Verrugas: o que são e como se pega, tipos e como tirar

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atualizado em 17/04/2022

Verrugas podem não causar dor, mas incomodam, principalmente quando surgem em locais visíveis, como no rosto. Verrugas que surgem nos pés podem ser dolorosas, por causa da pressão exercida sobre elas, quando ficamos em pé e caminhamos. 

Elas podem desaparecer espontaneamente ou com tratamento, mas há sempre o risco de voltarem no mesmo local ou em outros, porque são provocadas por um vírus, que pode permanecer na pele e se espalhar. 

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As verrugas são transmitidas por meio do contato direto com o vírus, que pode entrar e infectar a nossa pele, por meio de uma abertura causada por feridas. 

Veja o que são as verrugas, como se pega, os tipos e como tirá-las. 

Verrugas: o que são?

Verruga no rosto
Verrugas são lesões benignas na pele

Verrugas são lesões benignas na pele, associadas com uma infecção pelo vírus papilomavírus humano (HPV). Não há um local específico para o aparecimento das verrugas, podendo se formar em qualquer parte do corpo, com formas e características diferentes. 

As verrugas podem afetar pessoas de todas as idades, inclusive crianças, que tendem a ficar mexendo nas verrugas, o que pode promover o seu espalhamento para outras partes do corpo. 

Como se pega uma verruga?

As verrugas são causadas pelo vírus HPV, que ganha acesso ao nosso organismo por meio de uma abertura numa importante barreira protetora, que é a nossa pele

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Essa abertura pode ocorrer após um trauma na pele ou por maceração, que é quando a pele fica inchada, enrugada e esbranquiçada, após um longo período em contato com a água, que a deixa mais frágil e suscetível às aberturas, por onde o vírus HPV pode entrar.

É possível espalhar a verruga para outras partes do corpo, por autoinoculação, que é quando a pessoa toca na verruga, não lava as mãos e passa em outras partes do corpo onde existe algum tipo de abertura, por menor que seja, permitindo que o vírus se instale na nova região e forme outra verruga. 

Como a pele é apenas uma das barreiras que compõem o nosso sistema de defesa, os outros componentes (células e anticorpos) podem agir no local e dificultar esse espalhamento. 

É por isso que pessoas imunodeprimidas, como as que portadoras do vírus HIV/AIDS ou tenham passado por um transplante, estão mais vulneráveis às verrugas.

A transmissão de uma pessoa para outra se dá através do contato direto, por exemplo, quando uma pessoa não infectada toca na verruga de outra pessoa e passa a mão na própria pele, onde existe uma ferida aberta. 

Outra situação possível de contágio é andar na beira da piscina sem chinelos, enquanto a sola dos pés está enrugada pelo contato com a água.  

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O vírus também pode ser transmitido por meio de relações sexuais, e no momento do parto, da mãe para o bebê. 

Tipos de verrugas

tipos de verrugas
Diferentes tipos de verrugas

As verrugas são classificadas em diferentes tipos, de acordo com o formato e localização. As diferentes formas de verrugas estão associadas a diferentes subtipos de vírus HPV. A maioria das verrugas não causa sintomas, mas podem incomodar esteticamente.

Algumas, porém, podem gerar uma sensibilidade local e provocar dor, por exemplo, as verrugas que surgem na sola dos pés. 

Verrugas comuns (verrugas vulgares)

As verrugas comuns são nódulos bem delimitados, firmes, arredondados ou com formato um pouco irregular, e de superfície áspera. Elas podem ser acinzentadas, amareladas ou acastanhadas. O diâmetro das verrugas comuns varia de 2 a 10 mm.

Geralmente, surgem em regiões mais sujeitas a traumas, como os dedos, cotovelos, joelhos e rosto. 

Verrugas filiformes

São verrugas de crescimentos longos, como finos filamentos alongados que crescem a partir de uma base fixa na pele. Essas verrugas lembram o aspecto de uma couve-flor e surgem, com mais frequência, nas pálpebras, no rosto, no pescoço e nos lábios. 

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Esse tipo de verruga é mais comum em idosos

Verrugas planas

As verrugas planas são caracterizadas por múltiplas pápulas (pequenas verrugas de no máximo 5 mm) lisas, aplanadas e macias. São de cor amarelada, acastanhada, rosada ou avermelhada. 

Elas surgem, na maioria dos casos, no rosto e ao longo de escoriações, que são lesões superficiais na pele, como ralados. São mais comuns em crianças e jovens e se espalham por autoinoculação.

Verrugas palmares ou plantares

As verrugas palmares e plantares surgem na palma das mãos e na planta dos pés e são planas, devido à pressão constantemente exercida sobre elas. Elas são delimitadas por uma camada mais endurecida de pele. 

As verrugas plantares são as mais dolorosas pois, com o peso do corpo, tendem a crescer para dentro da sola do pé, o que incomoda bastante durante a caminhada. 

Como o interior da lesão apresenta um ponto escuro, a verruga plantar ganhou o nome popular de “olho de peixe“. Quando várias verrugas plantares surgem juntas, em placas, ganham o aspecto de um mosaico.

Esse tipo de verruga é muito parecido com calos, mas se diferencia deles pela tendência ao sangramento.  

Verrugas periungueais

As verrugas periungueais surgem ao redor das unhas e aparecem como uma pele mais espessa e fissurada. Geralmente, ocorre a perda da cutícula, levando à formação de feridas inchadas e dolorosas. 

São mais comuns em pessoas que têm o hábito de roer as unhas ou que ficam em contato com a água durante muito tempo no trabalho, o que é comum em algumas profissões. 

Verrugas genitais

São lesões que se formam nas mucosas do pênis, vagina, na região perianal e na uretra. São verrugas macias, rosadas e com um aspecto que lembra uma couve-flor. Podem ser isoladas ou aparecem em blocos, que se estendem por áreas mais extensas. Podem ser assintomáticas ou provocar coceira. 

A disseminação extensa pode resultar na obstrução da vulva ou do ânus, um problema cujo termo clínico é “condiloma acuminado gigante de Buschke e Lowenstein”.

Essas verrugas são mais preocupantes, pois podem ser precursoras de tumores malignos que geram o câncer de colo do útero e de pênis. 

Como tirar as verrugas?

Tratamento para verruga
Existem diferentes técnicas para o tratamento de verrugas

Muitas verrugas regridem naturalmente em 2 a 4 anos, sem nenhum tratamento, principalmente as comuns (vulgares). Porém, algumas podem persistir por longos anos.

Outras regridem com o tratamento e, após um tempo, surgem novamente no mesmo local ou em outros.

A recorrência das verrugas após o tratamento depende de vários fatores, como o estado imunológico da pessoa e as atividades que exerce. Por exemplo, alguns esportes e profissões deixam a pessoa mais suscetível a traumas e lesões na pele, que é um fator de risco para as verrugas.   

O tratamento das verrugas pode ser feito com as seguintes técnicas: 

  • Irritantes tópicos: produzem descamação na pele com o uso de substâncias como o ácido salicílico, ácido láctico, cantaridina e podofilina. 
  • Tratamentos destrutivos: criocirurgia (congelamento com nitrogênio líquido), eletrocoagulação (cauterização), curetagem cutânea, excisão (com bisturi ou tesoura) e laser. A criocirurgia pode ser dolorosa, mas é bastante eficiente. Os outros métodos podem deixar cicatrizes
  • Injeção intralesional: injeção de bleomicina diretamente na verruga.

O método utilizado depende do local e da gravidade da verruga. 

As pessoas que desejam realizar o tratamento das verrugas, porque se incomodam com a aparência, atrapalham na execução de algum movimento ou causam dor, são alertadas quanto à possibilidade de recorrência das verrugas e de que o tratamento pode ser longo. Em cerca de 35% dos pacientes, as verrugas retornam no período de 1 ano

A recorrência acontece porque, mesmo que o médico retire a verruga, o vírus pode permanecer na pele e provocar a formação de outras verrugas. As chances disso acontecer aumentam em pessoas com o sistema imunológico debilitado, pois não conseguem combater ou neutralizar o vírus.

O ideal é que você procure um médico para fazer o tratamento, mas há opções caseiras que são validadas cientificamente. Elas envolvem o uso de ácido acetilsalicílico encontrado em farmácias e fita adesiva. Veja como fazer esses tratamentos em casa

Fontes e referências adicionais

Você tem alguma verruga que causa dor ou te incomoda? Qual tratamento mais chamou a sua atenção? Comente abaixo!

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Sobre Dra. Alessandra Drummond

Dra. Alessandra Drummond é médica dermatologista, graduada em medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pós graduada em dermatologia no Instituto de Dermatologia Professor Rubem David Azulay. Felowship no Hospital Arcispedale Santa Maria Nueva, Reggio Emília, Itália. Tem diversas publicações em revistas científicas indexadas, participa constantemente de congressos e conferências nacionais e internacionais, na área da dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiatria. Para mais informações, entre em contato com ela no seu site.

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