“Retinol vegano”: conheça a planta que reduz sinais de envelhecimento e estimula a produção de colágeno

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  • A babchi, planta originária da Índia, é usada há anos por chineses e indianos no cuidado da pele; de suas sementes se extrai o bakuchiol, substância apelidada de retinol vegano.
  • O bakuchiol foi identificado em 1966 por pesquisadores indianos e, desde então, vem sendo usado no tratamento de acne, vitiligo, fotoenvelhecimento, psoríase e erupções cutâneas.
  • Um estudo publicado em 2019 pela Associação Britânica de Dermatologistas mostrou que o bakuchiol tem efeito comparável ao retinol contra o fotoenvelhecimento facial, mas causa menos irritação.
  • Segundo especialistas ouvidas na reportagem, os benefícios incluem renovação celular, redução da oleosidade e de cravos, ação contra manchas e cicatrizes, com efeito antioxidante até duas vezes maior que o da vitamina E.
  • Por ser mais bem tolerado que o retinol tradicional, o bakuchiol pode ser aplicado até duas vezes ao dia, mas a consulta com um dermatologista é indicada para definir o tratamento adequado a cada caso.

Já sabemos que uma boa alimentação e hidratação, com cremes e a ingestão direta de água, fazem toda a diferença na saúde da pele. Mas existem outros fatores inevitáveis, como o avanço da idade e exposição ao sol, por exemplo, que acabam exigindo cuidados um pouco maiores.

Aí entram os procedimentos estéticos e produtos cosméticos ou, neste caso, produtos naturais. Você já ouviu falar da babchi, conhecida como o “retinol vegano”?

Retinol vegano
Substância de planta indiana é usada no tratamento da pele

A planta babchi é original da Índia e utilizada há anos por chineses e indianos para fins cosméticos, devido a suas propriedades antibacterianas, antifúngicas, antioxidantes e anti-inflamatórias. É possível extrair de suas sementes um óleo terapêutico que funciona como loção antienvelhecimento.

Tal substância é conhecida como bakuchiol e foi identificada em 1966 por pesquisadores do Laboratório Químico Nacional da Índia. Desde então, vem sendo usado para tratamento de doenças de pele, como acne, vitiligo, fotoenvelhecimento, psoríase e erupções cutâneas. 

“Existem diversos estudos científicos que comprovam os efeitos biológicos do bakuchiol, entre os quais se destaca sua capacidade estrogênica, hipoglicemiante e cardioprotetora”, ressaltou Graciela Manzur, chefe da Divisão de Dermatologia do Hospital de Clínicas da Universidade de Buenos Aires.

Por seu efeito bastante eficaz e rápido, além de sua origem vegetal, o bakuchiol é conhecido como “retinol vegano”, de acordo com Wanda Sabrina Stilman, médica especializada em dermatologia da Universidade de Buenos Aires. 

Até o momento, não foram apresentadas contraindicações, exceto em casos de alergias a algum componente do produto. Mas, é necessário ter cuidado com a combinação do item com outros ácidos, como o glicólico, pois podem degradar o princípio ativo do bakuchiol e interferir em suas ações.

Por ser uma alternativa vegetal e menos agressiva, o uso do bakuchiol não causa as consequências secundárias, como a irritação e coceira, provocadas pelo retinol. O estudo 

O estudo “Avaliação prospectiva, randomizada e duplo-cega do uso de bakuchiol e retinol para o fotoenvelhecimento facial”, publicado pela Associação Britânica de Dermatologistas, em 2019, apontou que o extrato da babchi pode ser comparado ao retinol no que se refere ao seu efeito de melhorar o fotoenvelhecimento, além de causar menos irritação.

É indicado seu uso de manhã e à noite, devido ao principio ativo não ser fotossensível. O extrato da planta babchi também é rico em ácidos graxos essenciais, em especial o linoleico e o oleico, conhecidos por suas propriedades hidratantes e antiinflamatórias. 

Pele saudável
Redução da oleosidade da pele é uma das promessas do retinol vegano

A substância natural também atua na redução de cicatrizes, como poderoso antioxidante e apresenta até o dobro do efeito da vitamina E nesse sentido.

Não acaba por aí: Stilman explicou que os benefícios mais notáveis da implementação do bakuchiol no dia a dia são a renovação celular, mantendo a pele mais lisa, macia e luminosa, o controle na formação de cravos e acne, por diminuir a oleosidade da pele, e ação contra a despigmentação, unificando o tom da pele e clareando manchas.

O bakuchiol e o retinol agem em mecanismos celulares parecidos, ainda que existam certas diferenças devido à estrutura química das duas substâncias não ser a mesma.

“O ácido retinoico e seus derivados (retinol, retinaldeído, tretinoína, adapaleno) são princípios ativos amplamente sugeridos pelos dermatologistas por seus benefícios terapêuticos, mas com dificuldade de aplicação diária. Por outro lado, o bakuchiol é mais bem tolerado, podendo ser aplicado até duas vezes ao dia: pela manhã, após a limpeza facial e antes da aplicação do protetor solar, e à noite, após a higiene facial”, detalha a profissional.

Vale ressaltar que é sempre necessária a consulta com um médico dermatologista para saber qual é o seu caso específico e, assim, descobrir qual o tratamento mais adequado.

Você já conhecia o retinol vegano? Já chegou a usá-lo? Comente abaixo!

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