Herpes zóster: o que é, sintomas, causas e tratamento

Especialista da área:
atualizado em 05/01/2022

Quando se pensa em bolhas e manchas vermelhas na pele, que doem e coçam, a primeira associação que se faz é de uma criança com catapora. Mas, adultos e idosos também manifestam esses sintomas, quando estão com herpes zóster, popularmente conhecido como cobreiro. Essa doença ocorre por uma reativação do mesmo vírus causador da catapora.

  Continua Depois da Publicidade  

Veja o que é o herpes zóster, os sintomas, como se pega e os tratamentos. 

O que é herpes zóster?

O herpes zóster é causado pelo mesmo vírus responsável pela catapora, o Varicella zoster virus (VZV) ou herpesvírus humano tipo 3.

A catapora ou varicela ocorre com maior frequência durante a infância, resultado do primeiro contato com o vírus. Já o herpes zóster é mais comum entre os idosos, quando esse vírus, que estava incubado em um gânglio nervoso, é reativado por algum fator que enfraquece o sistema imune. 

O vírus volta a ficar ativo no nervo onde estava alojado, causando uma leve coceira e formigamento no local. Algum tempo depois, surgem as bolhas vermelhas cheias de líquido, que contêm o vírus ativo.

Sintomas do herpes zóster

Herpes
A coceira é o principal sintoma da herpes zóster
  • Coceira, formigamento e queimação no estágio pré-lesão, antes das feridas aparecerem na pele.
  • Feridas em forma de bolhas avermelhadas contendo um líquido, que aparecem em apenas um lado do corpo (direito ou esquerdo), não atravessando a linha média. 
  • A região onde as feridas aparecem coincide com o local do nervo onde o vírus ficou incubado. 
  • A disposição das feridas forma como se fosse um trajeto, que coincide com o comprimento do nervo afetado. É bem evidente que esse “caminho” de feridas se forma do lado direito ou esquerdo. 
  • As feridas afetam, geralmente, o tronco (abdômen e costas), face ou os membros superiores.
  • Dor no local das feridas, pois são originadas em um nervo, o que as torna bastante dolorosas. 
  • A dor pode aparecer na fase pré-lesão e permanecer após a resolução das feridas, constituindo uma neuralgia pós-herpética.
  • Febre baixa de até 38ºC. 

Como é feito o diagnóstico do herpes zóster?

O médico avalia as lesões na pele e faz perguntas ao paciente, a respeito de outros sinais e sintomas que esteja sentindo. 

A partir de todas as informações e avaliações, o médico faz um diagnóstico diferencial, que consiste em excluir outras doenças que são bem parecidas com o herpes zóster, como a dermatite de contato, dermatite herpetiforme, impetigo e herpes simples. 

  Continua Depois da Publicidade  

Mas, a localização das lesões em apenas um lado do corpo é a característica mais importante que torna o diagnóstico óbvio para herpes zóster. 

Como se pega o herpes zóster?

Adultos que não tiveram catapora na infância, ou que não foram vacinados, estão suscetíveis a pegarem o herpes zóster, que é uma doença contagiosa.

O contágio se dá através do contato com pessoas infectadas e com objetos que estiveram em contato com elas, como roupas de cama e toalhas. 

Pessoas que já têm imunidade contra o vírus, seja porque pegaram catapora em alguma fase da vida ou porque foram vacinadas, normalmente não desenvolvem a doença. Mas, o vírus do herpes zóster fica adormecido no corpo e pode ser reativado, mesmo após muitos anos latente. Quando o sistema imunológico sofre uma baixa, o vírus pode voltar a se multiplicar no organismo, causando os sintomas. 

Alguns grupos de pessoas apresentam maior risco de desenvolverem a doença, por causa do comprometimento do sistema imune: 

  • Idosos com mais de 60 anos.
  • Pessoas com doenças que enfraquecem o sistema imune, como HIV/AIDS, ou que tomam medicamentos que suprimem a sua ação, como quimioterápicos ou medicações para doenças autoimunes. 
  • Pessoas em fase de recuperação de doenças infecciosas, como pneumonia. 
  • Pessoas que estão vivendo com excesso de estresse e ansiedade, de tal forma que prejudicam o sistema imunológico. 

Prevenção contra o herpes zóster

A vacina contra o herpes zóster, a Zostavax®, é indicada para pessoas acima de 50 anos, pois reduz as chances de desenvolver a doença em 50%, e ainda previne a ocorrência de neuralgia pós-herpética.

  Continua Depois da Publicidade  

A vacina contra catapora dada na infância, em dose única, a partir de 1 ano de idade, também ajuda na prevenção do herpes zóster na idade adulta. 

Tratamento do herpes zóster

Herpes zóster
Há uma série de medidas importantes a serem tomadas para o tratamento

Os medicamentos utilizados para tratar o herpes zóster têm ação antiviral, ou seja, atuam inibindo a replicação do vírus e, como consequência, diminuem a gravidade e a duração dos sintomas, e a extensão das lesões. A grande vantagem do tratamento é diminuir as chances de complicação da doença, como a neuralgia em pessoas acima de 40 anos. 

Se não tratadas, o herpes zóster tem resolução natural, com o desaparecimento das feridas após aproximadamente 7 dias.

As bolhas na pele causam dor, por isso, o tratamento também inclui analgésicos, que ajudam a diminuir o desconforto. 

Se as lesões do herpes zóster surgirem no centro da face, atingindo os olhos e o nariz, deve-se procurar ajuda médica, para que o problema seja tratado com medicação intravenosa. Esse caso deve ser acompanhado pela equipe médica, a fim de evitar complicações sérias, como cegueira e meningite. 

Geralmente, para os casos mais simples, são prescritos os seguintes antivirais

  Continua Depois da Publicidade  

  • Aciclovir (800 mg): 5 vezes ao dia, com intervalo de 4 horas, por 7 a 10 dias.
  • Valaciclovir (1000 mg): 3 vezes ao dia, por 7 dias. 
  • Fanciclovir (500 mg): 3 vezes ao dia, por 7 dias.

A dosagem desses medicamentos varia de acordo com a necessidade de cada paciente, respeitando a faixa etária e a condição prévia de seu sistema imune, por isso, a automedicação não é recomendada. 

O tratamento só é válido se iniciado no início dos sintomas. Quando as feridas já estão com casquinhas, é sinal de que o sistema imunológico deu conta de combater a infecção e não é necessário o uso de antiviral. 

Medidas importantes durante o tratamento

Você pode ajudar o seu sistema imune a combater o vírus através da alimentação, consumindo alimentos ricos em lisina. A lisina inibe a ação da arginina, um aminoácido presente no organismo, que o vírus utiliza para a sua multiplicação. Então, consumir alimentos ricos em lisina ajuda no tratamento. Veja os alimentos que contêm lisina.

Quando for lavar as feridas, use água e sabão neutro, sem esfregar a pele. Essa ação é muito importante para impedir uma outra infecção por bactérias oportunistas, que podem usar as feridas como porta de entrada para se instalar e multiplicar, piorando os sintomas.

Não use roupas apertadas, que grudam na pele. Escolha usar roupas largas, confortáveis e de algodão, para que a pele possa “respirar” e permitir a devida cicatrização das feridas. 

Não coce as feridas. Para aliviar essa sensação desconfortável, aplique uma compressa fria. Uma boa alternativa, que ajuda a acalmar a pele irritada, é aplicar a compressa fria umedecida com chá de camomila. 

  Continua Depois da Publicidade  

Não aplique cremes e pomadas sobre as feridas. 

Quanto antes os tratamentos forem iniciados, mais rápida é a recuperação e cicatrização das feridas. O tempo ideal para início do tratamento é em até 72 horas após o início dos sintomas.

Complicações do herpes zóster

Uma complicação comum em pessoas acima de 60 anos é a neuralgia pós-herpética, que é uma dor que aparece após a resolução do herpes zóster e é mais intensa do que quando as bolhas estavam presentes na pele. 

A dor é tão intensa que atrapalha a pessoa na realização de atividades comuns do dia a dia, e pode persistir por várias semanas e até meses. Nesse caso, o médico prescreve medicações para tratar a dor causada pela inflamação do nervo.

Outra complicação menos comum acontece quando o vírus herpes zóster atinge a córnea, causando problemas de visão, que necessitam de tratamento específico com um oftalmologista. 

Existem complicações mais raras, que estão associadas com o local onde o vírus se instalou, podendo causar pneumonia, problemas de audição e inflamação no cérebro. Essas complicações tendem a acometer pessoas com o sistema imune debilitado, por causa de comorbidades associadas.

Fontes e referências adicionais

Você conhecia o herpes zóster? Sabia que ele é causado pelo mesmo vírus responsável pela catapora? Comente abaixo!

1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (Nenhum voto ainda)
Loading...
Sobre Equipe MundoBoaForma

Quando se trata de saúde, é muito importante poder contar com uma fonte confiável de informações. Afinal de contas, sabemos que a sua qualidade de vida e bem-estar devem estar em primeiro lugar para você. Por isso, contamos com uma equipe profissional diversificada, com redatores e editores que desenvolvem um conteúdo de qualidade, adaptando-o a uma linguagem de fácil compreensão para o público em geral, tendo por base as mais confiáveis fontes de informação. Depois disso, todo artigo é revisado por profissional especialista da área, para garantir que as informações são verídicas, e só então ele é publicado no site. Tudo isso para que você tenha confiança no MundoBoaForma e faça daqui sua fonte preferencial de consulta para assuntos relacionados a saúde, boa forma e qualidade de vida. Conheça mais sobre os profissionais que contribuem para a qualidade editorial do portal.

Deixe um comentário