Síndrome de FOMO – O que é, sintomas e tratamento

Especialista da área:
atualizado em 15/04/2021

Cada vez mais comum, a síndrome de FOMO pode prejudicar muito a sua qualidade de vida. Veja aqui o que é, as causas, sintomas e tratamento dessa síndrome.

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Da sigla em inglês FOMO (Fear of missing out), a síndrome de FOMO é um conjunto de emoções desagradáveis que pode afetar qualquer pessoa.

Trata-se de um medo de ficar de fora dos acontecimentos do dia a dia. Assim, uma pessoa com FOMO sente a necessidade de saber tudo o que está acontecendo.

De fato, isso eleva muito os níveis de ansiedade. Por isso, confira também quais são os sintomas da ansiedade e como tratar.

Além disso, as redes sociais agravaram essa síndrome porque sempre temos a sensação de que os outros estão mais felizes ou aproveitando a vida de uma maneira melhor do que a nossa.

Desta forma, pessoas com síndrome de FOMO querem estar a par de tudo e sempre acham que estão deixando de viver alguma experiência ou perdendo alguma coisa.

Síndrome de FOMO – O que é

síndrome de FOMO

Foi um homem chamado Dan Herman quem batizou o nome da síndrome. Ele foi o primeiro a descrever o “medo de perder” em 1996.

Esse medo de perder é um tipo de ansiedade por não estar participando de um evento ou de não estar por dentro do que está acontecendo.

Pessoas com síndrome de FOMO têm a tendência de:

  • Comparar sua vida com a vida dos outros;
  • Pensar que os outros estão se divertindo mais ou tendo melhores experiências do que você;
  • Achar que estão perdendo as novidades ou os acontecimentos importantes pelo simples fato de estar offline;
  • Usar redes sociais em excesso;
  • Ter níveis altos de ansiedade.

Certamente, a sensação de estar sempre perdendo alguma coisa gera impactos reais na saúde – levando ao aumento da ansiedade e à redução do bem-estar.

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Causas e sintomas

Acredita-se que a síndrome de FOMO é uma característica herdada dos nossos ancestrais. De fato, os humanos são seres sociais que precisam pertencer a um grupo.

Como resultado, ficar de fora de alguma coisa – como participar de um evento ou ser o último a receber uma informação, por exemplo – pode mexer com esse instinto.

Além disso, o mundo digital tem agravado esse problema – principalmente por causa do recente aumento do isolamento social e do crescimento dos sentimentos de ansiedade.

De acordo com uma pesquisa de 2018 da Psychiatry Research, o uso de smartphones e mídias sociais está diretamente ligado ao “Fear of missing out“.

Com o passar do tempo, essa síndrome pode causar uma sensação constante de infelicidade ou insatisfação – levando a quadros importantes de ansiedade e sintomas de depressão, por exemplo.

A saber, alguns sintomas apresentados por quem sofre com a FOMO são:

  • Necessidade de ficar conectado o tempo todo;
  • Ter dificuldade de recusar convites por medo de perder uma experiência;
  • Não saber dizer não;
  • Ter comportamento impulsivo;
  • Mau humor;
  • Apresentar dificuldade para se concentrar.

Além disso, em jovens é bem comum pensar apenas no que poderia estar fazendo. Isso causa prejuízos como se desconectar do mundo real e não aproveitar as boas experiências do dia a dia.

Como tratar

A síndrome de FOMO não é considerada um transtorno psicológico, mas ainda assim ela causa sintomas desgastantes que merecem atenção.

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Por isso, é bom procurar ajuda de um terapeuta caso você perceba que está se comparando demais aos outros e que está sempre com medo de perder alguma coisa.

Além da terapia, algumas dicas que você pode tentar são:

1. Mude o foco

Quando estiver focando muito no que você poderia estar fazendo, mude o foco. Comece a prestar atenção no que você tem de bom e nas experiências boas que você já viveu ou que ainda pretende viver.

Com isso, você pode focar mais nos seus próprios objetivos e realizações ao invés de ficar se comparando com os outros.

Além disso, às vezes você gasta tanto tempo conferindo o feed de outras pessoas ou consultando as notícias do dia, que esquece de focar no que é realmente importante: sua própria vida.

2. Tenha um diário

Às vezes, escrever traz mais clareza sobre o que estamos pensando. Além de ajudar a lidar com os sentimentos, é legal ter um diário para registrar o seu dia.

Dê um foco maior para as pequenas coisas prazerosas e divertidas que você fez ao longo do dia. Assim, quando pensar que os outros estão mais felizes do que você, consulte suas anotações e veja como sua vida é boa.

3. Pratique a atenção plena

A prática de mindfulness pode ser muito boa para controlar a ansiedade. Ela consiste basicamente em prestar atenção no momento presente.

Assim, você deixa de se preocupar com coisas que não estão ao seu alcance no momento e passa a focar sua atenção no que você tem.

4. Procure conexões reais

Muita gente usa as redes sociais para se distrair dos problemas. Porém, ver certos posts pode piorar o seu humor e causar sintomas de FOMO.

Por isso, uma boa ideia é procurar conexões reais nesses momentos. Em vez de ficar assistindo à vida de pessoas que você nem conhece, por que não ligar para um amigo?

Vale até fazer uma chamada de vídeo, desde que seja com alguém real que faz parte do seu círculo social.

5. Reduza o uso das mídias sociais

Você já devia imaginar que chegaríamos aqui. Não é que você deva excluir suas redes sociais, mas é importante limitar o uso – principalmente se você percebe que isso te faz mal.

6. Seja grato

Por fim, seja grato. De acordo com um estudo de 2019 publicado na revista Frontiers in Psychology, ter um diário de gratidão ou simplesmente apreciar as coisas simples da vida pode melhorar os seus níveis de energia.

É fato que se sentir grato pelas coisas pode melhorar o seu humor e o seu bem-estar, reduzindo significativamente os sintomas da FOMO.

Vídeo

Vale lembrar que, antes de mais nada, a FOMO é um tipo de ansiedade. Veja então as dicas da nossa nutricionista para acabar com a ansiedade e se sentir melhor:

Fontes e Referências Adicionais

Você já sentiu como se estivesse perdendo algum evento ou não estivesse dando conta de tanta informação? Comente abaixo!

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Sobre Dr. Rafael Ferreira de Moraes

Dr. Rafael Moraes é Psiquiatria - CRM 52.98866-9. Formou-se em Medicina pela Universidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy em 2013. Pós-graduado em Psiquiatria pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde atuou nos atendimentos ambulatoriais da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e Casa de Medicina da PUC-Rio. Atualmente, exerce sua especialidade em três municípios do estado do Rio de Janeiro: Teresópolis, Magé e Rio de Janeiro, capital. Dr. Rafael é a promessa da Psiquiatria atual, jovem, que preza pelo acolhimento ao paciente unido ao que há de mais recente nesta área em constante evolução. Para mais informações, entre em contato com ele em sua conta oficial no Instagram (@rafafmoraes)

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