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- Pesquisadores da Imperial College London e da Universidade de Glasgow criaram o composto IPE (inulina-propionato éster), que se mostrou eficaz na prevenção de ganho de peso em testes com humanos.
- Em um primeiro estudo, voluntários que consumiram 10 g de IPE comeram 14% menos em um buffet livre do que aqueles que consumiram fibra alimentar normal, além de apresentarem maiores níveis de hormônios redutores do apetite.
- Em outro teste, com 60 pessoas ao longo de 24 semanas, quem tomou 10 g de IPE diariamente não ganhou peso de forma significativa e teve menos gordura abdominal e no fígado do que o grupo que consumiu fibra comum.
- Segundo o pesquisador Gary Frost, nenhum efeito colateral negativo foi registrado nos testes, e o próximo passo é avaliar se o IPE mantém o efeito quando adicionado a alimentos como pães.
- O IPE contém propionato em concentração maior do que a obtida pela alimentação normal, estimulando a liberação de hormônios que reduzem a sensação de fome.
O excesso de peso é um problema que atinge pessoas no mundo todo: existem em torno de 2,1 bilhões de indivíduos obesos ou com sobrepeso no planeta, de acordo com dados de pesquisa realizada pelo Instituto de Métrica e Avaliação para a Saúde (IHME) da Universidade de Washington. No Brasil, a taxa de pessoas com excesso de peso é de 51%, segundo levantamento feito pelo Ministério da Saúde.
Para ajudar no tratamento desse problema, pesquisadores da Imperial College London e da Universidade de Glasgow no Reino Unido criaram o composto IPE (inulina-propionato éster), que se mostrou eficaz na prevenção de ganho de peso em seus primeiros testes realizados em humanos.
No primeiro estudo, os cientistas deram 10 g de IPE ou fibra alimentar normal a 20 voluntários, que foram colocados em frente a um buffet, em que poderiam comer a quantidade que desejassem. O resultado foi que aqueles que tinham ingerido o IPE comeram 14% a menos do que aqueles que haviam consumido a fibra alimentar normal, além de terem registrado maiores concentrações de hormônios que trabalham na redução de apetite no sangue.
Em outro teste, que contou com a participação de 60 pessoas ao longo de 24 semanas, novamente os pesquisadores deram 10 g de IPE, em pó, para serem ingeridas diariamente a metade do grupo e fibra alimentar normal à outra metade. Ao final do período, foi identificado que nenhuma das pessoas que ingeriram o IPE tinham ganhado muito peso e que eles tinham menor gordura abdominal e no fígado do que os voluntários que haviam consumido a fibra alimentar.
Ao Fox News, o autor do estudo e professor do Departamento de Medicina na Imperial College London Gary Frost disse que nenhum efeito colateral negativo foi registrado nos participantes durante os testes e que o próximo passo é verificar se o IPE apresentará o mesmo resultado se adicionado à receita de comidas, como pães, por exemplo.
“Esse pequeno estudo mostra sinais encorajadores que utilizar o ingrediente que nós desenvolvemos na dieta como suplemento previne o ganho de peso em pessoas que tenham excesso de peso”, disse.
Como o IPE funciona?
O composto formulado pelos pesquisadores britânicos contém o propionato, uma substância produzida naturalmente pelo organismo quando a fibra alimentar é fermentada pelos micróbios presentes no intestino. Esse processo estimula a liberação de hormônios que agem na redução da sensação de fome.
A grande diferença do IPE para outros ingredientes é que ele proporciona maiores e mais concentradas quantias do propionato que as que podem ser obtidas na alimentação normal, e para obter o efeito de redução de apetite seria necessário comer enormes quantias de fibra, como explica o professor Gary Frost. “Nós queríamos encontrar um jeito mais eficiente de distribuir propionato ao intestino”, completou.