Grávida pode tomar dipirona?

Especialista da área:
atualizado em 06/05/2022

Sentir dores durante a gravidez é normal e frequente, pois conforme o bebê vai crescendo, o corpo da grávida vai se ajustando, para acomodá-lo cada vez melhor. Nesses momentos, é natural o impulso de recorrer à caixinha de remédios, em busca de uma dipirona, para aliviar a dor. 

A dipirona tem como objetivo aliviar a dor e combater a febre, embora seja proibida em alguns países, como os Estados Unidos da América, Inglaterra e Japão, é isenta de prescrição médica aqui no Brasil, podendo ser facilmente comprada em qualquer farmácia. 

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Então surge a dúvida comum entre as grávidas: grávida pode tomar dipirona? A preocupação é referente aos possíveis riscos que a dipirona pode trazer à saúde da mãe e do bebê. 

Os especialistas afirmam que a dipirona não é proibida para as grávidas, desde que seu uso seja indicado pelo médico ou médica que acompanha a gestação, e de que seja usada na menor dose efetiva e pelo menor tempo possível. Além disso, seu uso é limitado a alguns períodos da gestação.   

Veja como a dipirona age no organismo e quando ela pode ser usada na gravidez.

Como a dipirona age no organismo?

Dipirona
A dipirona atua para regular as respostas de inflamação, dor e febre

A dipirona inibe as prostaglandinas, que são substâncias químicas similares a hormônios e que são produzidas localmente onde há uma lesão, infecção ou doença, regulando as respostas de inflamação, dor e febre. 

Durante o período de gestação, a prostaglandina também participa de outras funções, como a produção das fortes contrações uterinas que as grávidas sentem antes do parto. 

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O excesso de prostaglandina é responsável pelas dores que sentimos, como dor de cabeça e dor nas costas, até naúseas, vômitos, tontura e diarréia. Esses sintomas são muito comuns entre as grávidas e podem ser solucionados com inibidores de prostaglandinas, entre eles a dipirona.   

O uso de dipirona pelas grávidas pode causar malformação fetal, dependendo do período da gestação em que ela for administrada.  

Quando a grávida pode tomar dipirona?

Grávida com remédoo
A grávida pode tomar dipirona apenas durante um período da gravidez

De maneira geral, a dipirona não é indicada durante o primeiro e o último trimestres do período gestacional.

O uso da dipirona na gravidez requer muito cuidado, pois ela é capaz de atravessar a barreira placentária. Através dessa barreira, ocorre a passagem de algumas substâncias da circulação da mãe para o bebê e vice-versa. Por ela passam nutrientes, gases (oxigênio e gás carbônico) e secreções.

Nos primeiros 3 meses de gestação, a dipirona deve ser evitada ao máximo, pois é uma fase muito importante do desenvolvimento embrionário e a substância aumenta os riscos de malformações no bebê.

Durante o segundo trimestre, a dipirona pode ser administrada, desde que seja com indicação médica. Somente o médico ou médica obstetra que acompanha a grávida, poderá determinar se os benefícios superam os riscos que a dipirona pode causar durante a gestação. Se a dipirona for administrada, deve ser na menor dose efetiva e pelo menor período de tempo possível. 

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Após a 30ª semana da gestação, que é equivalente à terceira semana do sétimo mês, a dipirona deve ser evitada, pois pode prejudicar a coagulação do sangue da mãe e do bebê, trazendo riscos no momento do parto. 

Além disso, nessa fase, a dipirona pode provocar o fechamento prematuro do ducto arterial, que desvia o sangue venoso dos pulmões do bebê, pois ainda não são usados por ele. Se o ducto se fechar antes da hora, o bebê pode sufocar, pois sem o ducto e os pulmões, ele não consegue respirar.  

A dipirona também pode provocar a diminuição da quantidade dos glóbulos brancos, que são as células de defesa do corpo. Com isso, a mãe tem maiores riscos de infecção durante a gestação e após o parto. 

Praticamente todos os medicamentos são contraindicados na gravidez e, quando o uso de algum se faz necessário, deve ser com a orientação e acompanhamento médico. 

Categorias de risco na gravidez

A Food Drug Administration, também conhecida pela sigla FDA, é o órgão regulamentador de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos da América, como a ANVISA faz aqui no Brasil.

Esse órgão criou uma classificação de risco durante o período de gestação, dividida em 5 categorias: A, B, C, D e X. A dipirona se enquadra na categoria D.

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Este regulamento técnico da FDA aponta que os fármacos incluídos na categoria D ou X podem causar malformação fetal ou aborto. 

Os medicamentos na categoria D apresentam evidências de riscos ao bebê e devem ser usados somente com prescrição médica. Como a dipirona é de venda livre no Brasil, é importante que os profissionais da saúde informem as grávidas sobre os riscos da automedicação, mesmo com remédios aparentemente seguros, como a dipirona e o paracetamol

Sendo assim, o uso da dipirona no segundo trimestre da gravidez deve oferecer benefícios que superem os riscos. Além disso, deve ser usada apenas em casos de doenças graves, para as quais não há opções terapêuticas mais seguras. Veja, por exemplo, como aliviar a dor de cabeça sem remédios.   

Se você tomou dipirona sem saber que estava grávida, suspenda a medicação e informe ao médico ou médica ginecologista obstetra qual foi a dose e por quanto tempo usou o remédio. O profissional poderá solicitar alguns exames, para verificar a saúde do bebê e a sua. 

Fontes e referências adicionais

Você sabia que a dipirona poderia trazer riscos ao bebê durante a gravidez? O que você fez ou faz para aliviar as dores da gravidez? Comente abaixo! 

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