Como Comer Doce de Forma Mais Saudável Se Você Não Consegue Viver Sem

atualizado em
Ver resumo
  • Comer um doce junto com uma fonte de proteína pode suavizar o pico de açúcar no sangue, segundo a especialista em medicina funcional Brigid Titgemeier.
  • Quando o açúcar sobe rápido demais, ele também cai mais forte depois, provocando neblina cerebral, fadiga e mais vontade de comer açúcar horas depois.
  • A proteína ajuda a diminuir a velocidade de absorção do açúcar, reduzindo esse efeito de pico seguido de queda.
  • Um estudo de 2017 da Universidade de Tufts mostrou que pão branco com atum (fonte de proteína) elevou o açúcar no sangue mais devagar do que o pão sozinho ou combinado com fibra, gordura ou mais carboidratos.
  • Entre as opções sugeridas por Titgemeier para acompanhar o doce estão chips de grão de bico, ovo cozido ou um punhado de nozes.

Tudo o que sobe deve cair, e isso é especialmente verdade quando se trata do açúcar no sangue. Sim, estamos falando sobre esse temido pico de açúcar – o que inevitavelmente acontece depois de se entregar às doces tentações. Mas, ao que parece, há um truque que pode ajudar a suavizar os picos: simplesmente comer doce junto com alguma proteína.

Por que isso funciona? Normalmente, quando você se permite comer algo com alta carga glicêmica, o açúcar entra na corrente sanguínea e aumenta rapidamente o nível de glicose no sangue, levando a um rápido pico de energia. No entanto, esse pico não dura muito.

“Quando os níveis de açúcar no sangue das pessoas aumentam muito rapidamente, eles acabam caindo muito mais baixos do que anteriormente”, diz Brigid Titgemeier, especialista de medicina funcional. Poucas horas depois, surgem a neblina cerebral (defeitos cognitivos), fadiga e mais desejos por açúcar, pois seu corpo lhe diz que precisa de um outro pico.

Quando a proteína entra na mistura, porém, esse efeito de rebote é menos pronunciado. “A proteína ajuda a diminuir a absorção do açúcar no sangue”, explica Titgemeier. “Isso ajuda a evitar o pico de açúcar no sangue, o que reduz a probabilidade da queda do mesmo, que ocorre como resultado”.

Um estudo de 2017 apoia essa ideia. Pesquisadores da Universidade de Tufts descobriram que um pedaço de pão branco com atum (uma ótima fonte de proteína) levou a um aumento mais lento do açúcar no sangue que o pão branco comido sozinho ou com cereais de aveia (fibra), manteiga (gordura) ou cereal de arroz (mais carboidratos).

Titgemeier também viu isso em sua prática. “Muitos clientes com quem trabalho, especialmente as pessoas sensíveis ao açúcar, dizem que não sentem o mesmo impacto quando comem proteínas antes de comerem açúcar”, diz ela.

Embora a ciência não seja exatamente clara sobre por que a proteína modula a taxa de absorção de açúcar no seu sangue, é sabido que ela geralmente é digerida devagar, o que é fundamental para manter o açúcar no sangue constante.

E, em qualquer caso, certificar-se de que você está recebendo proteína suficiente em sua dieta também é uma ação saudável por outros motivos. Este nutriente é um bloco de construção para os tecidos do seu corpo (incluindo o músculo esquelético), e também desempenha um papel importante na saciedade e na função hormonal, para citar apenas algumas de suas importantes funções.

Então, da próxima vez que o seu desejo por doce se recusa a ser ignorado, considere adicionar alguma proteína para impedir um pico desses.

As opções favoritas de Titgemeier são chips de grão de bico, ovo cozido ou um pequeno punhado de nozes. Eles serão um contrapeso perfeito para esse cookie chamando seu nome – e você vai agradecer a si mesmo mais tarde.

Você sabia que comer uma proteína junto com alguma fonte de açúcar pode impedir o pico de açúcar no sangue? Pretende adotar essa prática agora? Comente abaixo!

Foi útil?
Sobre Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é Nutricionista - CRN-RJ 0510146-5. Ela é uma das mais conceituadas profissionais do país, sendo uma referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (España) e é também membro da International Society of Sports Nutrition.