Cobreiro na Pele – O Que é, Sintomas e Tratamento

Pode ser que você nunca tenha ouvido falar em cobreiro na pele, mas com certeza já conheceu alguém com essa doença. Para que você saiba o que é o cobreiro na pele e saiba se proteger dessa infecção viral tão comum, este artigo trará informações importantes sobre os sintomas da condição, sobre como deve ser feito o tratamento e sobre quais são as medidas de prevenção.

O cobreiro na pele é uma infecção causada pelo mesmo vírus que causa a catapora. As erupções cutâneas que surgem na pele podem desencadear sintomas como dor, queimação e muitos outros.

Aumentar a sua imunidade é uma da formas de estar mais protegido. Por isso, é muito importante que você não deixe de consumir os alimentos que aumentam a imunidade.

Essa infecção é mais comum do que se pensa. Estima-se que a cada 3 pessoas, 1 irá apresentar cobreiro na pele durante a vida.

Apesar de ser contagiosa, é possível adotar medidas de prevenção para minimizar o risco de contágio e reduzir o risco de complicações através do tratamento adequado da infecção.

Cobreiro na Pele – O Que é?

O cobreiro na pele – chamado também de herpes-zoster – é uma infecção causada pelo vírus varicela-zoster, que é o vírus responsável também pela catapora (ou varicela).

As erupções cutâneas geralmente ocorrem depois de um nervo abaixo da pele ser infectado, o que pode causar muita dor e desconforto.

Pessoas que já tiveram catapora podem ter herpes-zoster em algum momento da vida. Isso pode acontecer porque mesmo depois de curado da catapora, o vírus pode continuar vivo no sistema nervoso na sua forma inativa e ser reativado, causando desta vez o cobreiro na pele.

Se você nunca foi exposto ao vírus da catapora, você nunca terá cobreiro na pele. E até mesmo a maioria dos adultos já expostos ao vírus podem nunca ter um surto de herpes-zoster, pois é provável que o vírus permaneça adormecido. Porém, algumas pessoas podem ter o vírus reativado e sofrer com os sintomas desagradáveis da infecção.

Não se sabe exatamente porque o cobreiro acontece, mas a reativação do vírus tem a ver com a redução da imunidade conforme vamos ficando mais velhos – um dos motivos pelos quais o cobreiro na pele atinge mais as pessoas mais velhas – ou com a presença de doenças autoimunes, por exemplo.

Sintomas de Cobreiro na Pele

Os principais sintomas de cobreiro na pele são:

  • Dor em uma pequena seção apenas em um lado do corpo;
  • Sensação de queimação na pele;
  • Dormência ou formigamento
  • Erupção cutânea avermelhada que surge alguns dias depois da dor e que costuma afetar apenas um lado do corpo ou a região ao redor do olho ou próxima do pescoço e do rosto;
  • Bolhas com líquidos que estouram com facilidade e formam uma crosta na pele;
  • Coceira;
  • Sensibilidade ao toque;
  • Manchas vermelhas.

O sintoma mais comum de cobreiro na pele é a dor que pode surgir de diversas formas. Ela pode ser uma dor incômoda, com ardência, constante, aguda ou insuportável.

A erupção cutânea também costuma ser bem comum e pode aparecer acompanhada ou não de bolhas, mas é possível que pessoas com cobreiro na pele sintam dores mesmo sem desenvolver as erupções na pele.

Sintomas adicionais podem incluir:

  • Febre;
  • Arrepios;
  • Inchaço nos gânglios linfáticos;
  • Fadiga;
  • Náusea;
  • Sensibilidade à luz;
  • Fraqueza muscular;
  • Dor de cabeça.

Fatores de Risco

Qualquer pessoa que já teve catapora pode ter cobreiro na pele, mas há alguns fatores que podem aumentar o risco de desenvolver a infecção viral, tais como:

  • Ter 50 anos de idade ou mais;
  • Ser submetido a tratamentos como quimioterapia ou radioterapia;
  • Ter tido catapora durante a infância;
  • Usar medicamentos que podem enfraquecer o sistema imunológico;
  • Trauma ou estresse;
  • Ter uma doença que afeta o sistema imunológico como a AIDS ou o câncer.

O Cobreiro na Pele é Contagioso?

Um indivíduo com cobreiro na pele pode transmitir o vírus varicela-zoster para pessoa que não são imunes à varicela. A transmissão pode acontecer pelo contato direto com erupções cutâneas abertas. Porém, a pessoa que contrair o vírus não desenvolverá cobreiro na pele, mas sim catapora.

Por isso é importante evitar contato físico com outras pessoas até que as bolhas e as erupções cutâneas características do cobreiro na pele desapareçam, pois pode ser que você transmita o vírus para pessoas que não tomaram vacina contra a varicela.

Possíveis Complicações

As complicações de saúde causadas pelo cobreiro na pele não são comuns, mas podem ocorrer:

  • Neuralgia pós-herpética, uma condição em que as fibras nervosas danificadas continuam enviando mensagens de dor para o cérebro, fazendo com que a dor permaneça mesmo após o desaparecimento das bolhas na pele;
  • Infecções bacterianas em que a pele fica inchada, vermelha e quente ao toque;
  • Dor ou erupção cutânea que afeta a parte ao redor do olho que deve ser imediatamente tratada para evitar danos oculares como lesões na córnea e até a perda da visão;
  • Perda de audição ou dor intensa em um ouvido além de tontura, paralisia facial parcial ou perda do paladar que podem ser sintomas da síndrome de Ramsay Hunt – condição que afeta os nervos da cabeça e que pode ser desencadeada pela infecção viral;
  • Pneumonia ou outras doenças devido ao sistema imune enfraquecido;
  • Inflamação no cérebro ou na medula espinhal como a encefalite ou a meningite que podem colocar a vida em risco.

Complicações na gravidez

Ainda que seja pouco comum, o cobreiro pode ocorrer na gravidez se a gestante não tiver se vacinado ou se nunca teve varicela na vida.

Dependendo da etapa gestacional, podem ocorrer defeitos congênitos após a infecção. Por isso, é muito importante atualizar a vacina contra a varicela antes de engravidar para proteger não só a saúde da mãe, mas também do feto.

Complicações em idosos

O cobreiro é mais comum em adultos mais velhos. Dados mostram que metade das pessoas que adquirem herpes-zoster durante a vida são pessoas com 60 anos de idade ou mais. Isso acontece porque o sistema imunológico dos idosos é mais frágil.

Essa fragilidade do sistema imune aumenta o risco de complicações incluindo erupções cutâneas mais graves e infecções bacterianas. Essa faixa etária também é mais propensa a desenvolver pneumonia e inflamação no cérebro.

O CDC recomenda que adultos com 50 anos ou mais se previnam por meio da vacina contra a varicela.

Tratamento

Grande parte dos casos de cobreiro na pele tendem a se resolver em 2 ou 3 semanas e não existe um tratamento específico para a infecção. Mas é possível usar alguns remédios para amenizar os sintomas e se recuperar mais rapidamente da condição.

Alguns medicamentos que podem ser prescritos por um médico incluem:

– Remédios antivirais

Medicamentos antivirais como o aciclovir, o valaciclovir e o famciclovir podem ser usados para diminuir a dor e acelerar o processo de recuperação. Em geral, o antiviral é indicado de 2 a 5 vezes ao dia ou de acordo com a orientação médica.

– Medicamentos anti-inflamatórios

Anti-inflamatórios como o ibuprofeno servem para amenizar o inchaço e a dor causados pela infecção. O uso geralmente é feito em intervalos de 6 a 8 horas.

– Analgésicos

Analgésicos podem ajudar a aliviar sintomas de dor no início da infecção. Usar analgésicos 1 ou 2 vezes ao dia nos primeiros dias de infecção já é suficiente para promover alívio.

Cremes, géis ou outros produtos contendo anestésicos como a lidocaína também podem ser usados sobre a pele para diminuir a dor.

– Anti-histamínicos

A difenidramina é um exemplo de anti-histamínico que pode ser recomendado em alguns casos de cobreiro em que há muita coceira.

– Capsaicina

Trata-se de uma substância que ajuda a diminuir o risco de dor no nervo – condição chamada de neuralgia pós-herpética – que pode ocorrer depois de cessada a infecção.

– Corticosteroides

Corticosteroides como a prednisona podem ser usados quando há risco de danos oculares ou auditivos devido à infecção.

– Outras abordagens de tratamento

O uso de anticonvulsivos e antidepressivos tricíclicos podem ser indicados em casos de dor prolongada que não responde a outros tipos de tratamento. Mas geralmente esse tipo de tratamento é evitado ao máximo, pois remédios como esses podem causar efeitos adversos sérios e indesejados.

Formas Naturais de Obter Alívio

  1. Descansar: o descanso é fundamental para o corpo conseguir combater o vírus e se recuperar da infecção.
  2. Usar compressas: o uso de compressas frias e úmidas sobre a pele ajuda a diminuir a dor, a coceira e a sensação de queimação causadas pelas erupções cutâneas.
  3. Aplicar loções calmantes: loções calmantes contendo calamina, por exemplo, podem ajudar a aliviar a dor e a coceira na pele.
  4. Tomar banho: um banho morno relaxante pode ajudar a aliviar a dor e a coceira. Para aumentar a eficácia, é possível usar aveia coloidal para aplicar na pele durante o banho.

Se os sintomas não melhorarem em até 10 dias, é importante retornar ao consultório médico para realizar alguns exames e ver como o seu sistema imunológico está respondendo à infecção.

É Possível se Prevenir?

Além de se proteger, é importante evitar que o vírus se espalhe para outras pessoas. Algumas dicas que ajudam a evitar a propagação da infecção viral são:

  • Manter as erupções cutâneas cobertas;
  • Lavar as mãos com frequência;
  • Evitar o contato direto com pessoas que não tiveram catapora, que não tomaram vacina ou que apresentam o sistema imunológico debilitado por qualquer que seja o motivo.

Além dessas formas básicas de prevenção, a vacina é a melhor maneira de prevenir o cobreiro e as suas complicações.

A vacina contra a varicela (que também protege contra outras doenças como o sarampo, a caxumba e a rubéola) deve ser tomada em 2 doses durante a infância e adultos que nunca tiveram catapora ou nunca tomaram a vacina também devem tomar uma dose. A vacina é capaz de evitar doenças causadas pelo vírus da varicela em 9 a cada 10 pessoas que a tomam.

Apesar de não garantir que todos os vacinados não desenvolvam catapora ou cobreiro na pele, o risco é reduzido assim como a possibilidade de complicações e a gravidade da doença é menor.

Também existem vacinas desenvolvidas especialmente para diminuir o risco de desenvolver cobreiro na pele. Elas são indicadas principalmente para pessoas acima de 50 anos de idade que são mais propensas a desenvolver complicações devido à infecção viral.

Existem 2 tipos: a Shingrix e a Zostavax. Zostavax foi a primeira vacina aprovada para prevenir o cobreiro na pele. Já a Shingrix é uma vacina que foi desenvolvida recentemente e que deve ser tomada em 2 doses. Ela previne a ocorrência de cobreiro na pele em mais de 90% dos indivíduos que tomam a vacina e é a preferida dos médicos devido à sua maior eficácia. Por ser mais eficiente, a Shingrix é indicada até se o indivíduo com mais de 50 anos de idade já tomou a Zostavax anteriormente.

Quando Procurar um Médico?

Como a maioria das infecções virais se resolvem sozinhas sem a necessidade de usar medicamentos, algumas pessoas deixam de ir ao médico mesmo reconhecendo sintomas de infecção no corpo.

Em qualquer caso, o contato com um médico é indispensável para descartar problemas de saúde mais sérios e tratar a infecção da melhor maneira possível, mas nas situações mencionadas abaixo, a ida ao consultório médico não deve ser adiada em hipótese alguma:

  • O indivíduo tem 60 anos ou mais de idade;
  • A dor e a erupção cutânea afetam a pele ao redor dos olhos;
  • A erupção na pele é muito dolorosa e generalizada;
  • A pessoa com suspeite de cobreiro na pele tem um sistema imunológico fragilizado por causa de alguma doença ou devido ao uso de certos medicamentos.

Dados do CDC indicam que apenas cerca de 1 a 4% da população que desenvolve cobreiro na pele precisam de hospitalização devido a complicações de saúde e que 30% dessas pessoas apresentam problemas relacionados ao sistema imunológico.

Ainda que seja uma parcela pequena, é melhor prevenir do que remediar e procurar um médico para obter orientações mais detalhadas sobre o combate ao vírus e para checar se você está forte o suficiente para lutar sozinho contra a infecção.

Referências Adicionais:

Você já teve cobreiro na pele? Como foi o tratamento recomendado pelo médico e que sintomas sentiu? Comente abaixo!

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