Grávida Pode Tomar Dorflex?

Especialista:
atualizado em 04/08/2020

Veja a seguir se uma mulher grávida pode tomar Dorflex ou se esse é um dos medicamentos que devem ser evitados pela gestante.

Dorflex é um medicamento de uso oral e adulto que é indicado para amenizar a dor associada a contraturas musculares, o que inclui a dor de cabeça tensional. Composto por dipirona monoidratada, citrato de orfenadrina e cafeína anidra, o remédio é dotado de ação analgésica e relaxante muscular.

A utilização do medicamento é oral e adulto e ele pode ser encontrado em embalagens contendo 24, 36, 50 ou 300 comprimidos.

Você certamente conhece alguém que costuma tomar ou recomendar o Dorflex quando alguém reclama de uma dor – isso se você não for essa pessoa. Mas além dele, existem outras várias opções de remédio para dor de cabeça.

No entanto, será que é todo mundo que pode tomar o remédio quando sente aquela dorzinha? Por exemplo, você saberia dizer se é seguro para uma gestante usar esse medicamento?

Além disso, vale a pena consultar, para quem tem costume de tomar esse medicamento, se o Dorflex dá sono, por exemplo.

Será que a grávida pode tomar Dorflex?

Para sabermos se a grávida pode tomar Dorflex, foi consultada a bula do medicamento na sua versão comprimidos.

O documento adverte que o medicamento não pode ser utilizado pelas gestantes durante os três primeiros meses e os três últimos meses de gravidez. Já no segundo trimestre da gestação, o uso do remédio deve ocorrer somente depois que o médico fizer uma avaliação cuidadosa dos potenciais riscos e benefícios do tratamento com Dorflex para a mãe e o filho.

Nenhum medicamento deve ser tomado por conta própria em uma gestação. Uma mostra de que isso é realmente sério é que uma reportagem que relatou que uma mulher de 35 anos sofreu um aborto espontâneo depois de tomar dipirona.

De acordo com a reportagem, especialistas afirmam que a dipirona sódica é capaz de passar pela placenta e atingir o feto. Estudos já indicaram que o uso da dipirona no primeiro trimestre da gestação pode provocar malformação do feto, atraso no seu desenvolvimento e a morte do embrião, este último quando a substância é ingerida em doses elevadas.

Como você provavelmente deve lembrar, a dipirona monidratada faz parte da composição de Dorflex. O feito da dipirona sódica e da dipirona monoidratada é basicamente o mesmo e há diferenças somente na forma de absorção e no tempo de efeito e ação.

Ou seja, podemos concluir que é perigoso pensar que a grávida pode tomar Dorflex, independente do estágio da sua gestação, principalmente sem o aval médico.

As outras contraindicações de Dorflex

Segundo informações da bula de Dorflex em comprimidos, disponibilizada pela Anvisa, além da gestação, os outros casos para os quais o medicamento é contraindicado incluem:

  • Alergia ou intolerância a qualquer um dos componentes da fórmula do remédio ou a analgésicos semelhantes à dipirona – derivados de pirazolonas (ex.: fenilbutazona, oxifembutazona) ou a pirazolidinas (ex.: fenilbutazona, oxifembutazona) – incluindo, por exemplo, casos anteriores de agranulocitose (diminuição acentuada na contagem de leucócitos do sangue – glóbulos brancos) em decorrência do uso de um destes medicamentos;
  • Glaucoma (aumento da pressão intraocular);
  • Obstrução pilórica ou duodenal (estreitamento da passagem do conteúdo no estômago e intestino);
  • Problemas motores no esôfago (megaesôfago);
  • Úlcera péptica estenosante (estreitamento anormal);
  • Hipertrofia prostática (aumento da próstata);
  • Obstrução do colo da bexiga;
  • Miastenia grave (doença neuromuscular que causa fraqueza);
  • Porfiria hepática aguda intermitente – doença metabólica que se manifesta através de problemas na pele e/ou com complicações neurológicas (risco de ataques de porfiria);
  • Deficiência congênita da glicose-6-fosfato-desidrogenase (risco de hemólise – destruição dos glóbulos vermelhos, o que pode levar a anemia);
  • Função da medula óssea insuficiente (por exemplo: após tratamento que bloqueia a divisão celular);
  • Doenças do sistema hematopoiético (responsável pela produção das células sanguíneas);
  • Broncoespasmo desenvolvido (contração dos brônquios levando a chiado no peito) ou outras reações anafiláticas (ex.: urticária, rinite, angioedema) com medicamentos para dor, como: salicilatos, paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno, indometacina, naproxeno;
  • Amamentação.

Os possíveis efeitos colaterais de Dorflex

Ao lado dos riscos que o medicamento pode trazer a uma gestação, a bula de Dorflex em comprimidos, disponibilizada pela Anvisa, relata que as seguintes reações adversas estão associadas a ele:

  • Síndrome de Kounis (aparecimento simultâneo de eventos coronarianos agudos e reações alérgicas ou anafilactoides – engloba conceitos como infarto alérgico e angina alérgica);
  • Redução ou aumento do ritmo cardíaco;
  • Arritmias cardíacas;
  • Palpitações;
  • Distúrbios do sistema imunológico: choque anafilático e reações anafiláticas/anafilactoides, que podem se tornar graves e com risco de vida, às vezes fatal. Estas reações podem ocorrer mesmo após Dorflex ter sido utilizado previamente em muitas ocasiões sem complicações. Podem se manifestar com sintomas na pele ou nas mucosas (coceira e/ou ardência, ardor, vermelhidão, urticária, inchaço), falta de ar e, menos frequentemente, sintomas gastrintestinais, podendo progredir para formas mais severas de urticária generalizada, angioedema grave (inchaço na pele), broncoespasmo grave (contração dos brônquios levando a chiado no peito), arritmias cardíacas, queda da pressão sanguínea (algumas vezes precedida por aumento da pressão sanguínea) e choque circulatório (colapso circulatório em que existe um fluxo sanguíneo inadequado para os tecidos e células do corpo). Em pacientes com síndrome da asma analgésica, reações de intolerância aparecem tipicamente na forma de ataques asmáticos. Estas reações medicamentosas podem desenvolver-se imediatamente após o uso de dipirona ou horas mais tarde; contudo, a tendência normal é que estes eventos ocorram na primeira hora após a administração. Foram relatados casos muito raros de anemia aplástica (produção de quantidade insuficiente de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas pela medula óssea) associada ao uso de orfenadrina;
  • Erupção fixada medicamentosa;
  • Raramente, exantema [rash (erupções cutâneas)];
  • Em casos isolados, síndrome de Stevens-Johnson (forma grave de reação alérgica caracterizada por bolhas em mucosas e em grandes áreas do corpo) ou síndrome de Lyell (doença inflamatória aguda que afeta principalmente pele e mucosas);
  • Distúrbios do sangue e sistema linfático: anemia, agranulocitose e pancitopenia (diminuição das células do sangue), incluindo casos fatais; leucopenia (redução dos glóbulos brancos no sangue) e trombocitopenia (redução do número de plaquetas). Estas reações podem ocorrer mesmo após Dorflex ter sido utilizado previamente em muitas ocasiões, sem complicações. Sinais típicos de agranulocitose incluem lesões inflamatórias na mucosa (orofaríngea, anorretal, genital), inflamação na garganta, febre (mesmo inesperadamente persistente ou recorrente). Entretanto, em pacientes recebendo tratamento com antibióticos, os sinais típicos de agranulocitose podem ser mínimos. Sinais típicos de redução do número de plaquetas incluem maior tendência para sangramento e aparecimento de manchas vermelhas ou purpúreas na pele e membranas mucosas;
  • Reações de queda na pressão sanguínea transitórias isoladas, ocasionalmente após a administração; em casos raros, estas reações apresentam-se sob a forma de queda crítica da pressão sanguínea;
  • Em casos muito raros, especialmente em pacientes com histórico de doença dos rins, pode ocorrer agravamento da função dos rins (insuficiência renal aguda), em alguns casos com diminuição ou ausência da produção de urina (oligúria ou anúria) ou perda de proteína através da urina;
  • Em casos isolados, pode ocorrer inflamação nos rins (nefrite intersticial);
  • Coloração avermelhada pode ser observada algumas vezes na urina;
  • Sangramento gastrointestinal;
  • Boca seca;
  • Sede;
  • Diminuição da sudorese;
  • Retenção ou hesitação urinária (atraso na passagem da urina);
  • Visão borrada;
  • Dilatação da pupila;
  • Aumento da pressão;
  • Intraocular;
  • Fraqueza;
  • Enjoos;
  • Vômitos;
  • Dor de cabeça;
  • Tonturas;
  • Prisão de ventre;
  • Sonolência;
  • Reações alérgicas;
  • Coceira;
  • Alucinações;
  • Agitação;
  • Tremor;
  • Irritação gástrica;
  • Não frequentemente, pacientes idosos podem sentir certo grau de confusão mental;
  • Em doses tóxicas podem ocorrer, além dos sintomas mencionados, ataxia (falta de coordenação dos movimentos), distúrbio da fala, dificuldade para ingerir alimentos líquidos ou sólidos, pele seca e quente, dor ao urinar, diminuição dos movimentos peristálticos intestinais, delírio e coma.

Mais importante do que saber se a grávida pode tomar Dorflex

É que a futura mamãe conte com o acompanhamento individualizado do médico a partir do momento em que descobre que está esperando um neném para que saiba exatamente o que pode e o que não pode fazer ao longo da sua gestação – o que inclui os medicamentos que deve e os que não deve tomar durante os nove meses.

Precisamos lembrar que cada mulher e cada gravidez é única, podendo apresentar diferentes riscos e necessidades. Portanto, as recomendações podem variar de gestante para gestante, o que evidencia como é importante que cada uma realmente tenha um acompanhamento médico individualizado.

Tenha em mente ainda que este artigo serve unicamente para informar e jamais pode substituir as orientações qualificadas e profissionais de um médico.

Fontes e Referências Adicionais:

Você imaginava que grávida pode tomar Dorflex ou sabia que era perigoso? Tomou esse remédio durante sua gestação? Comente abaixo!

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