. Eu parei de beber… Para, inclusive, saber o que eu tinha, que eu tinha oscilações muito grandes de humor. Você deve estar acostumada, né? Lidou com isso algumas vezes…”, disse na ocasião.
“Minha psiquiatra e meu psicólogo falavam que eu tinha que parar de beber. Ficar limpo de tóxicos para saber o que eu tinha e descobri, na abstinência, que está me fazendo muito bem, que eu tinha mesmo era depressão, que acho que muita gente teve, muita gente tem”, detalhou.
